25 de Abril... venha outro

25 de Abril ... Ontem, Hoje e Amanhã. 25 de Abril sempre. O Povo é quem mais ordena, dentro de ti ó cidade. Dentro de ti ó cidade, irei ter por ..."


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Rede Libertária

Sexta-feira, dia 24 de Junho, às 20h:

Jantar final, para todos os que gostaram do terra.



espaço anarquista terra de ninguém
rua do salvador, 56, lisboa (à rua das escolas gerais)

terraninguem@yahoo.com

Fonte: http://redelibertaria.blogspot.com/2011/06/24-junho-jantar-final-do-terra-de.html

Dia 25 de Junho - 16h30

Apresentação da compilação de textos de Christian Ferrer ?A Viragem Pornográfica e outros textos sobre a sociedade pornográfica?, promovendo um debate sobre A Indústria e Mercantilização do Corpo ? Consumismo e Escapismo.

Seguido de petiscos para angariação de fundos para as despesas correntes do CCL.


?A abundância é tanta que já não é surpreendente o rápido desenvolvimento e o êxito da implantação das indústrias do corpo. A farmacopeia da felicidade, as sucessivas gerações de anti-depressivos, as ondas de pornografia e os enclaves urbanos em que se formata o corpo são reveladores de sintomas ao mesmo tempo que são experiências bem-vindas. A sua profusão adquere sentido em sociedades altamente tecnificadas que promovem o valor do intercâmbio do corpo: cumprem tarefas de amortização.?

?A emancipação da pornografia não foi obra dos seus aficionados mas sim de necessidade colectiva de identificar um género que desse conta de novas experiências e expectativas sensoriais. E a essência do género condensa-se numa mensagem de felicidade partilhada. Habitualmente, e se se deixarem de parte alguns extremos criminais, os actores pornográficos são felizes e a sua mensagem é a de que todos merecem o direito igualitário ao orgasmo e sem distinção de sexos, de raças ou classes sociais. Mais especificamente, a pornografia pode ser englobada num género maior, ao qual podemos chamar ?idílico?.?

?A pornografia apresenta-se na sociedade promovendo uma viragem, fazendo pressão sobre costumes e expectativas sociais: sobre a dieta alimentar, o trabalho de ginásio, o consumo de objectos eróticos, o desenho de moda e sobre outros géneros mediáticos, em cujas margens proliferam dezenas de industrias para um mercado emergente: do sex-shop à cirurgia estética, da lipoaspiração à prostituição de luxo, do rastreio biotecnológico dos genes do prazer à selecção de promotoras de mercadorias, e da auto-produção da aparência, tanto para a ordem laboral como para animar festas de adolescentes. O etc é largo e os incómodos e inconvenientes que estas ginásticas supõem são suportados porque se entendem como sofrimentos dotados de sentido.?

In A Viragem Pornográfica: O Sofrimento sem sentido e a tecnologia


Fonte: http://redelibertaria.blogspot.com/2011/06/25-junho-apresentacao-de-viragem.html



«O veículo blindado que a PSP comprou por altura da Cimeira da NATO, em Novembro do ano passado, saiu pela primeira vez da Unidade Especial de Polícia (UEP), em Belas, anteontem à noite ? para fazer face a eventuais confrontos na sequência dos desacatos no bairro 6 de Maio, na Amadora.»

fonte:  Correio da Manhã

Fonte: http://redelibertaria.blogspot.com/2011/06/psp-estreia-blindado-no-bairro-6-de.html


A exploração e a violência no trabalho, nas ruas e nas nossas vidas não nos deixam outra possibilidade que não a revolta. A polícia, enquanto linha de defesa de um sistema de miséria, não pára de disparar armas contra pessoas, fazer rusgas, repatriações e identificações aleatórias de forma cada vez mais leve e arbitrária. Embora tenha sido sempre esta a forma da acção policial ao longo da história, não podemos ignorar que atravessamos um momento em que a democracia mostra a sua cara de fascismo e que são cada vez mais as mobilizações e acções que são feitas fora do controlo partidário, sindical ou estatal. Nas manifestações, nas ocupações, nas vigílias, nas greves, nas ruas e nos bairros foi banalizada a violência para que não possamos respirar e para que o medo seja transformado em inactividade, em isolamento.

É importante quebrar o silêncio e apontar o dedo não só a quem nos quer agredir com balas e bastões mas também a quem lhes dá as ordens: os patrões, o Estado e o Capital.

No dia 3 de Junho vários colectivos e indivíduos convocam um microfone aberto contra a violência policial. Traz textos, canções, desabafos e pensamentos para gritar, falar ou cantar bem alto.


Fonte: http://redelibertaria.blogspot.com/2011/05/concentracaomicrofone-aberto-contra.html

Dia 4 de Junho, Sábado, às 17h
 
Vamos falar sobre Juvenal Fernandes
Uma conversa em tons de homenagem


O Juvenal foi um indivíduo rebelde e um grande lutador contra o despotismo dentro e fora das prisões, nos anos 70 e 80. Conhecido pelas suas posições e relembrado por distribuir literatura subversiva a todos os presos que a quisessem, esta pessoa acabou por morrer em consequência de uma greve de fome.

O objectivo desta conversa é dar a conhecer um pouco da história daqueles rebeldes que não tiveram voz, tentando também fazer um enquadramento do contexto social português naqueles anos.

Não queremos que o passado anarquista seja esquecido, sem que pelo menos tentemos construir partes de uma outra História - a História de um movimento de resistência.

Na BOESG (Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada)
Rua das Janelas Verdes, nº 13- 1º esq. -Santos, Lisboa
 
(conversa seguida de Jantar e Ciclo de Cinema:   http://boesg.blogspot.com )


Fonte: http://redelibertaria.blogspot.com/2011/05/conversahomenagem-juvenal-fernandes-4.html

3 Junho (sexta)
- Documentário "Nunes, Anarquia Visual" (2010) de Medi Terraza
Com presença do realizador 
- Sexperiencias (1969)
de  José Maria Nunes

na Da Barbuda - Largo da Severa, nº 8 (Martim Moniz, Lisboa)

4 Junho (sábado)
- Noche de vino tinto (1966) de José Maria Nunes
Com jantar às 19h30

na BOESG - Biblioteca dos Estragos - Rua das Janelas Verdes 13 - 1º esq. (Santos, Lisboa)

5 Junho (domingo)
- Documentário ?La Edad del Sol? (2010) de Sílvia Subirós
- Res publica (2009) de José Maria Nunes

na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul - Av. D.Carlos I, 61 -1º (Santos, Lisboa)

Ciclo organizado por: BOESG

Quem é José Maria Nunes?

José María Nunes, cineasta considerado o pai da escola de cinema de Barcelona, nasce em 1930 no Algarve. Aos 12 anos emigra com a família para Espanha e nos anos 50 começa a trabalhar em cinema.
Realiza o seu primeiro filme, Mañana, em 1957, depois de já ter participado em vinte e sete filmes nas mais diversas funções. O seu Cinema é definido como pessoal e intransmissível. Guerras, êxodos, repressões, torturas, desejos e ânsias de união e separação são os temas mais abordados pelo Realizador.

Ao longo do caminho, José María Nunes, atravessa uma Ditadura e, como muitos outros realizadores, vê a sua criação ?presa?. A limitação à liberdade de expressão no meio cinematográfico era muito difícil de contornar. A obrigatoriedade de apresentar previamente o guião, indispensável para que o filme fosse autorizado, dificultava bastante a produção e se, por fim, o filme chegasse a ser realizado a Censura  proibia-o pelo conteúdo, tal aconteceu com Sexperiencias (1969) e com outros filmes do realizador.
Para além da realização, José María Nunes, escreve ensaios e guiões para outros cineastas, e participa como actor em diversos filmes.

Em 2002, é premiado Melhor Realizador, pelo filme Amigogima, na primeira edição dos Prémios de Barcelona. Os seus filmes são exibidos nas salas de cinema em Barcelona, Palma de Maiorca, Girona, Cinemateca Nacional de Madrid, canal de televisão espanhola TV2, Centro Pompidou em Paris, e em festivais de cinema na Europa e no Brasil, entre outros.

José María Nunes realiza catorze filmes. A sua última obra intitula-se Res publica (2009), filme com um único actor, José María Blanco, em que Nunes afirma

?Cada indivíduo puede decidir su libertad?.


Fonte: http://redelibertaria.blogspot.com/2011/05/ciclo-de-cinema-jose-maria-nunes-3-5.html


Sábado, 28 de Maio

20h: Jantarada

21h30: Projecção, na rua, de pequenos vídeos sobre a repressão policial em Portugal



No Terra de Ninguém
espaço anarquista
Rua do Salvador, nº58 Alfama Lisboa

Fonte: http://redelibertaria.blogspot.com/2011/05/videos-na-rua-quando-os-robotcops.html

De 20 a 22 de Maio aconteceu nas dependências da Barbuda a 4ª edição da Feira do Livro Anarquista de Lisboa. Para além da divulgação das idéias anarquistas a partir dos livros e das publicações ali presentes, cumpriu o objetivo de levar a debate idéias e análises sobre questões ?que assaltam a vida em tempos de guerra social? tal como é referido no manifesto de apresentação da Feira.

A noite de sexta-feira (20), lua cheia à vista e com cheirinho de verão, convidou a ocupar a praça, e assim, ao redobrado prazer de rever o/as companheiro/as juntou-se o relato do mês de ocupação da ?ES.COL.A? através de dois interventores, da desocupação violenta de que foram alvo, da luta que continua. A 10 de Maio, no Porto, a antiga escola do Alto da Fontinha, ocupada um mês antes, após cinco anos de desativação, foi violentamente desocupada e com sete ocupantes detidos. Um projeto educativo para as crianças do bairro estava a ser implementado no momento. Uma iniciativa antiautoritária que incomodou o poder. Esse seria aliás o único motivo que poderia levar a que um edifício abandonado e totalmente degradado durante tanto tempo ao ser recuperado e posto à serviço da comunidade fosse violentamente desocupado e emparedado. Neste momento luta-se. E foi essa forma de luta que levantou mais questões... mas também a constatação de como durante um mês foi uma fonte de inspiração, um exemplo de autonomia e de luta contra a gentrificação.

Gentrificação. Este foi um tema presente ao longo dos três dias do evento, especialmente no domingo, através da exibição do excelente documentário ?Império St. Pauli?, que aborda os vários aspectos da gentrificação e as formas de luta adotadas contra ela, num bairro de Hamburgo, na Alemanha.

No sábado (21) foi abordado o tema do ?Desenvolvimento? através dos seus efeitos nefastos, caso do TGV (Trem de Alta Velocidade), ou da gentrificação resultante de outros planos, particularmente nas cidades. Um debate a continuar, já que as formas de travar esse desenvolvimento e de se passar ao ataque são vários.

As recentes manifestações massivas de descontentamento nas ruas, na Espanha e em Portugal, convocadas por diversos movimentos sociais, foram alvo de atenção e motivo de discussões múltiplas no domingo (22). Refletiu-se, em seguida, sobre os caminhos que poderão levar a uma ruptura com o Estado e com a economia, procurando os pontos de confluência entre eles.

A repressão policial no 1º Maio anticapitalista e anti-autoritário de Setúbal suscitou, como seria de esperar, uma análise viva e amplamente participativa que abordou, entre outras coisas, as questões da comunicação e da intervenção social anarquista assim como a luta contra toda a autoridade. Em particular o fascismo, travestido ele de que forma estiver.

Foi dado destaque ao recrudescimento dos ataques da extrema-direita em toda a Europa, seja pela cobertura dada pela polícia, em muitos casos, seja devido à conjuntura econômica, pois potencia o recrudescimento da xenofobia. Em particular, o caso da Grécia, tendo sido transmitido o apelo à solidariedade internacional feito por companheiro/as gregos em luta contra uma brutal repressão estatal e a perseguição dos imigrantes. Neonazis, juntamente com a polícia, têm vindo a atacar okupas do centro de Atenas, levando companheiro/as a uma situação em que é preciso defendê-los contra o perigo de perder a própria vida, contra a brutalidade policial e a barbárie fascista Também o número de imigrantes assassinados tem vindo a aumentar. Neste ano e nos dias que se seguiram à greve geral de 11 de maio dezenas de imigrantes foram seriamente feridos e um imigrante foi morto, em pogrons (linchamentos) realizados em vários bairros da capital grega.

A saborosa comida vegan, os momentos de poesia surrealista, a simpatia do coletivo que nos acolheu, os livros e revistas que nos animam ali tão perto, os exemplos de luta e de resistência, ficarão na memória de todo/as. As afinidades que resultam, a compreensão de outros pontos de vista, o reforço da auto-organização, a quebra do isolamento, a alegria de sermos mais e mais a cada ano que passa, a descoberta, a criatividade, a desmontagem do machismo ainda presente, constituem recordações já, motivos redobrados para se começar a pensar na próxima edição desta outra forma de luta. Anarquista.

Emília Cerqueira

agência de notícias anarquistas-ana

Fonte: http://redelibertaria.blogspot.com/2011/05/cronica-da-feira-do-livro-anarquista-de.html

Somos muitos os que nestes dias confluímos nas ruas para protestar. Todos nos identificamos com a rejeição aos partidos políticos, com a rejeição aos sindicatos, aos empresários? Sobretudo demo-nos conta de que chegámos ao limite. Que estamos fartos de ser os párias deste mundo. Que não suportamos mais que uns poucos encham os bolsos e vivam como reis, enquanto aos outros apertem os cintos para além de todo o limite com o fim de manter a saúde da sacrossanta economia. Que sabemos que para mudar isto temos que lutar nós mesmos, à margem de partidos, sindicatos e demais representantes que querem fazê-lo por nós.

Acima de tudo, esta realidade está a exprimir uma questão fundamental que afeta o mundo inteiro: a contraposição de necessidades e interesses entre a economia e a humanidade. Isto foi entendido perfeitamente pelos nossos irmãos rebeldes no Norte da África, isto entendemo-lo hoje aqui agora que a situação já é insustentável para todos nós e saímos à rua para lutar. Aguentámos o insuportável, sofremos uma degradação das condições de vida como não acontecia há décadas. Mas finalmente dissemos basta, e aqui estamos, exprimindo a nossa rejeição a todo este sistema infernal que transforma a nossa vida em mercadoria.

Queremos, claro, exprimir a nossa rejeição completa à etiqueta de cidadão. Sob essa etiqueta junta-se tudo o que mexe, desde o político ao desempregado, desde o dirigente sindical ao estudante, desde o empresário mais rico até ao operário mais miserável; misturam-se condições de vida totalmente antagónicas. Para nós não se trata de uma luta de cidadãos. É uma luta de classe entre explorados e exploradores, entre proletários e burgueses como dizem alguns. Desempregados, trabalhadores, estudantes, aposentados, imigrantes? formamos uma classe social sobre a qual incidem, em maior ou menor medida, todos os sacrifícios. Políticos, banqueiros, patrões? formam a outra classe da sociedade, a que se beneficia, também em maior ou menor medida, das nossas penúrias. Quem não queira ver a realidade desta sociedade de classes vive no mundo das maravilhas.

Chegados aqui, protestando em numerosas praças por todo o país, é hora de refletir, é hora de concretizar as nossas posições, de orientar bem a nossa prática. A heterogeneidade é grande, sem dúvida. Convergimos neste movimento companheiros que há muitos anos andamos na luta contra este sistema, outros que saímos pela primeira vez às ruas, uns que estão certos de querer ir até ao fim, ao tudo por tudo (?queremos tudo e agora? rezava um cartaz na Puerta del Sol), outros falam de reformar diversos aspectos da realidade, outros encontram-se desorientados, outros só querem manifestar que estão fartos do que lhes acontece? E também há quem, isto é preciso tê-lo bem presente, trata de pescar em águas turvas, quem procura canalizar este descontentamento para neutralizar a sua força aproveitando as nossas indecisões e debilidades.

Desde logo, algo que discutimos entre os diversos companheiros nas ruas é que a nossa força está na rejeição, no movimento de negação do que nos impede viver. É o que forjou a nossa unidade nas ruas. Pensamos que há que avançar por aí, aprofundar e concretizar melhor a nossa rejeição. Por isso, porque a nossa força reside nessa negação, temos consciência de que não solucionaremos os nossos problemas exigindo melhorar a democracia, tal como se afirmou em certas palavras de ordem, nem sequer reivindicando a melhor democracia que posamos imaginar. A nossa força está na rejeição que estamos a manifestar à democracia real, a democracia ?de carne e osso? que sofremos no dia-a-dia e que não é outra coisa que a ditadura do dinheiro. Não há outra democracia. É uma armadilha reivindicar essa democracia ideal e maravilhosa de que nos falaram desde pequeninos.

Da mesma maneira não se trata de melhorar este aspecto ou outro, pois o fundamental continuará a existir: a ditadura da economia. Trata-se de transformar totalmente o mundo, de mudá-lo de cima a baixo. O capitalismo não se reforma, destrói-se. Não há caminhos intermédios. Há que ir até ao fundo do problema, há que abolir o capitalismo.

Ocupámos a rua uns dias antes da festa parlamentar, essa festa onde se elege executará as diretrizes do mercado. Bem, é um primeiro passo. Mas não podemos ficar por aí. Trata-se de dar continuidade ao movimento, de criar e consolidar estruturas e organizações para a luta, para a discussão entre companheiros, para enfrentar a repressão que já caiu sobre nós em Madrid e em Granada. É preciso tomar consciência de que sem transformação social, sem revolução social, tudo continuará igual.

Apelamos a continuar mostrando toda a nossa rejeição ao espetáculo do circo eleitoral de todas as maneiras possíveis. Apelamos a gritar em toda a parte a palavra de ordem ?Que se vão embora todos!?. Mas apelamos também a que a luta continue depois das eleições do Domingo 22. A que vamos muito para lá destes dias. Não podemos deixar morrer os laços que estamos a construir.

Apelamos à formação de estruturas para lutar, apelamos a que entremos em contacto, a que coordenemos o combate, a lutar nas assembleias que se estão a criar fazendo delas órgãos para a luta, para a conspiração, para a discussão da luta, não para reuniões cidadãs. Apelamos a organizar-nos em todo o país para lutar contra a tirania da mercadoria.

À RUA, A LUTAR!

A DEMOCRACIA É A DITADURA DO CAPITAL

O CAPITALISMO NÃO SE REFORMA, DESTRÓI-SE!



BLOCO ?QUE SE VÃO EMBORA TODOS!? (BLOQUE ?¡QUE SE VAYAN TODOS!?)

qsevayan@yahoo.es
19 de Maio de 2010


Fonte: http://redelibertaria.blogspot.com/2011/05/espanha-que-se-vao-embora-todos.html