25 de Abril... venha outro

25 de Abril ... Ontem, Hoje e Amanhã. 25 de Abril sempre. O Povo é quem mais ordena, dentro de ti ó cidade. Dentro de ti ó cidade, irei ter por ..."


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Poderoso grupo do capital e seus representantes políticos, um Comitê Central da burguesia ocidental . (Nota do blog)


7/6/2018, Coletivo de Tradutores Vila Vudu
 Imagem relacionada
 
Valha o que valer, aí vai a parte da 'pauta' que o Clube de Bilderberg, que se reúne a partir de hoje, esse ano em Turim, Itália, deseja que você acredite que ele está(ria) discutindo. [A notícia da reunião vem de Pepe Escobar, pelo Facebook. Comentários, em itálicos, são do Gato Filósofo, GF].

[COMENTÁRIO GF] Sinceridade? Essa pauta parece pauta da editoria de internacional d'O Estado de S.Paulo ou da 'sociologia' da USP-UDN, sô! Quem mais, além da editoria de internacional d'OESP e da 'sociologia' da USP-UDN (além de CIA e MI6 em Bilderberg, claro!), ainda temeria o "populismo" declarado uma das faces mais tenebrosas do povo demoníaco em ação?!

 The 66th Bilderberg Meeting
a realizar-se nos dias 7-10/6/2018 em Turim, Itália.

"A 66ª Reunião de Bilderberg deve acontecer entre os dias 7-10/6/2018 em Turim, Itália. Até o momento, 131 participantes, de 23 países, já confirmaram presença. Como sempre, um grupo diversificado (sic) de líderes políticos e especialistas da indústria, finança, academia e mídia foram convidados. A lista dos participantes está disponível em 
www.bilderbergmeetings.org."

[COMENTÁRIO GF]: Na tal lista vê-se que Kissinger e o general Petraeus já confirmaram que lá estarão. Kissinger representa seu próprio escritório de advocacia, claro, e lá estará de pleno direito (vai sempre). Petraeus, já perdoado e reabilitado[1] é hoje empregado do KKR Global Institute, o mesmo fundo de investimentos que "em 2012, ao anunciar a contratação de Henrique Meirelles como conselheiro sênior" apontou o hoje diz-que-candidato a presidente do Brasil como "parceiro tremendamente valioso para a empresa. Um executivo do fundo, Alex Navab, disse que o KKR confiava nos "conselhos e percepções de Meirelles no mundo da governança, finanças e investimentos"(Valor, 10/8/2017).

Assim sendo, o general Petraeus, em 2018, é o mais parecido com o que se pode ver como representante dos interesses da CIA e do governo golpista do Brasil, presente oficialmente em Turim, para o encontro Bilderberg-2018.
A 'pauta' que Bilderberg, que se reúne a partir de hoje em Turim, Itália, deseja que você acredite que lá esta(ria) em discussão em 2018 "inclui" (significa que há mais, portanto, no campo do sabido não dito) os seguintes tópicos:
1.     Populismo na Europa
2.    O desafio da desigualdade 
3.    O futuro do trabalho
4.    Inteligência artificial
5.    EUA antes das eleições de meio de mandato
6.    Livre comércio
7.     Liderança dos EUA no mundo
8.    Rússia
9.    Computação quântica (for dummies)
10.  Arábia Saudita e Irã
11. Mundo da "pós-verdade"
12. Eventos em andamento.

[COMENTÁRIO GF] Dado que essa é apenas uma pauta "incluída" em pauta maior não noticiada, claro que há mais pauta. Mas não se fala da continuação a qual, se não é Rússia e Irã e Arábia Saudita, já 'pautados' na parte divulgável, será necessariamente China e talvez até, por que não, Brasil e Índia.

A China, que não é nem EUA nem Europa (quer dizer, nem CIA nem MI6), esteve presente em lugar de honra em Bilderberg 2017. Sumiu em 2018. O Brasil não é nem EUA nem Europa, mas está sob golpe da CIA desde 2016 e está na lista de compra de supermercado de todos os reunidos em Bilderberg 2018. E a Índia também é problema não dito. Ganhou de presente dos EUA um "Comando do Pacífico Asiático", mas, com comando de presente e tudo, a Índia continua 
sem dar bola para sanções dos EUA, e mantém-se parceira comercial ativíssima de Irã e Venezuela, atropelando sanções.

Todos os presentes à reunião de Bilderberg 2018 têm interesses investidos no golpe em curso no Brasil. TODOS.

Israel não aparece como 'tema', nem como 'eventos em andamento', porque, como se sabe, Israel, potência ocupante de terra palestina, não é tema nem evento: para CIA e MI6, organizadores de Bilderberg, Israel é projeto].

"Fundada em 1954, a Bilderberg Meeting é uma conferência anual que visa a promover o diálogo entre Europa e América do Norte. Todos os anos, entre 120 e 140 líderes políticos e especialistas em indústria, finança, academia e a mídia (sic) são convidados a participar da conferência. Cerca de 2/3 dos participantes vêm da Europa; aproximadamente ¼ são políticos ou membros de governos, e os demais vêm de outros campos.

A conferência é um fórum para discussão informal sobre grandes questões que o mundo enfrenta (sic). As reuniões acontecem sob a "Regra de Chatham House", pela qual os participantes são livres para usar informação que recebam, mas comprometem-se a não revelar nem a identidade nem a afiliação de quem fale, nem de qualquer outro participante.

Graças à natureza privada (Hellloou!) da reunião, os participantes não são limitados pelas convenções dos respectivos cargos (públicos? Privados? Como assim?!), nem por posições assumidas previamente. Assim, todos podem ouvir, refletir e coletar insights. Não há resultado esperado, não há tempo delimitado para qualquer intervenção e não se emitem relatórios por escrito. Além disso, não há propostas de resoluções, nem votações, nem se estabelecem normas internas [ing. policy statements]" [da 
página internet do 'grupo', aqui traduzida].

[COMENTÁRIO GF] As condições são as de sempre, quando os reunidos não temem que haja povo ouvindo pelos cantos. É conferência de quem ainda insiste em fazer-crer que não teria de dar NENHUMA satisfação ao mundo real. PORÉÉÉM, reúne-se secretamente para discutir a parte do mundo real que, até junho de 2018, continue a resistir contra as decisões de Bilderberg de junho de 2017.

A parte divulgada da pauta de Bilderberg 2017 foi a seguinte:
1.      Governo Trump: relatório de andamento
2.     Relações Transatlânticas: opções e cenários 
3.     A Aliança de Defesa Transatlântica [conhecida como "OTAN"]: "bullets, bytes and bucks" [dito "item de agenda que recebeu o título mais ridículo da história de Bilderberg". Naquele momento, a OTAN começava a lutar para aumentar a própria dotação em termos de "balas, bytes e grana", alegadamente para enfrentar a Rússia, mas, naquele momento, também para enfrentar o primeiro presidente Donald Trump.[2] Uma sessão de debates com o mesmo título "o mais ridículo (...)" foi presidida por Jens Stoltenberg, desde 2014 secretário-geral da OTAN. 
4.     Rumos da União Europeia 
5.     É possível tornar mais lenta a globalização?
6.     Empregos, renda e expectativas não realizadas
7.     Guerra contra a informação (sic) [ing. The war on information]
8.    Por que cresce o populismo?
9.     Rússia na ordem internacional 
10.Oriente Próximo 
11.  Proliferação Nuclear 
12. China ["A China será discutida numa reunião da qual participarão o embaixador da China nos EUA, o secretário de comércio dos EUA, o conselheiro de segurança nacional dos EUA, dois senadores dos EUA, o governador da Virginia, dois ex-diretores da CIA ? e quase incontáveis investidores-monstro norte-americanos, incluindo diretores de empresas de serviços financeiros Carlyle Group e KKR. [É a mesma KKR que, em 2012 contratara Meirelles como 'conselheiro" e em 2018, exibirá em Bilderberg o general Petraeus na diretoria.] Ah, e o patrão de Google" (The Guardian, 1/6/2017).] 
13.  Eventos em andamento.
[COMENTÁRIO GF]: De interessante a anotar, para analisar depois, que:

(i) o "populismo" passou de 8º lugar, em 2017, e do estado de pergunta, para 1º lugar, circunscrito à Europa, mas afirmado, sem perguntas retóricas, logo no ano seguinte;

(ii) todas as entradas de pauta em 2018 tornaram-se 'vagas': por exemplo, de "Rússia na ordem internacional", em 2017, para "Rússia", assim, no ar, em 2018. Da China de corpo presente, em 2017,
[3] para "faz-de-conta que a China não existe", em 2018.

Nem é preciso comentar dois itens da agenda de 2018, que, em 2017, é núncaras que teriam status de item de pauta de Bilderberg:

(iii) a tal "Computação quântica", WTF
; e

(iv) o mundo da rementira, que Bilderberg tenta tolamente (re)pautar como "mundo da pós-verdade".

Interessante anotar também que:

(v) em 2017, o Oriente era dito Próximo; em 2018, o item de pauta se chama "Arábia Saudita e Irã". Quando, em Bilderberg, desde 1954, Arábia Saudita e Irã foram um só item de pauta?!

EM TEMPO: Até o fechamento dessa edição, o mundo real não confirmara presença oficial em Bilderberg 2018. Lá não aparecerão oficialmente nem a moeda nem o correspondente lastro-ouro nem chineses nem russos. Lá só aparecerá oficialmente o EUA-dólar, cuja substituição por yuan, rials, rublos et allii, estranhamente, não está pautada para Bilderberg 2018, nem como perguntinha retórica nem, que fosse, como alguma vaga ideia. Bilderberg 2018 já é gato escondido cô rabo de fora. Segue a luta.
http://blogdoalok.blogspot.com/2018/06/sobre-reuniao-bilderberg-2018-turim.html


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/06/sobre-reuniao-bilderberg-2018-turim.html

Estamos todos em diferentes estágios de aprendizado sobre como somos enganados.

 

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A maioria de nós que vivemos fora da Síria sabemos muito pouco sobre o país ou sobre sua história recente. O que achamos que sabemos provém da mídia. A informação que tem o respaldo  de uma organização como a Anistia Internacional temos a tendência de tomá-la como confiável. Naturalmente, sempre confiei na Anistia Internacional sem reservas, acreditando que compreendia e compartilhava seus compromissos
Como seguidor de décadas, nunca pensei em checar a veracidade de seus relatórios. Somente ao ver a organização transmitindo, no ano passado, (2016) mensagens dos infames Capacetes Brancos, comecei a ter  muitas duvidas.[1] Depois de ter verificado um  problema sobre os depoimentos de testemunhas fornecidos pelos Médicos Sem Fronteiras(MSF), senti a necessidade de olhar mais de perto os relatórios da Anistia Internacional.[2]anistia tinha sido influente na formação de juízos morais públicos sobre os erros e acertos da guerra na Síria.
E se os relatórios da Anistia sobre a situação na Síria estivessem baseados em outra coisa que não as provas verificada?[3]E se os relatórios enganosos fossem fundamentais no fomento do conflito militar,  que de outro modo, poderiam ter sido mais contidos, ou mesmo evitados?

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A Anistia Internacional acusou pela primeira vez crimes de guerra na Síria, contra o governo do Presidente Bashar Al-Assad, em junho de 2012. [4] Se um crime de guerra envolve uma violação das leis da guerra, e a aplicação dessas leis pressupõe uma guerra, é relevante saber por quanto tempo o governo sírio esteve em guerra, supondo que estivesse numa. A ONU referiu-se a uma 'situação próxima à guerra civil' em dezembro de 2011. [5] Portanto, os "crimes de guerra da Anistia Internacional na Síria" foram relatados com base em evidências que  coletadas, analisadas, escritas, verificadas, aprovadas e publicadas em seis meses. [6] Isso é surpreendentemente - e preocupantemente - rápido demais.
O relatório não detalha seus métodos de pesquisa e investigação, mas um press release, comunicado de imprensa, cita extensamente  e exclusivamente as palavras de Donatella Rovera, que "passou várias semanas investigando violações de direitos humanos no norte da Síria". Fato é que a nova evidência anunciada no relatório foi reunida através de conversas e passeios que Rovera teve naquelas semanas. [7] O relatório dela menciona que a Anistia Internacional "não tinha sido capaz de realizar investigações sobre o terreno na Síria". [8]

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Não sou advogado, mas acho inverossímil  que alegações de crimes de guerra feitas sobre esta base fossem levadas a sério. A própria Rovera falaria mais tarde de problemas com a investigação na Síria: em um artigo reflexivo publicado dois anos depois, [9] ela dá exemplos de evidências materiais e depoimentos de testemunhas que enganaram a investigação. [10]   Tais reservas não apareceram no site da Anistia; não tenho conhecimento de que a Anistia tenha comunicado quaisquer ressalvas sobre o relatório, nem de haver revisado as acusações de crimes de guerra. O que me parece mais  preocupante, no entanto, dado que as acusações de crimes já cometidos podem, no devido tempo, ser provadas, é que a  Anistia tão pouco atenuou  seus chamados à  ação previstas. Pelo contrário.
Em apoio à sua posição surpreendentemente rápida e decisiva sobre a intervenção, a Anistia Internacional também estava acusando o governo sírio de crimes contra a humanidade . Já antes de Deadly Reprisals, o relatório Deadly Detention alegou isso. Tais alegações podem ter implicações graves porque podem ser tomadas como justificativas para intervenção armada. [11] Enquanto os crimes de guerra não ocorrem a menos que haja uma guerra, os crimes contra a humanidade podem ser considerados uma justificativa para a guerra. E na guerra, podem ocorrer atrocidades que de outra forma não teriam ocorrido.
Considero esse pensamento profundamente perturbador, particularmente como defensor da Anistia Internacional, na época em que isso exigia  uma ação, cujas previsíveis consequências  incluíam combates e possíveis crimes de guerra, cometidos por quem quer que tenha cometido, o que de outra modo não haveria. Pessoalmente, não consigo escapar do pensamento de que, a utilização desses meios para um fim também compartilha  certa responsabilidade pelas consequências que produz[12]
Se a Anistia Internacional considerava o risco moral de cumplicidade indireta ao criar crimes de guerra como menos importante do que manter silêncio no que acreditava ter encontrado na Síria, então  deve ter tido uma grande confiança nas descobertas. Essa confiança foi justificada?

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Se voltarmos aos relatórios sobre os direitos humanos em Síria para o ano de 2010, antes do início do conflito,  a Anistia Internacional registrava vários casos de detenção injusta e brutalidade [13] Nos dez anos em que Bashar Al-Assad foi presidente, a situação dos direitos humanos pareceu aos observadores ocidentais não ter melhorado tão acentuadamente quanto eles esperavam. A Human Rights Watch chamou o período de 2000-2010 de "década perdida". [14]O teor consistente dos relatórios foi o desapontamento: os avanços alcançados em algumas áreas foram confrontados com problemas contínuos em outras. Sabemos também que, em algumas partes rurais da Síria, havia uma verdadeira frustração real nas prioridades e políticas do governo. [15]Uma economia agrícola prejudicada pelos efeitos da má gestão de uma grave  seca  deixou  os mais pobres  sentindo-se marginalizados. A vida pode ter sido boa para muitos nas cidades vibrantes, mas estava longe de ser idílica para todos, e ainda havia espaço para melhorar o histórico de direitos humanos. O enfoque sobre a forte abordagem  do governo junto aos  grupos que buscavam o fim do estado laico na Síria foi amplamente entendida como necessitando de monitoramento para os excessos informados. Ainda assim, as descobertas de monitores anteriores à guerra estão longe de qualquer sugestão de crimes contra a humanidade . Isso inclui as conclusões do Relatório da Anistia Internacional de 2011: o estado dos direitos humanos no mundo .
Um relatório publicado apenas três meses depois retrata uma situação dramaticamente diferente. [16] No período de abril a agosto de 2011, os acontecimentos no terreno certamente se moveram rapidamente na sequência dos protestos contra o governo em algumas partes do país, mas também na Anistia.
Ao promover o novo relatório, Detenção Mortal , a Anistia Internacional EUA observa com orgulho como a organização está agora fornecendo "documentação em tempo real sobre abusos dos direitos humanos cometidos por forças do governo". Não só está fornecendo relatórios rápidos, mas também está fazendo afirmações contundentes. Em lugar de declarações medidas que sugerem reformas necessárias, agora condena o governo de Assad por "um ataque generalizado, bem como sistemático, contra a população civil, realizado de forma organizada e de acordo com uma política estatal para cometer tal ataque". O governo sírio é acusado de "crimes contra a humanidade" . [17]

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A velocidade e a confiança - assim como a profundidade implícita nas revelações - do relatório são notáveis.O relatório é preocupante, também, dado  a forma sinistra de sua conclusão condenatória contra o governo: Amnesty International "apela ao Conselho de Segurança da ONU que não só condene, firmemente e juridicamente vinculante, as violações em massa dos direitos humanos cometidos na Síria, mas também tome outras medidas para responsabilizar os responsáveis, inclusive encaminhando a situação na Síria para o Ministério Público do Tribunal Penal Internacional. Assim, a Anistia Internacional continua instando o Conselho de Segurança a impor um embargo de armas à Síria e congelar imediatamente os bens do Presidente al-Assad e outros funcionários suspeitos de responsabilidade por crimes contra a humanidade". Com declarações tão fortes como esta, especialmente num contexto em que poderosos estados estrangeiros já estavam exigindo "mudança de regime" na Síria, a contribuição da Anistia poderia ser vista como jogando combustível em um incêndio.
Já que não é apenas a força da condenação que é digna de nota, mas a rapidez de sua entrega - em "tempo real" - uma pergunta que os apoiadores da Anistia Internacional podem considerar é como a organização pode fornecer cobertura instantânea de eventos enquanto também investiga totalmente e verificar a evidência.

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A reputação da Anistia Internacional repousa na qualidade de suas investigações. O secretário-geral da organização, Salil Shetty, declarou claramente os princípios e métodos adotados na coleta de provas:
"Fazemos de uma forma muito sistemática, primaria, as provas são recolhidas pelo nosso próprio pessoal no terrenotodos os aspectos de nossa coleta de dados são baseados em corroboração e verificação cruzada de todas as partes , inclusive quando há, você sabe, muitas partes nas várias situação, devido a que todos as questões com as quais lidamos são bastante polêmicas. Por isso, é muito importante ter diferentes pontos de vista e constantemente revisar e verificar os fatos ." [18]
Portanto, segundo o secretário, a Anistia  estabelece, para si,  padrões rigorosos de pesquisa e assegura ao público que é extremamente rigorosa e atenta aos detalhes antes de aderir aos fatos. Isso é de se esperar, creio, especialmente quando acusações graves são feitas contra um governo.
A  Anistia seguiu seu próprio protocolo de investigação  na preparação do relatório da Detenção Mortal ? Foi: sistemática , primária , a coleta foi realizada pela própria equipe da Anistia no terreno , com todos os aspectos da coleta de dados verificados por corroboração e por verificação cruzada com todas as partes envolvidas?
Na análise anexada aqui como uma nota [- [19] -] eu mostro, ponto por ponto, que o relatório admite não cumprir alguns destes critérios e não se demonstra que haja cumprido algum deles.
Dado que as descobertas poderiam ser usadas para apoiar os chamados de intervenção humanitária na Síria, o mínimo que se esperava da organização seria a aplicação de seus próprios padrões de prova prescritos.

Para que não se pense que o enfoque nos aspectos técnicos da metodologia de pesquisa possa eximir o governo de crimes flagrantes, é preciso enfatizar - como era originalmente lógico para a Anistia Internacional - que nunca devemos presumir a culpa sem evidencias ou provas. [20] Muito além de questões técnicas, errar sobre quem é o autor dos crimes de guerra poderia levar as consequências demasiadamente reais de intervir equivocadamente ao lado dos autores reais dos crimes.
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Supondo, ainda assim, insistir que Assad está dirigindo a destruição em massa de seu próprio país e massacrando seu próprio povo: certamente a "comunidade internacional" deveria intervir em nome do povo contra esse suposto "assassino em massa"? [21]  No clima de opinião expressa largamente  divulgada atualmente, isso pode ter soado como uma proposta plausível. No entanto, não foi a única proposta plausível e, certamente, não na própria Síria. Outra proposta, considerada como melhor tipo de apoio que se deveria oferecer ao povo da Síria seria pressionar mais firmemente o governo em direção a reformas, enquanto o ajudava, como era cada vez mais necessário, a livrar o território de insurgentes terroristas que fomentaram e exploraram as tensões dos protestos originais da Primavera de 2011. [22] Mesmo supondo que os agentes de segurança interna do governo precisavam de maior moderação, a melhor maneira de alcançar isso não era necessariamente minar o próprio governo que estaria excepcionalmente bem colocado, com apoio e incentivos construtivos, para aplicá-lo.

Não me aparece óbvio que a Anistia estava obrigada ou era capacitada  para decidir entre as hipóteses alternativas. Como, no entanto, optou por fazê-lo, temos que perguntar por que descartou preventivamente o método de decisão proposto pelo próprio Presidente Al-Assad. Seu compromisso de realizar eleições para perguntar às pessoas se elas queriam que ele ficasse ou partisse.

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Ainda que não tenha sido informado amplamente pela mídia ocidental, e,  praticamente tenha sido ignorada pela Anistia [23] - a Síria celebrou eleições presidenciais em 2014, tendo como resultado  uma vitória esmagadora de Bashar Al-Assad. Ganhou com  10.319.723 votos ou 88,7% dos votos,  com uma participação no processo eleitoral de de 73,42% dos eleitores. [24]

Os observadores ocidentais não questionaram esses números nem alegaram irregularidades nas votações, [25]enquanto isso, a mídia  buscava minimizar seu significado e sua importância. "Esta não é uma eleição que pode ser analisada da mesma forma que uma eleição multipartidária e de múltiplos candidatos em uma das democracias europeias estabelecidas ou nos Estados Unidos", disse o correspondente da BBC em Damasco, Jeremy Bowen. Acrescentando, desqualifica o processo como se fosse  "um ato de homenagem ao presidente Assad por seus partidários, que foi boicotado e rejeitado pelos opositores, em vez de um ato de política. ?[26] No entanto, essa "homenagem" foi feita pela maioria absoluta dos sírios.
Referir-se ao processo como "sem sentido", como fez o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ,[27] revela algo de quanto seu próprio regime respeita o povo da Síria. É verdade que a votação  não pode ser realizada nas áreas controladas pela oposição, mas a participação em geral era tão grande que, mesmo supondo que toda a população dessas áreas votasse contra ele, ainda assim teriam que aceitar Assad como legítimo vencedor -  como nós, na Escócia, tivemos que aceitar Theresa May como primeira-ministra do Reino Unido. De fato, a recente libertação do leste de Aleppo revelou que o governo de Assad realmente tem apoio também ali.

Não podemos saber se Assad teria sido a primeira escolha de tantas pessoas em outras circunstâncias, mas podemos razoavelmente inferir que o povo da Síria viu em sua liderança a melhor esperança de unificar o país em torno da meta de acabar com o derramamento de sangue. Independente de que  alguns sírios desejassem - incluindo os desejos expressos nos protestos autênticos de 2011 - a vontade do povo sírio era claramente, sob as circunstâncias reais, que seu governo enfrentasse os problemas, em vez de ser suplantado por agências patrocinadas do estrangeiro. [28]


(Sou tentado a acrescentar, como filósofo político, que Jeremy Bowen, da BBC, poderia estar certo ao dizer que a eleição não era um 'ato de política' normal: Bashar Al-Assad sempre foi claro em declarações e entrevistas que sua posição é indissociavelmente  vinculada à constituição síria. Ele não escolheu desistir de uma carreira em medicina para se tornar um ditador, como eu o entendo, ao contrário, o evento fortuito da morte de seu irmão mais velho alterou seus planos. Pessoalmente, estou disposto a acreditar que a inquebrantável determinação de propósito de Assad realmente resulta de um compromisso com a defesa da constituição de seu país. O fato do povo realmente deseja-lo como presidente do país, é secundário, a  questão principal é se estavam dispostos a desistir de sua própria constituição nacional pelos  ditames de qualquer outro corpo que não fosse  o do próprio povo sírio. Sua resposta a isso tem um significado, como Bowen inadvertidamente assinala, que está mais além da mera política.)

Dado que o povo sírio rejeitou a proposta que a Anistia  promoveu, graves questões devem ser levantadas e respondidas. Entre elas,  - em defesa da Anistia - é se havia alguma justificativa independente - vindo de fontes de informação distintas de suas próprias investigações -  para crer  genuinamente que suas acusações contra o governo sírio estavam fundamentadas. Entretanto, como uma resposta afirmativa a essa questão não refutaria o ponto que procurei esclarecer aqui, eu as colocarei de lado para uma discussão à parte no próximo episódio desta investigação.


SYRIA-CONFLICT-POLITICS-VOTE

O que desejo esclarecer, por enquanto, é que a Anistia Internacional não justificou de forma independente sua própria posição de defesa. Esta é uma preocupação para qualquer pessoa que pense que deve assumir total responsabilidade pelo monitoramento que reporta. Discussões adicionais também devem abordar as preocupações sobre quais tipos de defesa se envolver. [29]

NOTES
[1] For background on concern about the White Helmets, a concise overview is provided in the video White Helmets: first responders or Al Qaeda support group? For a more thorough discussion, see the accessible but richly referenced summary provided by Jan Oberg. On the basis of all the information now widely available, and in view of the consistency between numerous critical accounts, which contrasts with the incoherence of the official narrative as made famous by Netflix, I have come to mistrust testimony sourced from the White Helmets when it conflicts with testimony of independent journalists on the ground ? especially since reports of the latter are also consistent with those of the people of eastern Aleppo who have been able to share the truth of their own experiences since the liberation (for numerous interviews with people from Aleppo, see the Youtube channel of Vanessa Beeley; see also the moving photographic journals of Jan Oberg.)
There have certainly been efforts to debunk the various exposés of the White Helmets, and the latest I know of (at the time of writing) concerns the confession featured in the video (linked above) of Abdulhadi Kamel. According to Middle East eye, his colleagues in the White Helmets believe the confession was beaten out of him (report as at 15 Jan 2017) in a notorious government detention centre (http://www.middleeasteye.net/news/syrian-white-helmet-fake-confession-filmed-assad-regime-intelligence-prison-344419324); according to Amnesty International, which does not mention that report in its appeal of 20 Jan 2017, states that there is no evidence he was a White Helmet and it is not known what happened to him (https://www.amnesty.org/en/latest/campaigns/2017/01/man-missing-during-east-aleppo-evacuation/). What I take from this is that some people want to defend the White Helmets, but that they cannot even agree a consistent story to base it on under the pressure of unexpected events in Aleppo showing behind the scenes ? literally ? of the Netflix version of events. It is also hardly reassuring about the quality of AI?s monitoring in Syria.
[2] My critical inquiry about Doctors Without Borders (MSF) was sparked by learning that their testimony was being used to criticise claims being made about Syria by the independent journalist Eva Bartlett. Having found her reporting credible, I felt compelled to discover which account to believe. I found that MSF had been misleading about what they could really claim to know in Syria.
In response to that article, several people pointed to related concerns about Amnesty International. So I had the temerity to start questioning Amnesty International on the basis of pointers and tips given by several of my new friends, and I would like to thank particularly Eva Bartlett, Vanessa Beeley, Patrick J.Boyle, Adrian D., and Rick Sterling for specific suggestions. I have also benefited from work by Tim Anderson, Jean Bricmont, Tony Cartalucci, Stephen Gowans, Daniel Kovalic, Barbara McKenzie, and Coleen Rowley. I would like to thank Gunnar Øyro, too, for producing a rapid Norwegian translation of the MSF article which has helped it reach more people. In fact, there are a great any others too, that have I learned so much from in these few weeks, among what I have come to discover is a rapidly expanding movement of citizen investigators and journalists all around the globe. It?s one good thing to come out of these terrible times. Thanks to you all!
[3] For instance, it is argued by Tim Anderson, in The Dirty War on Syria (2016), that Amnesty has been ?embedded?, along with the Western media, and has been following almost unswervingly the line from Washington rather than providing independent evidence and analysis.
[4] The report Deadly Reprisals concluded that ?Syrian government forces and militias are responsible for grave human rights violations and serious violations of international humanitarian law amounting to crimes against humanity and war crimes.?
[6] ?In the areas of the governorates of Idlib and Aleppo, where Amnesty International carried out its field research for this report, the fighting had reached the level and intensity of a non-international armed conflict. This means that the laws of war (international humanitarian law) also apply, in addition to human rights law, and that many of the abuses documented here would also amount to war crimes.? Deadly Reprisals, p.10.
[7] Rovera?s account was contradicted at the time by other witness testimonies, as reported, for instance, in the Badische Zeitung, which claimed responsibility for deaths was attributed to the wrong side. One-sidedness in the account is also heavily criticized by Louis Denghien http://www.infosyrie.fr/decryptage/lenorme-mensonge-fondateur-de-donatella-rovera/ Most revealing, however, is the article I go on to mention in the text, in which Rovera herself two years later effectively retracts her own evidence (?Challenges of monitoring, reporting, and fact-finding during and after armed conflict?). This article is not published on Amnesty?s own site, and is not mentioned by Amnesty anywhere, as far as I know. I commend it to anyone who thinks my conclusion about Deadly Reprisalsmight itself be too hasty. I think it could make salutary reading for some of her colleagues, like the one who published the extraordinarily defensive dismissal of critical questions about the report in Amnesty?s blog on 15 June 2012, which, I would say, begs every question it claims to answer. (The author just keeps retorting that the critics hadn?t been as critical about opposition claims. I neither know nor care whether they were. I only wanted to learn if he had anything to say in reply to the actual criticisms made.) While appreciating that people who work for Amnesty feel passionately about the cause of the vulnerable, and I would not wish it otherwise, I do maintain that professional discipline is appropriate in discussions relating to evidence.
[8] ?For more than a year from the onset of the unrest in 2011, Amnesty International ? like other international human rights organizations ? had not been able to conduct research on the ground in Syria as it was effectively barred from entering the country by the government.? (Deadly Reprisals, p.13)
[9] Donatella Rovera, Challenges of monitoring, reporting, and fact-finding during and after armed conflict, Professionals in Humanitarian Assistance and Protection (PHAP) 2014.
[10] The article is worth reading in full for its reflective insight into a number of difficulties and obstacles in the way of reliable reporting from the field, but here is an excerpt particularly relevant to the Syria case: ?Access to relevant areas during the conduct of hostilities may be restricted or outright impossible, and often extremely dangerous when possible. Evidence may be rapidly removed, destroyed, or contaminated ? whether intentionally or not. ?Bad? evidence can be worse than no evidence, as it can lead to wrong assumptions or conclusions. In Syria I found unexploded cluster sub-munitions in places where no cluster bomb strikes were known to have been carried out. Though moving unexploded cluster sub-munitions is very dangerous, as even a light touch can cause them to explode, Syrian fighters frequently gather them from the sites of government strikes and transport them to other locations, sometimes a considerable distance away, in order to harvest explosive and other material for re-use. The practice has since become more widely known, but at the time of the first cluster bomb strikes, two years ago, it led to wrong assumptions about the locations of such strikes. ? Especially in the initial stages of armed conflicts, civilians are confronted with wholly unfamiliar realities ? armed clashes, artillery strikes, aerial bombardments, and other military activities and situations they have never experienced before ? which can make it very difficult for them to accurately describe specific incidents.? (Challenges of monitoring, reporting, and fact-finding during and after armed conflict) In light of Rovera?s candour, one is drawn to an inescapable contrast with the stance of Amnesty International, the organization. Not only did it endorse the report uncritically, in the first place, it continued to issue reports of a similar kind, and to make calls for action on the basis of them.
[11] ?This disturbing new evidence of an organized pattern of grave abuses highlights the pressing need for decisive international action ? For more than a year the UN Security Council has dithered, while a human rights crisis unfolded in Syria.  It must now break the impasse and take concrete action to end to these violations and to hold to account those responsible.? Deadly Reprisals press release. The executive director of Amnesty International USA at that time was on record as favouring a Libya-like response to the Syria ?problem?. Speaking shortly after her appointment she expressed her frustration that the Libya approach had not already been adopted for Syria: ?Last spring the Security Council managed to forge a majority for forceful action in Libya and it was initially very controversial, [causing] many misgivings among key Security Council members. But Gaddafi fell, there?s been a transition there and I think one would have thought those misgivings would have died down. And yet we?ve seen just a continued impasse over Syria? .? Quoted in Coleen Rowley, ?Selling War as ?Smart Power?? (28 Aug 2012)
[12] The question of what Amnesty International as an organization can be said to have ?willed? is complex. One reason is that it is an association of so many people and does not have a simple ?will?. Another is that public statements are often couched in language that can convey a message but with word choice that allows deniability of any particular intent should that become subject to criticism or censure. This practice in itself I find unwholesome, personally, and I think it ought to be entirely unnecessary for an organization with Amnesty?s moral mission. For a related critical discussion of Amnesty International?s ?interventionism? in Libya see e.g. Daniel Kovalik ?Amnesty International and the Human Rights Industry? (2012). Coleen Rowley received from Amnesty International, in response to criticisms by her, the assurance ?we do not take positions on armed intervention.? (The Problem with Human Rights/Humanitarian Law Taking Precedence over the Nuremberg Principle: Torture is Wrong but So Is the Supreme War Crime?, 2013). Rowley shows how this response, unlike a clear stance against intervention, shows some creativity. I also note in passing, that in the same response Amnesty assure us ?AI?s advocacy is based on our own independent research into human rights abuses in a given country.? This, going by the extent to which AI reports cite reports from other organisations, I would regard as economical with the truth.
In my next blog on Amnesty International, the role of Suzanne Nossel, sometime executive director of Ammesty International USA, will be discussed, and in that context further relevant information will be forthcoming about the purposes Amnesty?s testimony was serving in the period 2011-12.
[13] Submission to the UN Universal Periodic Review, October 2011,?End human rights violations in Syria?. Without wanting to diminish the significance of every single human rights abuse, I draw attention here to the scale of the problem that is recorded prior to 2011 for the purpose of comparison with later reports. Thus I note that the US State Department does not itemise egregious failings: ?There was at least one instance during the year when the authorities failed to protect those in its custody. ? There were reports in prior years of prisoners beating other prisoners while guards stood by and watched.? In 2010 (May 28) Amnesty had reported ?several suspicious deaths in custody?: http://www.amnestyusa.org/research/reports/annual-report-syria-2010. Its briefing to Committee on Torture speaks in terms of scores of cases in the period 2004-2010: https://www.amnesty.org/en/documents/mde24/008/2010/en/
For additional reference, these reports also indicate that the most brutal treatment tends to be meted out against Islamists and particularly the Muslim Brotherhood. There are also complaints from Kurds. A small number of lawyers and journalists are mentioned too.
[15] According to one account: ?As a result of four years of severe drought, farmers and herders have seen their livelihoods destroyed and their lifestyles transformed, becoming disillusioned with government promises of plentitude in rural areas. In the disjuncture between paternalistic promises of resource redistribution favoring Syria?s peasantry and corporatist pacts binding regime interests to corrupt private endeavors, one may begin to detect the seeds of Syrian political unrest. ? the regime?s failure to put in place economic measures to alleviate the effects of drought was a critical driver in propelling such massive mobilizations of dissent. In these recent months, Syrian cities have served as junctures where the grievances of displaced rural migrants and disenfranchised urban residents meet and come to question the very nature and distribution of power. ? I would argue that a critical impetus in driving Syrian dissent today has been the government?s role in further marginalizing its key rural populace in the face of recent drought. Numerous international organizations have acknowledged the extent to which drought has crippled the Syrian economy and transformed the lives of Syrian families in myriad irreversible ways.? Suzanne Saleeby (2012) ?Sowing the Seeds of Dissent: Economic Grievances and the Syrian Social Contract?s Unraveling?.
[16] The names, dates, and reporting periods of reports relevant here are easily confused, so here are further details. The Amnesty International Report 2011: the state of the world?s human rights mentioned in the text just here reports on the calendar year 2010, and it was published on May 13 2011. The separate report published in August 2011 is entitled Deadly Detention: deaths in custody amid popular protest in Syria? and covers events during 2011 up to 15 August 2011.
[17] Crimes against humanity are a special and egregious category of wrongdoing: they involve acts that are deliberately committed as part of a widespread or systematic attackdirected against a civilian population. Whereas ordinary crimes are a matter for a state to deal with internally, crimes against humanity, especially if committed by a state, can make that state subject to redress from the international community.
[18] Salil Shetty interviewed in 2014: https://www.youtube.com/watch?v=Unl-csIUmp8
[19] Was the research systematic? The organising of data collection takes time, involving procedures of design, preparation, execution and delivery; the systematic analysis and interpretation of data involves a good deal of work; the writing up needs to be properly checked for accuracy. Furthermore, to report reliably involves various kinds of subsidiary investigation in order to establish context and relevant variable factors that could influence the meaning and significance of data. Even then, once a draft report is written, it really needs to be checked by some expert reviewers for any unnoticed errors or omissions. Any presentation of evidence that shortcuts those processes could not, in my judgment, be regarded as systematic. I cannot imagine how such processes could be completed in short order, let alone ?in real-time?, and so I can only leave it to readers to decide how systematic the research could have been.
Was the evidence gathered from primary sources? ?International researchers have interviewed witnesses and others who had fled Syria in recent visits to Lebanon and Turkey, and communicated by phone and email with individuals who remain in Syria ? they include relatives of victims, human rights defenders, medical professionals and newly released detainees. Amnesty International has also received information from Syrian and other human rights activists who live outside Syria.? Of all those sources, we could regard the testimony of newly released detainees as a primary source of information about conditions in prison. However, we are looking for evidence that would support the charge of committing crimes against humanity through ?a widespread, as well as systematic, attack against the civilian population, carried out in an organized manner and pursuant to a state policy to commit such an attack?. On what basis Amnesty can claim definite knowledge of the extent of any attack and exactly who perpetrated it, or of how the government organizes the implementation of state policy, I do not see explained in the report.
Was the evidence collected by Amnesty?s staff on the ground? This question is answered in the report: ?Amnesty International has not been able to conduct first-hand research on the ground in Syria during 2011? (p.5).
Was every aspect of data collection verified by corroboration? The fact that a number of identified individuals had died in violent circumstances is corroborated, but the report notes that ?in very few cases has Amnesty International been able to obtain information indicating where a person was being detained at the time of their death. Consequently, this report uses qualified terms such as ?reported arrests? and ?reported deaths in custody?, where appropriate, in order to reflect this lack of clarity regarding some of the details of the cases reported.?
[This would corroborate descriptions of the pre-2011 situation regarding police brutality and deaths in custody. These are as unacceptable in Syria as they should be in all the other countries in which they occur, but to speak of ?crimes against humanity? implies an egregious systematic policy. I do not find anything in the report that claims to offer corroboration of the evidence that leads the report to state: ?Despite these limitations, Amnesty International considers that the crimes behind the high number of reported deaths in custody of suspected opponents of the regime identified in this report, taken in the context of other crimes and human rights violations committed against civilians elsewhere in Syria, amount to crimes against humanity. They appear to be part of a widespread, as well as systematic, attack against the civilian population, carried out in an organized manner and pursuant to a state policy to commit such an attack.?]
As for corroboration of more widespread abuses and the claim that the government had a policy to commit what amount to crimes against humanity, I find none referred to.
Was the evidence relied on cross-checked with all parties concerned? Given that the government is charged, it would be a centrally concerned party, and the report makes clear the government has not been prepared to deal with Amnesty International. The non-cooperation of the government with Amnesty?s inquiries ? whatever may be its reasons ? cannot be offered as proof of its innocence. [That very phrase may jar with traditional Amnesty International supporters, given that a founding principle is the due process of assuming innocent before proven guilty. But I have allowed that some people might regard governments as relevantly different from individuals.] But since the government was not obliged to have dealings with Amnesty, and might have had other reasons not to, we must simply note that this aspect of the research methods protocol was not satisfied.
[20] I would note that a range of people have disputed whether there was any credible evidence, including former CIA intelligence officer Philip Giraldi http://www.theamericanconservative.com/articles/nato-vs-syria/ while also affirming that the American plan of destabilizing Syria and pursuing regime change had been hatched years earlier. That, unlike the allegations against Assad, has been corroborated from a variety of sources. These include a former French foreign minister http://www.globalresearch.ca/former-french-foreign-minister-the-war-against-syria-was-planned-two-years-before-the-arab-spring/5339112 and General Wesley Clark http://www.globalresearch.ca/we-re-going-to-take-out-7-countries-in-5-years-iraq-syria-lebanon-libya-somalia-sudan-iran/5166.
[21] Although quotation marks and the word alleged are invariably absent in mainstream references to accusations involving Assad, I retain them on principle since the simple fact of repeating an allegation does not suffice to alter its epistemic status. To credit the truth of a statement one needs evidence.
Lest it be said that there was plenty of other evidence, then I would suggest we briefly consider what Amnesty International, writing in 2016, would refer to as ?the strongest evidence yet?. https://www.amnesty.org/en/latest/news/2016/03/from-hope-to-horror-five-years-of-crisis-in-syria/ (15 March 2016; accessed 11 January 2017) The evidence in question was the so-called Caesar photographs showing some 11,000 corpses alleged to have been tortured and executed by Assad?s people. A full discussion of this matter is not for a passing footnote like this, but I would just point out that this evidence was known to Amnesty and the world as of January 2014 and was discussed by Amnesty?s Philip Luther at the time of its publication. Referring to them as ?11,000 Reasons for Real Action in Syria?, Luther admitted the causes or agents of the deaths had not been verified but spoke of them in terms that suggest verification was close to being a foregone conclusion (remember, this was five months before Assad?s election victory, so the scale of this alleged mass murder was knowledge in the public domain at election time). These ?11,000 reasons? clearly weighed with Amnesty, even if they could not quite verify them. To this day, though, the evidence has not been credibly certified, and I for one do not expect it will be. Some reasons why are those indicated by Rick Sterling in his critical discussion ?The Caesar Photo Fraud that Undermined Syrian Negotiations?. Meanwhile, if Amnesty International?s people had thought up hypotheses to explain why the Syrian electors seemed so nonchalant about the supposed mass murdering of their president, they have not shared them.
[22] Although this was very much a minority perspective in the Western media, it was not entirely absent. The Los Angeles Times of 7 March 2012 carries a small item called ?Syria Christians fear life after Assad? http://articles.latimes.com/2012/mar/07/world/la-fg-syria-christians-20120307  It articulates concerns about ?whether Syria?s increasingly bloody, nearly yearlong uprising could shatter the veneer of security provided by President Bashar Assad?s autocratic but secular government. Warnings of a bloodbath if Assad leaves office resonate with Christians, who have seen their brethren driven away by sectarian violence since the overthrow of longtime strongmen in Iraq and in Egypt, and before that by a 15-year civil war in neighboring Lebanon.? It notes ?their fear helps explain the significant support he still draws?.
This well-founded fear of something worse should arguably have been taken into account in thinking about the proportionality of any military escalation. The LA Times article carries an interview: ??Of course the ?Arab Spring? is an Islamist movement,? George said angrily. ?It?s full of extremists. They want to destroy our country, and they call it a ?revolution.? ?? Church leaders have largely aligned themselves behind the government, urging their followers to give Assad a chance to enact long-promised political reforms while also calling for an end to the violence, which has killed more than 7,500 people on both sides, according to United Nations estimates.? The LA Times carried several articles in a similar vein, including these: http://latimesblogs.latimes.com/world_now/2012/03/church-fears-ethnic-cleansing-of-christians-in-homs-syria.html; http://usatoday30.usatoday.com/news/world/story/2012-05-09/syria-christians-crisis/54888144/1.
We also find that support for Assad?s presidency held up throughout the period following the initial protests: Since then, support for Assad has continued to hold up. Analysis of 2013 ORB Poll: http://russia-insider.com/en/nato-survey-2013-reveals-70-percent-syrians-support-assad/ri12011.
[23] No mention is made to it on Amnesty?s webpages, and the annual report of 2014/15 offers a cursory mention conveying that the election was of no real significance: ?In June, President al-Assad won presidential elections held only in government-controlled areas, and returned to of ce for a third seven-year term. The following week, he announced an amnesty, which resulted in few prisoner releases; the vast majority of prisoners of conscience and other political prisoners held by the government continued to be detained.? (p.355, available at https://www.amnesty.org/en/documents/pol10/0001/2015/en/)
[24] Reported in the Guardian 4 June 2014. https://www.theguardian.com/world/2014/jun/04/bashar-al-assad-winds-reelection-in-landslide-victory. The total population of Syria, including children, was 17,951,639 in 2014. https://en.wikipedia.org/wiki/Demographics_of_Syria
Although most of the Western press ignored or downplayed the result, there were some exceptions. The LA Times noted that ?Assad?s regional and international supporters hailed his win as the elusive political solution to the crisis and a clear indication of Syrians? will.? http://www.latimes.com/world/middleeast/la-fg-syria-prisoner-release-20140607-story.html In a report on Fox News via Associated Press, too, there is a very clear description of the depth of support: Syrian election shows depth of popular support for Assad, even among Sunni majority. http://www.foxnews.com/world/2014/06/04/syrian-election-shows-depth-popular-support-for-assad-even-among-sunni-majority.html The report explains numerous reasons for the support, in a way that appears to give the lie to the usual mainstream narrative in the West.
The Guardian reports: ?Securing a third presidential term is Assad?s answer to the uprising, which started in March 2011 with peaceful demonstrators calling for reforms but has since morphed into a fully fledged war that has shaken the Middle East and the world. And now, with an estimated 160,000 dead, millions displaced at home and abroad, outside powers backing both sides, and al-Qaida-linked jihadist groups gaining more control in the north and east, many Syrians believe that Assad alone is capable of ending the conflict.?
Steven MacMillan offers a pro-Assad account of the election in New Eastern Outlook http://journal-neo.org/2015/12/20/bashar-al-assad-the-democratically-elected-president-of-syria/
[25] Despite assertions from the states committed to ?regime change? that the election result should simply be disregarded, international observers found no fault to report with the process http://tass.com/world/734657
[26] It is deemed of so little consequence by the British Foreign and Commonwealth Office that its webpage on Syria, as last updated 21 January 2015 (and accessed 16 January 2017) still has this as its paragraph discussing a possible election in Syria in the future tense and with scepticism: ?there is no prospect of any free and fair election being held in 2014 while Assad remains in power.?
[28] A survey conducted in 2015 by ORB International, a company which specializes in public opinion research in fragile and conflict environments, still showed Assad to have more popular support than the opposition. The report is analysed by Stephen Gowans: http://www.globalresearch.ca/bashar-al-assad-has-more-popular-support-than-the-western-backed-opposition-poll/5495643
[29] For earlier and preliminary thoughts on the general question here see my short piece ?Amnesty International: is it true to its mission?? (12 Jan 2017)
https://timhayward.wordpress.com/2017/01/23/amnesty-internationals-war-crimes-in-syria/



 



Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/06/como-fomos-enganados-sobre-siria-pela.html

Palestina: ¡Heil Netanyahu! - 30Mai2018 18:08:00
Palestina: ¡Heil Netanyahu!
Por Guadi Calvo
É difícil lembrar de uma guerra mais assimétrica como esta que Israel executa  contra o povo palestino, uma guerra que tem um único propósito: o desaparecimento completo de todos os palestinos, - ou bem  porque acabam buscando refúgio em outros países ou bem porque acabam mortos nas campanhas militares periódicas que Tel Aviv executa, com cada vez mais frequência,-  para terminar ocupando todo o território que até 1948 era a Palestina.
Nada pode justificar que um dos  exércitos mais bem armados do mundo concentre todos os seus apetrechos bélicos contra um povo armados com pedras ou, considerando na melhor das hipóteses,  com  armamentos que não são melhores com aqueles que qualquer grupo criminoso em El Salvador ou Brasil contam.
É tão óbvio o drama dos palestinos, que custa crer  que alguém minimamente informado não tenha uma imagem clara e precisa do que está em jogo nesta ocupação, que acaba de completar 70 anos e é a fonte de todos os problemas do Oriente Médio, que já deixou milhões de mortes e consumido  recursos financeiros  que poderiam ter mudado a equação da miséria, não só na região, mas em todo o mundo.
Recordar o dia da catástrofe ou Nakba, dia da ocupação sionista - 15 de Maio de 1948, quando cerca de 750.000 palestinos, que viviam ali desde o princípio dos tempos, foram expulsos para sempre de suas casas, de suas terras e de seus olivais por um exército invasor patrocinado, nesta época, pelo Reino Unido e, hoje, pelos Estados Unidos.
Desde então, milhões de palestinos e quatro gerações tiveram que se amontoar em campos de refugiados no Líbano, na Síria ou no Egito, onde suas vidas são alimentadas pela esperança de retornar um dia à sua terra natal, a terra de seus ancestrais.
Aqueles que permaneceram nos poucos quilômetros de terras que ainda têm sido capazes de manter, ou, dito de outra forma, que o sionismo por uma questão estratégica, não decidiu por ocupar, vivem amontoados em Gaza ou na Cisjordânia, onde  não têm direito a nada e sofrem constantemente a repressão das forças militares israelenses, abuso policial, que atinge idosos, mata crianças e constantemente humilha os homens, apenas por não  olharem para baixo ao cruzar com uma patrulha, que são sempre muitos, sempre armados como para uma terceira guerra mundial.
Em Gaza, como diria o pensador americano Noam Chomsky   a "maior prisão a céu aberto  do mundo, uma faixa de 50 km de comprimento e 11 de largura, no Mar Mediterrâneo, os dois milhões de habitantes que lá vivem não podem nem  pescar, sem o risco de serem metralhados pela prefeitura judaica, que os assedia pelo mar. Em Gaza , não há  acesso à água potável, seus habitantes contam com poucas horas de eletricidade por dia, de acordo com os caprichos das "autoridades" judias,  são obrigados a conviver com o lixo produzido por dois milhões de pessoas durante semanas e até meses com temperaturas que muitas vezes excede 40 graus, já que é Israel quem decide se recolhe ou não o lixo.
Os palestinos são obrigados a esperar por horas, todos os dias, para atravessar os chekpoints estabelecidos pelo exército sionista, sabendo que por qualquer motivo "qualquer  dia" pode ser impedido de seguir caminho e chegar ao trabalho,  ir no hospital ou , simplesmente, ir comprar  produtos básicos como alimentos , água ou medicamentos. A Cisjordânia (West Bank) já não é mais uma unidade territorial, é um arquipélago fragmentad, nos últimos anos, pelas políticas impulsionadas por Tel Aviv,  que vão destruindo  casas e aldeias   inteiras  pela força, com demolições e tratores , para construir "colônias", normalmente ocupadas por elementos ligados à maioria reacionária da sociedade israelense, que das janelas e varandas de suas novas casas confortáveis e bem equipadas dão início a prática de " tiro ao alvo palestino" com poderosos rifles de alta precisão, que lhes são providos pelo Estado judeu.
Poderíamos detalhar por  páginas e páginas os horrores que, todos os dias e por 70 anos, "o povo escolhido" e sua sociedade militarizada  submete o povo palestino.
Poderíamos escrever longos relatórios das inúteis ações  da comunidade internacional e em particular as Nações Unidas que  com uma certa periodicidade emite resoluções inúteis: 14 no total, a primeira em 1947 e a última em 2017, resoluções que tentam resolver a situação, e que Israel faz o mesmo  que Charles Manson (famoso psicopata, assassino da década de 60 , nos EUA), com seus professores de ética.
O caso  Israel, se  não fosse tão dramático e urgente,  mereceria ser estudado por cientistas sociais (sociólogos, antropólogos, psicólogos e historiadores) para se entender como um povo que historicamente sofreu o que sabemos, particularmente durante a Segunda Guerra Mundial, replique a maldade de uma maneira perversa, nos corpos de outro povo:  o povo palestino.
O melhor papai do mundo!
Israel desde antes de sua criação, resultado entre outras questões da pressão do Banco Rothschild a Londres, usou e abusou do poder do lobby de muitos judeus poderosos e muito próximos das autoridades políticas tanto do Reino Unido, como dos Estados Unidos e  da França, para alcançar o status que hoje desfruta,  sem ter que prestar contas a ninguém de suas ações contra outros países, da repressão contra os palestinos, que vivem no Estado judeu e se opõem às políticas imperiais do regime sionista, da fabricação, da venda e do tráfico de armas, que como já foi visto em muitas ocasiões, acabam nas mãos de grupos terroristas, além de não dá satisfação a nenhum organismo internacional sobre os próprios avanços tecnológicos das armas de destruição em massa e seu poder nuclear, ninguém controla Israel.
Israel tinha talento suficiente para superar décadas de resoluções e repreensões, até de alguns  ocupantes do Casablanca e tal maestria finalmente produziu os resultados esperados:  um Messias, ou pelo menos o melhor pai do mundo, ruddy e jopo chamado Donald Trump.
Desde sua posse em janeiro de 2017, Trump não deixou de beneficiar Israel, buscando encurralar seus inimigos, não apenas quebrando o  pactuado, da época de Barack Obama, assinado pelo Grupo 5 + 1, sobre  acordos nucleares com o Irã, mas também subindo o tom para ameaças e sanções contra qualquer empresa ou país que considere estabelecer acordos comerciais com Teerã, tentando isolar novamente o poder persa. Trump volta a escalar o conflito da Síria, com a finalidade de executar o governo de Bashar al-Assad, historicamente inimigo de Israel, que não por coincidência ocupa parte do  território sírio, o rico território das Colinas de Golan, finalmente, como cereja do bolo, desafiando a todos o  Mundo Árabe, ordenou a mudança da embaixada estadunidense de Tel Aviv para al-Quds (Jerusalém), não só  capital histórica da Palestina, mas o terceiro lugar mais sagrado do Islam, depois de Meca e Medina.
Este desafio já fez mais de mil mortos, todos  palestinos, muitas crianças, inclusive bebês de colo, enquanto a filha predileta do presidente americano, Ivanka Trump, no último em 14 de maio,  inaugurava o novo edifício da embaixada em al-Quds, junto ao sionista confesso Jared Kushner, seu marido e o  genocida Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, enquanto centenas de palestinos eram assassinados a poucos quilômetros dali pelas tropas sionistas, enquanto a aviação judaica voltava , uma vez mais .... bombardear Gaza, dando continuidade à política de solução final para a questão palestina.
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Não há dúvida de que nem todos os judeus do mundo, nem todos os cidadãos israelenses concordam com o genocídio  que realizam contra os palestinos, que muitos deles sentem o mesmo desgosto e vergonha que o resto dos honestos cidadãos do mundo, mas então, é urgente transformarem-se em um  aríete contra este holocausto, antes de serem forçados a erguer os braços e gritar Heil Netanyahu!
  http://www.resumenmediooriente.org/2018/05/18/palestina-heil-netanyahu/


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/palestina-heil-netanyahu.html


Com a liberação do campo de Yarmuk e al-Hajar Al-Aswad, o Exército Árabe Sírio chega ao capítulo final das últimas batalhas contra redutos terroristas na província de Damasco.




A LIBERTAÇÃO DE AL GHOUTA

Vitória da Síria contra o intervencionismo ocidental (EUA/Israel, França, Inglaterra e cia)
O território de Al Ghouta foi totalmente libertado dos grupos mercenários armados em 12 de abril de 2018.
O Exército Árabe Sírio informou que está no controle total  da cidade de Duma, na região de Ghouta Oriental, a cidade era o último bastião dos mercenários, nesta região. Ghouta é um importante  cinturão agrícola em torno da capital síria.  A libertação total do território assegura o caminho entre a capital e o norte do país e as áreas orientais até a fronteira com o Iraque.

Síria vive, desde 2011, um conflito entre seu Exército e grupos armados e organizações terroristas, apoiados e financiados pelos países ocidentais e  seus aliado das dinastias do Mundo Árabe.
Um total de 165.123 pessoas, incluindo 20.398 homens armados foram retirados,  segundo o Centro russo de reconciliação na Síria.
Quatro grupos armados controlavam Ghouta: o Exército do Islan,  o Failaq al Rahman, o Ahrar al Sham  e o Comitê de Libertação do Levante (conhecido como Frente Al nusra, ligado com a Al-Qaeda).
Esta guerra deixou 400.000 pessoas mortas e 11 milhões de refugiados. Noventa por cento (90%) do território sírio foi drasticamente destruído.
Com essa vitória estratégica,  o governo da Síria coloca um fim ao temor dos habitantes de Damasco dos ataques de morteiros  lançados por esses grupos em Ghouta Oriental.
Essa vitória representa um marco na guerra que a nação Síria trava há 7 anos, ao impor um duro golpe aos planos contra sua soberania.
Al Ghouta já está livre!
 O diretor do escritório de Al-Mayadeen e o correspondente-chefe em Damasco, Dima Nassif  enviou uma correspondente da Al-Mayadeen Wafa Saraya, anunciando a libertação de toda Al-Ghouta, levando nas mãos a bandeira síria, como o que fez os seus colegas da Al Mayadeen com a bandeira libanesa quando a vitória foi alcançada nas montanhas áridas contra os terroristas e vitória iraquiana em Mosul contra Daesh.

http://espanol.almayadeen.net/playbuzz/247607/la-liberaci%C3%B3n-de-al-ghouta

Forças dos EUA  planejam nova montagem de ataque químico

O Comitê Nacional Sírio para a Implementação da Convenção sobre Armas Químicas confirmou ter recebido informações precisas de que para tais ações as forças dos EUA estão usando mercenários que  pertenceram aos quadros do Daesh, mas que atualmente estão colaborando com as Forças Democráticas da Síria (FSD), os curdos.

Menino sírio revela montagem sobre o uso de armas químicas estrelando os chamados Capacetes Brancos
Verificou-se que os elementos terroristas tratam de levar algumas famílias das áreas controladas pelo FSD para a base dos EUA, no campo petrolífero de Jufrah, a fim de treiná-los a realizar o teatro e fingir que foram bombardeados pelo Exército Árabe da Síria com produtos químicos.
Ficou claro que essas famílias estão envolvidas neste jogo por cerca de cinco dias e as forças dos EUA se coordenarão com as  FSD para realizar a provocação, que provavelmente ocorrerá em uma cidade fora do campo de petróleo de Jufrah.
http://espanol.almayadeen.net/news/Ataque%20Qu%C3%ADmico/251066/fuerzas-estadounidenses-en-siria-planean-nuevo-montaje-de-at/  


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/o-povo-sirio-avanca-yarmuk-e-al-ghouta.html

Um império de absolutamente nada?

por Tom Engelhardt [*]
 
 
 
Quando efetuava os últimos retoques no meu novo livro, o Instituto Watson da Universidade Brown, no seu Costs of War Project, publicou uma estimativa daquilo que os contribuintes terão despendido nas guerras dos EUA contra o terrorismo desde 12 de setembro de 2001, até ao ano fiscal de 2018: um frio número de US$5,6 milhões de milhões (incluindo os custos futuros de cuidar dos nossos veteranos de guerra). Em média, pelo menos US$23 386 mil por contribuinte. 

Tenha-se em atenção que tais números, ainda que de arregalar os olhos, são apenas os custos em dólares das nossas guerras. Não incluem, por exemplo, os custos psíquicos dos americanos mutilados de uma forma ou de outra naqueles intermináveis conflitos. Não incluem os custos da infraestrutura do país, que se têm degradado enquanto fluem dólares copiosamente dos contribuintes. E isto de uma forma espantosamente bipartidária ? nestes últimos anos, quase única ? para o que ridiculamente ainda é chamado de "segurança nacional". O que, claro está, não torna a maioria de nós mais segura, mas que faz a eles ? os ocupantes do estado de segurança nacional ? cada vez mais seguros em Washington e outros lugares. Estamos a falar do Pentágono, do Departamento de Segurança Interna, do complexo nuclear dos EUA e do resto desse Estado-dentro-do-estado, incluindo as suas muitas agências de espionagem e as corporações da indústria militar que têm, até agora, sido fundidas nesta imensa e imensamente lucrativa estrutura entrelaçada. 

Na realidade, os custos das guerras da América, que ainda continuam a expandir-se na época de Trump, são incalculáveis. Vejam-se as fotos das cidades de Ramad ou Mosul , no Iraque, Raqqa ou Alepo na Síria, Sirte , na Líbia, ou Marawi no sul das Filipinas, tudo em ruínas na sequência dos conflitos que Washington desencadeou nos anos pós-11/Set e tente-se colocar um preço sobre elas. Estas visões de quilômetros e quilômetros de ruínas, muitas vezes sem nenhum edifício intacto, devem deixar qualquer pessoa sem fôlego. Algumas dessas cidades nunca poderão ser totalmente reconstruídas. 

E como seria possível atribuir um valor em dólares aos ainda maiores custos humanos das guerras: as centenas de milhares de mortos ? As dezenas de milhões de pessoas deslocadas nos seus próprios países ou tornando-se refugiadas, fugindo através da fronteira mais próxima? Como se poderia contabilizar desta forma as massas de populações desenraizadas do grande Médio Oriente e África que estão a desestabilizar outras partes do planeta? A sua presença (ou, mais precisamente, o crescente medo dela) tem, por exemplo, ajudado à expansão de um conjunto de movimentos de "populistas" de direita que ameaçam destruir a Europa. E quem poderia esquecer o papel que estes refugiados ? ou pelo menos as versões fantasiosas deles ? desempenharam na bem-sucedida competição de Donald Trump para a Presidência? Qual, finalmente, poderá ser o custo de tudo isto? 

Abrindo os portões do inferno 

Os intermináveis conflitos dos EUA no século XXI foram desencadeados pela decisão de Bush e seus altos funcionários de definirem instantaneamente sua resposta aos ataques ao Pentágono e ao World Trade Center por um pequeno grupo de jihadistas [1] como uma "guerra"; em seguida proclamá-la nada menos do que uma "Guerra Global ao Terror" e finalmente a invadirem e ocuparem primeiro o Afeganistão, em seguida o Iraque, com o sonho de dominar o grande Médio Oriente ? e, em última análise, o planeta ? como nenhuma outra potência imperial alguma vez o fez. 

Suas excitadas fantasias geopolíticas e a sua noção de que o exército dos EUA era uma força capaz de realizar o que quer que fosse lançou um processo que custa a este nosso mundo algo que nunca será possível calcular. Quem, por exemplo, poderia atribuir um preço sobre o futuro das crianças cujas vidas, na sequência dessas decisões, irão ser degradadas e reduzidas de forma que assusta só de imaginar? Quem poderá suportar o que significa para muitos milhões de jovens do planeta ser privado das casas, dos pais, de educação ? de tudo o que na verdade, os poderia aproximar do tipo de estabilidade, que pudesse levar a um futuro digno de ser desejado? 

Embora poucos se lembrem, nunca esqueci a advertência de 2002 emitida por Amr Moussa, então chefe da Liga Árabe. Uma invasão do Iraque, previu ele naquele mês setembro, "abriria os portões do inferno". Dois anos mais tarde, na sequência da invasão real e ocupação daquele país pelos EUA, ele alterou ligeiramente o seu comentário. "As portas do inferno", disse , "estão abertas no Iraque". 

Sua avaliação tem-se provado insuportavelmente presciente ? e não é aplicável apenas ao Iraque. Catorze anos após a invasão, todos nós deveríamos agora estar de luto por um mundo que não irá existir. Não foram só os militares que, na primavera de 2003, atravessaram os portões do inferno. À nossa maneira, todos nós fizemos. Caso contrário, Donald Trump não se teria tornado presidente. 

Não pretendo ser um perito em infernos. Não tenho ideia exata sobre qual o círculo em que nos encontramos agora, mas sei uma coisa: já estamos lá. 

A infra-estrutura de um Estado Fortaleza (Garrison State) [2] 

Se pudesse trazer meus pais de volta de entre os mortos, sei que este país no seu estado atual seria um quebra-cabeças para as suas mentes. Eles não iriam reconhece-lo. Se eu lhes dissesse, por exemplo, que apenas três homens ? Jeff Bezos, Bill Gates e Warren Buffett ? agora possuem tanta riqueza como metade da população dos EUA, 160 milhões de americanos, eles não acreditariam em mim. 

Como, por exemplo, poderia começar a explicar-lhes as formas como, nestes anos, o dinheiro fluiu sempre para os de cima, para os bolsos dos imensamente ricos e descendo depois para o que viriam a ser as eleições dos 1% que levariam finalmente a alojar um bilionário e sua família na Casa Branca? Como iria explicar-lhes que este país, mesmo liderado por congressistas Democratas ou Republicanos, excepcionalmente mais poderoso que qualquer outro que já existiu, nem uns nem outros são capazes de encontrar fundos ? uns 5,6 milhões de milhões de dólares para começar ? necessários para as nossas estradas, barragens, pontes, túneis e outras infraestruturas cruciais ? Isto num planeta em que nos noticiários se gosta de designar por "condições meteorológicas extremas" o que está cada vez mais a causar a devastação dessa mesma infraestrutura. 

Os meus pais não imaginariam estas coisas possíveis. Não nos EUA. E de alguma forma eu teria que explicar-lhes que eles tinham voltado para uma nação que, embora poucos americanos constatem, está cada vez mais desfeita pela guerra , pelos conflitos que Washington desencadeou na guerra ao terror que se transformou em tantas guerras que este processo nos tornou diferentes. 

Tais conflitos nas fronteiras globais têm tendência a vir até nós de uma forma que pode ser difícil de controlar ou suportar. Afinal de contas, ao contrário daquelas cidades no Grande Médio Oriente, as nossas não estão ainda em ruínas, apesar de algumas delas estarem a ir nessa direção, ainda que lentamente. Neste país, pelo menos teoricamente, perto do auge de seu poder imperial ainda é a nação mais rica do planeta. E contudo deveria ser suficientemente claro que nós não destruímos apenas outras nações, mas a nós mesmos de uma forma que eu suspeito ainda mal podemos ver ou entender ? embora tenha tentado ao longo destes anos absorve-la e registra-la da melhor maneira que podia. 

No meu novo livro, A Nation Unmade by War , o foco está num país cada vez mais transformado e disfuncional por espalhar guerras a que a maior parte dos seus cidadãos, na melhor das hipóteses apenas presta meia atenção . Certamente, a eleição do Trump foi um sinal de como a sensação de declínio americano já tinha vindo à tona na época em que se desenvolveu o estado de segurança nacional (e pouco mais). 

Embora não seja algo normalmente dito, na minha mente o Presidente Trump deve ser considerado uma parte dos custos das guerras que se refletem neste país. Sem as invasões do Afeganistão e Iraque e o que se seguiu, duvido que se imaginasse ele poder ser qualquer coisa além de anfitrião de um reality show da TV ou o proprietário de uma série de casinos falhados. Nem o Estado-Fortaleza versão de Washington seria concebível, nem os generais das nossas guerras desastrosas de que ele se cercou, nem o crescimento de um estado de vigilância sobre os cidadãos que deixaria George Orwell estarrecido. 

O ingredientes de uma máquina de retroação 

Donald Trump ? temos de dar-lhe crédito onde é devido ? levou-nos a começar a compreender que estamos vivendo num mundo diferente e em mudança. E nada disto teria sido imaginável, se, no rescaldo do 11/Set, George W. Bush, Dick Cheney & Co., não sentissem o desejo de lançar as guerras que nos levaram por aqueles portões do inferno. Os seus crescentes sonhos geopolíticos de dominação global provaram ser pesadelos de primeira ordem. Eles imaginaram um planeta diferente de tudo o que tivesse existido desde há 500 anos na história dos impérios, em que basicamente uma única potência dominava tudo até o fim dos tempos. Eles imaginaram, um tipo de mundo que, em Hollywood, tem sido associado apenas às mais malignas personagens do mal. 

E isto foi o resultado do seu exagero conceitual: nunca, pode dizer-se, um grande poder ainda no seu auge imperial provou ser tão incapaz de aplicar o seu poder militar e político de maneira a fazer avançar os seus objetivos. É um fato estranho neste século que o exército dos EUA tenha sido implantado em vastas áreas do planeta e de alguma forma se tenha encontrado, por vezes, em desvantagem perante inexpressivas forças inimigas, incapaz de produzir qualquer resultado senão destruição e maior divisão. E tudo isso ocorreu no momento em que o planeta mais precisava um novo tipo de entrelaçamento, o momento em que o futuro da humanidade estava em jogo de maneiras anteriormente inimagináveis, graças ao seu uso ainda crescente de combustíveis fósseis. 

No final, o último Império pode vir a ser um império de absolutamente nada ? uma possibilidade sombria que tem sido focada no sítio TomDispatch, que edito desde novembro de 2002. Claro, quando se escrevem textos a cada duas semanas durante anos a fio, seria surpreendente não se repetir. A verdadeira repetição, no entanto, não está no TomDispatch, está em Washington. A única coisa que nossos líderes e generais parecem capazes de fazer, desde o dia dos atentados de 11/Set, é mais ou menos a mesma coisa com os mesmos resultados causadores de misérias, de novo e sempre. 

Os militares dos EUA e o estado de segurança nacional que encorajou as guerras tornaram-se, com efeito ? com uma vênia ao falecido Chalmers Johnson (um resoluto colaborador do TomDispatch e um homem que reconheceu as portas do inferno quando as viu) ? uma incrivelmente bem financiada maquina de retrocesso. Em todos estes anos, enquanto três administrações continuavam a espalhar a guerra contra o terror, os conflitos da América em terras distantes tornaram-se em grande medida reflexões longínquas para os seus cidadãos. Apesar das maiores manifestações da história que visavam impedir a guerra antes do seu começo, uma vez ocorrida a invasão do Iraque os protestos extinguiram-se e, desde então, os americanos geralmente têm ignorado as guerras do seu país, mesmo depois de as suas consequências se verificarem. Algum dia, não terão outra escolha senão prestar atenção às mesmas. 
[1] É altamente discutível que os ataques do 11/Set tenham sido efetuados por "um pequeno grupo de jihadistas", como diz este artigo. O autor pelo visto não aceita que os ataques tenham sido um inside job (trabalho interno). Mas pode-se afirmar que foram efetuados precisamente para justificar todas as leis repressivas que se seguiram, pelo que equivaleram de facto a um golpe de estado. 
[2] Garrison State: Designa um Estado organizado para servir prioritariamente as suas próprias necessidades de segurança militar, também um Estado mantido pelo poder militar. 


[*] Co-fundador do American Empire Project e autor de The United States of Fear, bem como uma história da Guerra Fria, The End of Victory Culture . Seu livro mais recente é A Nation Unmade by War . O presente texto é a introdução deste último livro. 

O original encontra-se em www.informationclearinghouse.info/49429.htm 


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
24/05
 

 




Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/o-militarismo-dos-eua-leva-nos-atraves.html



A decisão dos Estados Unidos de sair do acordo nuclear iraniano ? assinado em 2015, por Teerão, pelos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e pela Alemanha ? provoca uma situação de extremo perigo não só para o Médio Oriente.
Para compreender quais são as implicações desta decisão, tomada sob pressão de Israel, que define o acordo como sendo ?a capitulação do Ocidente ao Eixo do Mal, liderado pelo Irão?, devemos partir de um facto inequívoco: é Israel que tem a Bomba, não é o Irão.
Há mais de cinquenta anos, Israel produz armas nucleares nas instalações de Dimona construídas, sobretudo, com a ajuda da França e dos Estados Unidos. Não é inspeccionada porque Israel, a única potência nuclear no Médio Oriente, não adere ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nuclear, que o Irão assinou há cinquenta anos. As provas de que Israel produz armas nucleares foi demonstrada há mais de trinta anos, por Mordechai Vanunu, que trabalhava na fábrica de Dimona: depois de serem examinadas pelos principais especialistas de armas nucleares, elas foram publicadas pelo jornal The Sunday Times em 5 de Outubro de 1986. Vanunu, raptado em Roma pelo Mossad e transportado para Israel, foi condenado a 18 anos de prisão e, depois de libertado em 2004, foi submetido a severas restrições.
Israel possui hoje (embora sem admiti-lo) um arsenal estimado de 100 a 400 armas nucleares, entre as quais há mini-bombas nucleares e bombas de neutrões da nova geração, e produz plutónio e trítio em quantidades que permitem a construção de uma outra centena. As ogivas nucleares israelitas estão prontas para lançamento em mísseis balísticos, como o Jericho 3, e pelos caças F-15 e F-16 fornecidos pelos EUA, aos quais se juntam agora os F-35.
Consoante confirmam as numerosas inspecções da AIEA, o Irão não tem armas nucleares e compromete-se a não produzi-las, submetendo-se ao acordo através de um rigoroso controlo internacional. No entanto ? escreve o antigo Secretário de Estado americano, Colin Powell, em 3 de Março de 2015, num email que veio a público ? ?em Teerão, sabem muito bem que Israel tem 200 armas nucleares, todas apontadas para Teerão, e que nós (USA) temos milhares delas?.
Os aliados europeus dos EUA, que formalmente continuam a apoiar o acordo com o Irão, estão, fundamentalmente, alinhados com Israel. A Alemanha forneceu-lhe quatro submarinos Dolphin, modificados para lançar mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares. A Alemanha, a França, a Itália, a Grécia e a Polónia participaram, com os EUA, no maior exercício internacional de guerra aérea na História de Israel, a Bandeira Azul 2017 h. A Itália, ligada a Israel por um acordo de cooperação militar (Lei n. 94, 2005), participou com os caças Tornado do 6º Stormo, de Ghedi, adaptados para transportar bombas nucleares B-61 dos EUA (que em breve serão substituídas pelas B61-12). Os EUA, com o F-16 da 31st Fighter Wing de Aviano, estão adaptados para a mesma função.
As forças nucleares israelitas estão integradas no sistema electrónico da NATO, no âmbito do ?Programa de Cooperação Individual? com Israel, um país que, embora não sendo membro da Aliança, tem uma missão permanente no quartel general da NATO, em Bruxelas.
De acordo com o plano testado no exercício EUA-Israel Juniper Cobra 2018, as forças dos EUA e da NATO viriam da Europa (especialmente das bases em Itália) para apoiar Israel numa guerra contra o Irão [2]. Pode começar com um ataque israelita contra as instalações nucleares iranianas, como o que foi realizada em 1981, em Osiraq, no Iraque.
No caso de haver uma retaliação iraniana, Israel poderia usar uma arma nuclear, iniciando uma reacção em cadeia com resultados imprevisíveis.
Tradução : Maria Luísa de Vasconcellos
Video por PandoraTV :

Legenda em português - veja na configuração do vídeo
https://www.globalresearch.ca/israel-200-armas-nucleares-apontadas-para-o-irao-2/5640738



Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/israel-200-armas-nucleares-apontadas.html




O vídeo abaixo (foto acima)é muito chocante! Mas precisamos mostrar ao mundo o que o "democrático" Estado Judeu faz diariamente com as crianças  palestinas. Abaixo,  uma criança  luta para respirar enquanto  um policial israelense tenta matá-la sufocando-a com a mão. Um crime hediondo , repugnante e fascista! As notícias que circulam nas redes sociais é  lamentavelmente o menino veio a falecer.
Esse crime aconteceu durante os protestos  em Jerusalém contra a transferência da embaixada dos EUA.  O vídeo esta sendo reiteradas vezes retirado das mídias sociais, mas não podemos deixar passar mais uma atrocidade da entidade sionista, sob pena de desumanização


 




Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/crimes-de-guerra-crimes-contra.html


O comportamento imoral foi detectado nos soldados de ambos os sexos.

Em meio às sangrentas represálias do Estado Judeu contra os manifestantes palestinos na fronteira com Gaza nesta segunda-feira, a RT detectou uma atividade imoral de um grupo de soldados israelenses nas redes sociais.
Em uma série de imagens e vídeos postados na net os militares não pareciam preocupado com os protestos dos palestinos e com os crimes que cometiam que levaram a morte dezenas de pessoas, entre os dias 14 e 15 de maio, além dos mais das mais de três mil pessoas feridas, se divertiam com o vandalismo e piadas.
Durante os confrontos violentos causados ??pela abertura da nova embaixada dos EUA. Jerusalém, 62 palestinos foram assassinados pelo exército sionista, incluindo oito crianças.


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/excercito-sionista-se-diverte-enquanto.html

 
ATO DE SOLIDARIEDADE À LUTA DO POVO PALESTINO CONTRA A OCUPAÇÃO SIONISTA E A POLÍTICA DE LIMPEZA ÉTNICA FASCISTA NOS TERRITÓRIOS : 
HOJE, DIA 15 DE MAIO DE 2018  , 17 HORAS NA CINELÂNDIA
 
 Por Pablo Jofré Leal
Neste quartel do século XXI, assistimos, a nível internacional, à consolidação da impunidade como conduta, em termos de cumprimento do direito internacional por uma das entidades mais terroristas, que deu à história da humanidade: a Regime sionista israelense.
De fato, 70 anos depois da Nakba (catástrofe em árabe) aos 51 anos da Guerra de Junho de 1967, pouco mais de um quarto de século atrás da fraude dos Acordos de Oslo e dos 12 anos do bloqueio criminoso contra a Faixa de Gaza, Israel provou ser uma máquina criminosa. Um vizinho hostil, um regime predatório, que não deixará a Palestina histórica, exceto pela força da razão e ação da Palestina e seu povo. Como também daqueles que acreditam na justiça, por isso, se ela é exercida com todas as formas de luta contra o terrorismo institucionalizado a partir da criação da entidade sionista.
Terror desde suas origens
Um regime decorrente de determinações arbitrárias e com todo o peso da consciência de uma comunidade internacional que desejava, através da partição da Palestina - através da Resolução nº 181 de novembro de 1947 - e da cessão do que não lhe pertencia, tentar para apaziguar sua responsabilidade diante dos crimes do Nacional Socialismo, mas em cuja dívida o povo palestino foi o único a pagar as conseqüências, sem ter nenhuma arte ou parte e com um sionismo que passou de ser considerado parte de uma cidade vítima para se tornar uma sociedade vitimadora.
A 70 anos da Nakba foi estabelecido que Israel não deixará de ocupar os territórios usurpados da Cisjordânia, continuam a violar todas e cada uma das resoluções emanadas dessas organizações diversas como as Nações Unidas, o Conselho de Segurança, a Assembleia General, Unesco ou qualquer outro que tenha exigido que Israel cesse sua polícia criminal contra o povo palestino. Um Israel que permanecerá enredado em sua política colonialista, racista e criminosa e que nos permite, com justa razão, parafrasear suas ações, definindo-o como um regime nacionalista.
Como não definir Israel como um regime terrorista, uma imitação sinistra do regime nazista, se cada uma de suas ações como refletido desde seus primeiros chegadas à Palestina no final do século XIX? Testando a música: protege seu processo de colonização antes de 1948 com as ações de bandos armados como o Hagana. Este movimento iria realizar ações armadas contra o povo palestino e mais tarde com apoio britânico, resolver uma força de ataque composta por 50.000 milicianos materializar o nascimento da entidade sionista em Maio de 1948, participando ativamente da expulsão de centenas de milhares dos palestinos de suas terras ancestrais.
A cisão da Haganah, Irgun chamada banda, fundada pelo ucraniano sionista Zeev Jebotinsky  , se tornaria uma das organizações mais violentas em terras palestinas, matando duas pessoas e autoridades locais e soldados britânicos. Este grupo Irgun, um outro movimento terrorista, chamado Stern Gang, também conhecido como Lehi, fundada por Polish sionista Abraham Stern, que foi morto a tiros enquanto se escondendo de seus captores se separou em um armário. Stern foi substituído por quem seria o primeiro-ministro de Israel, o bielorrusso Yitzak Shamir. Todas essas organizações, sem qualquer restrição moral e sem recriminar as formas de luta empregadas, usavam o terrorismo diariamente. Eles foram a base, o DNA terrorista do atual exército terrorista de ocupação israelense.  
A combinação deste grupo, com apoio britânico em aconselhamento, homens e armas permitem que em 14 de Maio de 1948, numa ação concertada entre o sionismo liderada pelo líder do polonês naturalizado David Ben Gurion e as autoridades britânicas - Eles concluíram seu mandato naquele mesmo dia - proclamaram o nascimento de uma entidade que surgirá contra os direitos da população palestina e com sua clara rejeição. Os países árabes vizinhos, como era lógico esperar, foram à guerra contra as forças israelenses.
A entidade que tenha surgido após o seu sinal proclamação como evidência de que a ação, direitos espúrios mitológicas, bem como aqueles que aparentemente legal, derivados da Declaração Balfour e até mesmo de vítima e crises de consciência que surgiram após o fim da II Guerra Mundial. Em 14 de maio de 1948, foi também o tiro inicial para um processo de limpeza étnica, que continua até hoje: La Nakba.
A Nakba catalisada pela ação do terrorismo sionista, cheio de fúria assassina e envolveu a expulsão de suas terras ancestrais 700 mil palestinos por forças israelenses, que aplicou as políticas aprendidas das hordas nazistas e que a partir dessa data Eles começaram a destruir casas, plantações, demolir edifícios, queimar, matar qualquer um que cruzasse seu caminho. Foi a expressão brutal, mas eficiente, dos aprendizes das técnicas do Terceiro Reich. Alunos exemplares, que mataram a sede homicida com um povo pacífico , cujo pecado grande foi não ter impedido muito duro desde o início, a presença colonialista de judeus sionistas europeus que começavam a chegar em massa com desejos ambiciosos pelas terras palestinas.
Marcos do terrorismo sionismo
El 14 de mayo del año 1948 marca el punto de partida, no sólo de un año trágico, sino también una etapa histórica, donde el crimen, la colonización, ocupación y destrucción, han sido conceptos que se han hecho carne en la vida de millones de palestinos. La Nakba representa una tragedia, para los árabes en general y el pueblo palestino en particular, pues consigna el inicio de la usurpación de las tierras palestinas, la expulsión de miles de familias de sus casas, de sus aldeas, de sus pueblos, de sus arraigos, donde millones de ellos aún malviven en el transtierro. La Nakba significó el descalabro demográfico, moral  y territorial,  el inicio de un proceso basado en el terror, el racismo, el asesinato, la desarabización y consiguiente judaización de la Palestina Histórica.
Uma política de expansão sionista, que tem como outro de seus marcos o desenvolvimento do programa nuclear israelense dos anos 50 do século XX sob o apoio francês e o silêncio americano e britânico. Tal programa permitiu que ele contasse hoje, com pelo menos 300 dispositivos nucleares. Outra marca importante foi a participação na Guerra do Canal de Suez contra o Egito, juntamente com Londres e Paris, onde Israel, sob a operação terrorista Susannahe cumprindo o papel de executor, realizou uma série de atos de sabotagem em solo egípcio. Este, por agentes sionistas unidade 131, para beneficiar os britânicos a partir de US tenta aproveitar a vital e estratégico Canal de Suez, cuja nacionalização foi decidido pelo líder egípcio Gamal Abdel Nasser em julho de 1956.
A estratégia geopolítica de estender em território israelense à custa de seus vizinhos e, especialmente, a Palestina, que se consolidou em 1967 com a ocupação militar de novos territórios no Oriente Médio em geral -high Golan, a Península do Sinai e na Palestina em particular com a ocupação da Faixa de Gaza e do Oriente Al-Quds, pelas forças de ocupação israelenses. Forças de conquista, que permanecem lá, com exceção do Sinai, retornaram ao Egito e são estabelecidas sob várias formas de dominação. Na Cisjordânia sob o controle territorial de grande parte dos 5860 quilômetros quadrados da construção de assentamentos na Cisjordânia habitada por 650 mil colonos judeus sionistas.
Consignemos el caso de la Franja de Gaza con un bloqueo cruel, inhumano, criminal, que impide un mínimo desarrollo de lo que es el campo de concentración más grande del mundo. Un territorio asediado, que en las últimas semanas ha tenido que sufrir el ataque bárbaro contra su población movilizada en aras del derecho al retorno, una población que ha servido de tiro al blanco, para que cientos de francotiradores gocen en la ignominia de su acción criminal.
Tudo descrito viola todas e cada uma das resoluções das Nações Unidas que exigem a retirada israelense dos territórios ocupados. O fim da construção de assentamentos, para instalar o mais violento do sionismo, nas terras sob invasão militar. A demolição do muro da vergonha, a cessação da demolição das casas, o retorno dos refugiados, o fim dos assassinatos da população indefesa, entre outras demandas. Mas ... um Israel cego, surdo, mas não mudo, permanece imperturbável, vendendo a imagem de ser "a maior democracia do Oriente Médio". Outra parte da estratégia hasbara, que encoraja as mentiras e fantasias do sionismo e tenta disfarçar sua essência assassina.
Toda palavra escrita contra a ocupação israelense da Palestina é aguçada quando apenas a raiva e a indignação com os abusos cometidos pelo sionismo estão presentes. Quando a necessidade e como é vital para comemorar a Nakba, que também representa conceitual e, especificamente, uma catástrofe, nos leva para baixo o caminho da luta do povo palestino para suas justas reivindicações para a direita aparece debandada cada 14 de maio para o retorno, para conseguir a expulsão do invasor. 
Em um trabalho publicado em 2017, ele afirmou que "A história de violações da entidade sionista contra o povo palestino continua seu curso na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e no Al-Quds. Isso, em uma estrutura regional onde o respeito pelos direitos humanos do povo palestino permaneceu, curiosamente em segundo plano, contra outra série de eventos. De fato, a ocupação da Palestina e a violação dos direitos de seu povo têm a intenção de se tornar invisíveis, seja invocando a guerra de agressão contra o povo sírio e o Iêmen, o suposto perigo representado pelo Irã e seu programa nuclear apesar da guerra. assinatura do Plano Global de Ação Conjunta com o Grupo 5 + 1 em julho de 2015 e o suposto combate ocidental contra as bandas terroristas Takfiri.
Cada um destes conflitos tem sido explorado pelo sionismo e seus aliados ocidentais, especialmente a França eo Reino Unido, especialmente num momento em que os olhos dessas potências europeias estão focados em seus próprios medos contra takfirismo, seus problemas econômicos e esse pesadelo significa para a Europa opulento, tendo suas portas para centenas de milhares de refugiados, que são vistas como um flagelo que deve ser controlada, embora grande parte dos refugiados do mundo estão lotados na Turquia, Irã, Jordânia, Líbano , Paquistão e apenas a Alemanha está entre os dez países, que recebeu o maior número de refugiados desde 2011 até hoje.
É neste contexto, onde a intenção é abandonar a Palestina e seu sonho de autodeterminação. Isso torna imperativo levantar a defesa dos direitos humanos da população palestina em seus territórios ocupados e naqueles refugiados. Na composição política regional e internacional, Israel intensifica a violação dos direitos humanos da população palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza viola, mata moribunda tiro direito internacional na cabeça, contamina o Mesquita de Ibrahim em Al- Jalil, impede a entrada de peregrinos ao Monte do Templo em Al-Quds, pare de crianças e jovens, confiscando terras, demolição de casas, expulsando famílias inteiras. Mata manifestantes na Faixa de Gaza. Usurps, rouba, mata, estupra e continua a considerar que ele age sob um mandato divino.
Estamos na presença de um regime em que o delírio, a perversão, o caráter criminoso de uma sociedade devem ser punidos. É evidente que, sob o que foi descrito, a ideia dos dois Estados é simplesmente uma farsa. A judaização de Al-Quds, a parede, os assentamentos, os crimes diários, expressa uma política de limpeza étnica, a consolidação de uma política baseada no terror levando à entidade sionista a considerá-lo como um dos regimes mais criminoso tem tinha a humanidade.
É neste plano que a cada 14 de maio devemos ser encorajados a trabalhar ainda mais para alcançar a libertação da Palestina. Não é o suficiente para chorar. As palavras acesas, o discurso comemorativo deve ser acompanhado, claramente, pela decisão de lutar contra o invasor, para expulsá-lo para além do Mediterrâneo, para fazê-lo sucumbir sob a luta justa do povo palestino e aqueles que a defendem e admiram. Ou seja, mais um dos objetivos que cada 14 de maio nos incentiva a lembrar o Nakba, que não é mais uma ação que remonta a atravessar o coração.
 https://www.hispantv.com/noticias/opinion/377143/palestinos-israel-terrorista-nakba-jerusalen


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/70-anos-depois-da-nakba-israel-e-maior.html

 
 Os Estados Unidos transferiram sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém na segunda-feira, em meio a protestos registrados em toda a Faixa de Gaza durante a chamada "Grande Marcha de Retorno".
 Manifestantes palestinos protestam contra as forças israelenses na fronteira da Faixa de Gaza e dos territórios ocupados, em 14 de maio de 2018.
Wasel Abu Yusef, um membro do comitê executivo da OLP, chamado na segunda-feira os palestinos a fazer uma "greve geral" na Cisjordânia e ocupada Faixa de Gaza para "lamentar a martírio" de vítimas palestinas da repressão violenta de Forças israelenses em Gaza.  
Em um dia sangrento, as forças de guerra em Israel mataram segunda-feira dezenas de palestinos e feriu milhares  durante as manifestações em massa contra a abertura da embaixada dos Estados Unidos na cidade palestina de Al-Quds (Jerusalém).
Segundo dados oficiais, mais de 106 palestinos foram mortos até agora pelo disparo das forças israelenses desde o início das marchas, em 30 de março, por ocasião do Dia da Terra na Palestina. Desde então, quase dez mil pessoas ficaram feridas.
  https://www.hispantv.com/noticias

 Israel perpetra "um genocídio" em Gaza

Os palestinos carregam o corpo de um jovem ferido por tiros israelenses na fronteira de Gaza e nos territórios ocupados, em 14 de maio de 2018.

O Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) acusou o governo de Israel de cometer "um massacre horrível" no território de Gaza, onde dezenas de palestinos foram mortos pelo fogo das forças israelenses em protestos na fronteira entre Gaza e os territórios ocupados.
O porta-voz do governo palestino, Yusuf al-Mahmud, exigiu nesta segunda-feira através de uma declaração "uma intervenção internacional imediata para impedir o massacre horrível em Gaza, cometido pelas forças da ocupação israelense".
Em um dia sangrento, as forças de guerra de Israel mataram dezenas de palestinos hoje e feriram milhares no vale da fronteira de Gaza, em meio às marchas maciças contra a abertura da embaixada dos EUA na cidade palestina de Al-Quds (Jerusalém).
Da mesma forma, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), liderada por Mahmoud Abbas, denunciou os Estados Unidos, com a transferência da embaixada para Al-Quds, apoia e legitima políticas israelenses ilegais e suas medidas, que prejudicam os direitos fundamentais dos palestinos e evidenciam as graves violações do direito internacional.
 
O Ministério da Saúde de Gaza informou que cerca de 12 repórteres ficaram feridos durante os protestos, disseram as fontes.
Na opinião do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, Washington perdeu seu poder de mediar no Oriente Médio ao tomar a decisão de mudar sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Al-Quds. Enquanto isso, o Egito condena o assassinato de palestinos pelo regime israelense.
Também o embaixador da Palestina na Espanha, Musa Amer Odeh, acusou os EUA. para manter políticas destrutivas na região e enfatizou que a decisão de Washington de reconhecer o Al-Quds como capital e movimentar sua embaixada "põe em perigo a estabilidade, a paz e a segurança no mundo".
 https://www.hispantv.com/noticias

Crianças são  alvos militares do Exército sionista!

Mohammed Ayoub, um menino de 15 anos, foi morto em Gaza por um tiro na cabeça lançado por forças israelenses muito próximas à fronteira. Com ele, dezenas de pessoas foram mortas, quatro delas menores de idade, enquanto participavam dos protestos pacíficos exigindo da Faixa de Gaza o direito de retorno dos refugiados da Palestina.

É intolerável, todos os mortos são vítimas de uma repressão violenta e injustificada. Não podemos permitir que milhares de manifestantes pacíficos continuem a receber tiros injustificados, não podemos permitir que crianças inocentes morram desta maneira. As crianças devem ser protegidas da violência, não expostas a ela. As crianças não podem ser um objetivo militar.

Entre as vítimas, além de um jornalista que cobre as manifestações, quatro crianças já foram mortas. Desde o início dos protestos último 30 de março, além de mortos, milhares de pessoas foram feridas pelo uso injustificado de munição real pelo exército israelense como um meio para dispersar os manifestantes que se aproximavam da fronteira. Mais de cem dos feridos estão em estado grave. Além disso, como consequência do bloqueio de mais de 10 anos, os hospitais da Faixa estão no limite de suas possibilidades de atender a todas as vítimas.

http://www.palestinalibre.org/articulo.php?a=68499 

Irã condena o assassinato de palestinos 'a sangue frio' por Israel

 Um palestino carrega um manifestante ferido durante protestos na Faixa de Gaza, reprimido pelas forças israelenses, 14 de maio de 2018.

 O ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif, denunciou o massacre 'a sangue frio' dos palestinos pelo regime israelense na Faixa de Gaza, onde a Segunda intensificou a repressão de protestos antes da abertura formal da embaixada Americano em Al-Quds (Jerusalém).

Através de sua conta no Twitter, Zarif criticou a brutalidade das forças israelenses contra os milhares de palestinos que se tornaram manifesto "na maior prisão a céu aberto no mundo", referindo-se à Faixa de Gaza, que vive de 2007 submetido a um bloqueio de ferro pelo regime de Tel Aviv.
"O regime israelense massacra muitos palestinos a sangue frio enquanto eles protestam na maior prisão ao ar livre do mundo. Enquanto isso, (o presidente dos EUA, Donald) Trump celebra a mudança da embaixada ilegal dos EUA, e seus colaboradores árabes tentam desviar a atenção. Um dia de grande vergonha ", twittou o ministro do Exterior iraniano.
Apesar dos protestos internacionais e marchas em massa na Palestina, o governo dos EUA anunciou oficialmente a abertura  segunda-feira sua embaixada controversa no Al-Quds, previamente declarado pelo governo dos EUA, como a capital do regime Israel.
 
Dezenas de palestinos foram mortos e centenas ficaram feridas segunda-feira pela tiros de soldados israelenses na fronteira entre a Faixa de Gaza e na ocupada durante protestos contra a transferência dos territórios palestinos Embaixada dos EUA.

 https://www.hispantv.com/noticias/politica/377062/zarif-masacre-palestinos-israel-gaza-eeuu-jerusalen




Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/israel-massacra-o-povo-palestino-nos-70.html


Em 2018 completam-se 70 anos da criação do Estado de Israel, evento conhecido entre os palestinos como ?a tragédia?, ?a catástrofe? (an-nakba? ??????). Em um ano de manifestações e confrontos violentos que já causaram a morte de dezenas de palestinos, o Setor de Estudos Árabes da Faculdade de Letras - UFRJ, convida todos para o evento ?An-Nakba: 70 Anos de Resistência Palestina?, a fim de debater e refletir sobre essa data que deixou marcas tão profundas nos palestinos e em todo o Oriente Médio.

 

 

QUARTA-FEIRA  16 DE MAIO

 Programação - Auditório G2

 

  • A PALESTINA EM DEBATE - 9H30

Debatedores confirmados:
Adel Bakkour - Sírio, graduando em Relações Internacionais pela UFRJ, professor de árabe na ONG Abraço Cultural
Maristela dos Santos Pinheiro - Cientista social pela UFRJ e mestre em História pela UFF, coordenadora do Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino - RJ
Ramez Maalouf - Doutor em Geografia Humana pela USP e especialista em História das Relações Internacionais pela UERJ

 

  • LITERATURA DE COMBATE - 13H 

A resistência na poesia de Fadwa Tuqan e de Mahmoud Darwish 

Alunos de graduação em Letras: Português - Árabe da UFRJ

 

  • A PALESTINA NO CINEMA: DISCUTINDO O DIREITO DE RETORNO - 14H 

Exibição do filme ?O sal desse mar? (2008), de Annemarie Jacir 

Debatedora: Celia Daniele Moreira - Mestre e doutoranda em História pela UFRJ e ex-professora do Setor de Estudos Árabes da Faculdade de Letras - UFRJ 


Comissão Organizadora: Debora Ramalho, Isabela Alves e Letícia Fretheim, alunas de graduação em Letras: Português - Árabe 






Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/palestina-em-debate-nakba-70-anos-de.html

 
 
Transcrição [ao ing., aqui retraduzida]


[...] Hoje toda a região atravessa situação preocupante. Preocupação é uma coisa, medo é outra. Falei de situação preocupante. Por quê? Porque muitos líderes, governos, analistas, personalidades e o povo em geral, mesmo o pessoal em casa, gente comum que talvez nem dê muita importância à política, acompanha hoje os acontecimentos (com preocupação), pensando no rumo que as coisas tomarão, no que acontecerá, por causa de alguns eventos que aconteceram na Síria.

Semana passada aconteceram duas coisas, depois das quais e desde então a situação permanece tensa.

Primeiro, foi a clara, escandalosa agressão da entidade sionista contra a base T4 ou o aeroporto nos arredores de Homs, que vitimou forças dos Guardiões da Revolução Islâmica do Irã que lá estavam, e que foram atacados com grande número de mísseis, o que fez sete mártires, oficiais e soldados, e feriu vários outros. É evento novo, significativo e importante. É possível que alguns não estejam prestando atenção à importância e magnitude do que aconteceu.

Nessa operação, Israel matou deliberadamente soldados iranianos. É evento sem precedentes. No passado Israel já nos atacou [o Hezbollah], por exemplo em Quneitra, e aconteceu que havia lá oficiais dos Guardiões da Revolução Islâmica. Israel apressou-se a declarar, daquela vez, que não sabia da presença dos soldados iranianos, que pensara que ali só haveria soldados do Hezbollah. 

Há sete anos aconteceu ataque semelhante, com Israel tendo abertamente atacado os Guardiões da Revolução Islâmica na Síria, em operação que deixou mártires e feridos. O ataque dessa vez não tem precedentes próximos.

Claro, cabe aos oficiais do Irã decidir o que farão [em retaliação], e eles anunciarão o que farão. Não me cabe falar por eles nem em nome deles. Mas o Hezbollah estamos presentes na região e preocupados com o que acontece lá. Assim sendo, quero dizer algo a Israel: [quero que eles saibam] que vocês aqui sabem vem com clareza por entre esses ataques acintosos.

Infelizmente, vejam a extensão da loucura em que a entidade sionista está mergulhada: o ministro da Guerra de Israel Liberman declarou que não sabe quem atacou a base T-4. Pois no Líbano nós sabemos, os EUA anunciaram que Israel é autora do ataque. Rússia também anunciou que Israel atacou. E o ministro israelense diz que não sabe de onde vieram os ataques!

Quero dizer aos israelenses que eles têm de saber que ? escrevi linha a linha essa declaração, e quero ler para eles: ? "Vocês têm de saber que cometeram um erro histórico. Não foi simples tolice. Cometeram ato de alta estupidez, e por essa agressão entraram em confronto direto com o Irã, com a República Islâmica do Irã. E o Irã, ah, sionistas...

O Irã não é país qualquer, não é país fraco nem é país covarde. E vocês sabem bem disso, em Israel."

Como comentário ao incidente, digo que esse ataque é um ponto de virada na situação da região. O que virá depois será muito diferente do que havia antes. Esse não é incidente que se possa considerar superficialmente, diferente de muitos incidentes que acontecem por aqui. Chegamos a um ponto de virada. E um ponto histórico de virada.

Claro que, para cometerem tal estupidez, os israelenses tinham alguma ideia da situação, de algum modo avaliaram o que viam. Pois digo a eles que avaliaram mal. E o erro terá consequências para o futuro, porque eles abriram uma nova trilha no confronto. Quem avalia deve sempre tomar cuidado para não errar demais, na avaliação. 

Nessa nova trilha que a entidade sionista acaba de abrir e inaugurar, é importante não errar demais, quando se está cara a cara, quando alguém abriu luta diretamente contra a República Islâmica do Irã. Ponto final. É o que queria dizer bem claramente nessa declaração. [Público canta: A teu serviço, oh Nasrallah!]

Obrigado, irmãos. Devemos naturalmente registrar aqui um testemunho, para crédito do Irã, um testemunho que está escrito em sangue, e esse testemunho diz: Israel conta que não poderia tolerar a presença do Irã na Síria, porque o Irã estaria metendo uma corda no pescoço de Israel, que seria ameaça estratégica e existencial a Israel, etc., etc. 

Aquele pequeno número... porque evidentemente não há muitos iranianos na Síria. E um pequeno número de iranianos na Síria já bastam para que Israel sinta-se existencialmente ameaçada?.... 

Mas e quanto às dezenas de milhares de combatentes (mercenários) de organizações armadas em Quneitra, Deraa e na fronteira com o Golan sírio ocupado, dezenas de milhares de mercenários da Frente Al-Nusra, do Estado Islâmico, de outros tantos pseudônimos de organização islamistas, que são muitos, em grandes números e portam as armas mais variadas, mísseis, Katyushas, armas antitanques e armas 'inteligentes'... E nada disso preocupa Israel?! Nem pensam?! Essa gente não é ameaça estratégica?! Israel não os vê como perigo, nem pensa sobre a existência deles?! Não! Até trabalha com eles! Até os apoia! Até cura os terroristas feridos, até lhes fornece informações, até os ajuda em combate, protegendo-os com os próprios aviões da entidade sionista!

E então? E quanto a isso? E quanto a aquela gente que Israel chama (pomposamente e mentirosamente) de "Revolução Síria", etc., etc., etc.

Para Israel, são amigos, aliados. E apesar de serem milhares, contra aquele pequeno número de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã que estão na Síria, com meios modestos... E esses poucos é que ameaçam a entidade sionista?! Esses são a "ameaça estratégica"?!

Aí está uma prova a favor dos iranianos. Porque comprova a verdade do que fazem e dizem e comprova que são inimigos, e mostra claramente a verdade da inimizade, e revela claramente quem é o amigo e quem é o inimigo de Israel; quem defende a causa palestina e combate contra a entidade sionista e o projeto dessa entidade sionista. E quem é o aliado que trabalha seja abertamente seja por trás do palco a favor da entidade e do projeto sionista. [...] (Fim do excerto).
 
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
3/4/2018, Beirute [Preparação para eleições legislativas no Líbano, dia 6/5/2018] Vídeo [leg. ing., 7"], excerto, trans. e trad. ao inglês por SayedHasan e em Unz Review
 
Postado:http://blogdoalok.blogspot.com.br/2018/05/said-hassan-nasrallah-secretario-geral.html#more


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/said-hassan-nasrallah-secretario-geral.html

por Bachar al-Jaafari [*]

 Cartoon de Latuff.

Senhor Presidente: 

Aristóteles teria dito: "Querer provar coisas que são claras por si mesmas é iluminar o dia com uma lamparina"... 
É um pensamento que me transporta a alguns dos meus colegas presentes nesta sala, os quais comportam-se como se, com o microscópio na mão, procurassem sob as suas objectivas alguns grãos de verdade aqui ou ali, fazendo cara de ignorar o enorme elefante [feito de mentiras e de enganos] que deveria simbolizar esta sessão assim como as anteriores. 

Um enorme elefante que corresponde, evidentemente, à tripla agressão do meu país por Estados Membros permanentes deste Conselho e à ocupação de um terço do seu território por estes três Estados agressores por outros, ocupações acerca das quais retornarei ulteriormente. 

Minha colega representando a delegada permanente dos Estados Unidos declarou orgulhosamente que as forças do seu país haviam retirado 3000 engenhos explosivos em Raqqa. Não teria valido mais que as forças do seu país ? as quais ocupavam e ocupam sempre esta cidade ? exigissem a entrega do mapa indicando a colocação de mais de 10 mil destes engenhos quando elas protegeram a saída de 4000 elementos terroristas do Daech antes de os reposicionar sobre toda uma região que vai do norte de Deir ez-Zor até Al-Chaddadi? Não teria valido mais que as forças do seu exigissem isso em lugar de se vangloriarem, um ano e meio depois de terem retirado o Daech de Raqqa, de terem conseguido desembaraçar-se de 3000 engenhos explosivos? 

Também gostaria de começar por me dirigir sucintamente ao colega representando o delegado permanente da Suécia, o qual mencionou meu país 16 vezes instando o governo sírio a responder a esta ou aquela pergunta, sem jamais exigir que os Estados Unidos pusessem fim à sua ocupação de uma parte do nosso território; sem jamais exigir que a Turquia e Israel façam o mesmo; sem jamais pedir a condenação da tripla agressão ao meu país neste 14 de Abril; sem jamais pronunciar uma única palavra a propósito do terrorismo que devasta nosso solo sob os auspícios dos Estados, que acabo de citar, e das empresas do gás e do petróleo na nossa região. Quantos pontos omitidos nas vossas propostas, meu caro colega! 

Quanto ao nosso colega francês, ele deu muitas informações aparentemente obtidas junto à organização de invenção francesa, "Médicos sem fronteiras ", a qual é comparável àquelas dos "Capacetes brancos", salvo que esta última é uma invenção dos Serviços de informação britânicos. 

De facto, a organização "Médicos sem fronteiras" está presente em Raqqa sem autorização do governo sírio, assim como a organização Daech. Médicos sem fronteiras que entraram na Síria, à maneira dos traficantes sem fronteiras, criminosos sem fronteiras, opositores sem fronteiras na moda de hoje, agentes sem fronteiras, de uma agressão fronteiras, do terrorismo sem fronteiras; o importante sendo que a ingerência nos assuntos sírios seja "sem fronteiras" para plena satisfação do delegado francês e dos outros. 

Senhor Presidente, 

Em resposta às difamações, às mentiras e à hipocrisia dos comunicados de certos delegados a propósito da missão de inquérito a Douma, gostaria de partilhar convosco certas informações. Naturalmente, elas poderiam a sede da delegada britânica que vos instou a fornecer-lhe o relatório desta missão no prazo de 24 horas. Eu me empenho, pois é inútil fazê-la esperar. 
  • Eu vos havia anteriormente informado que o governo sírio facilitou todos os procedimentos necessários para a chegada da missão de inquérito na Síria. Hoje mesmo, o grupo onusiano entrou em Douma às 15 horas de Damasco, portanto às 8 horas de Nova York, a fim de avaliar a situação securitária no terreno e começar seu a partir de amanhã se o considerar satisfatório. Por outras palavras, a decisão de investigar Douma depende unicamente da equipe da ONU e da OIAC, tendo o governo sírio feito o necessário para lhes facilitar a tarefa. 
  • Além disso, desde ontem, ou seja, desde a sua chegada a Damasco, a equipe pôde ouvir algumas testemunhas do presumido ataque [químico em Douma]; o que significa que ela já começou a trabalhar e que todos os rumores e todas as mentiras que ouviram não visam senão desfigurar sua missão e encobrir a agressão à Síria.
Senhor Presidente, 

Esta reunião realiza-se no dia da Festa nacional síria, a Festa da Independência, na sequência da expulsão do colonialismo francês em 17 de Abril de 1946 e lamentamos ter de dizer que alguns Estados ? inclusive a França e aqueles que lançaram sua agressão covarde à Síria em 14 de Abril último ? ainda não compreenderam que a vontade de liberdade e de independência doravante está solidamente ancorada entre todos os povos e que as épocas da sua dominação hegemónica fazem parte de um passado longínquo. 

As tentativas de andar para trás não terão êxito, qualquer que seja o porte dos seus navios de guerra, dos seus aviões e dos seus mísseis "belos, novos e inteligentes", qualquer que seja a gravidade das suas ameaças ou a extensão do seu apoio ao terrorismo e aos grupos armados, sob não importa qual pretexto. Os povos de todo o planeta estão fartos das suas violações do Direito internacional sem jamais terem de prestar contas a quem quer que seja. 

A delegação do meu país agradece à delegação da Federação da Russa por ter convocado esta reunião a fim de discutir a situação em Raqqa, esta cidade mártir completamente destruída pelas forças americanas e sua pretensa coligação de luta contra o terrorismo. 

Aqui, não pretendo informar os membros deste Conselho acerca da situação catastrófica desta cidade a partir de uma avaliação da República Árabe Síria, mas sim das conclusões da missão de avaliação das Nações Unidas de que o Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros e dos Emigrados recebeu cópia oficial, dia 4 de Abril último, através do Coordenador das Nações Unidas residente em Damasco. Cito: "A cidade de Raqqa enfrenta uma situação crítica necessitando da sua reconstrução total assim como a reestruturação da administração e do conjunto dos serviços públicos a partir do zero". Fim de citação. 

Esta é a avaliação das Nações Unidas, não aquela de "Médicos sem fronteiras" ou de palhaços sem fronteiras! 

Quanto à vastidão das destruições, refiro-me aqui a algumas conclusões da equipe da ONU que foi a Raqqa: 
  • Todos os edifícios estão total ou parcialmente destruídos; dito de outra forma, Raqqa não está destruída em 70 ou 80%, mas em 100%. 
  • A população estimada em cerca de 300 mil habitantes antes da crise não conta mais do que 7000 desde o fim dos ataques da dita Coligação; o que significa que eles removeram 4000 daeschistas mais também fizeram sair os seus 300 mil residentes. 
  • Não há mais nenhum serviço público ou de primeira necessidade: nada de água, nada de electricidade, nada de cobertura de telefone móvel. 
  • Todos os hospitais e dispensários estão destruídos. Não há actualmente nenhum hospital operacional na cidade, abstracção feita dos ditos "Médicos sem fronteiras"!
O que se passou em Raqqa é um exemplo dos crimes entre outros crimes cometidos pela pretensa Coligação internacional conduzida pelos Estados Unidos contra o Daech. 

Uma coligação que jamais teve como finalidade a luta contra o terrorismo, mas sim o objectivo de minar a soberania, a unidade e a integridade territorial do meu país, de tentar enfraquecer as Forças do Exército Árabe Sírio e dos seus aliados face aos grupos terroristas. 

Uma coligação cujos únicos feitos verdadeiros consistiram em ceifar a vida a milhares de civis inocentes com as mais terríveis armas, inclusive armas incendiárias, e em destruir as infraestruturas sírias, inclusive barragens, pontes, hospitais, escolas, instituições e instalações visando o desenvolvimento do povo sírio e dos seus recursos indispensáveis à reconstrução do país, a começar pelos poços e as instalações petro-gasistas, assim como o pessoal encarregado da sua manutenção. 

Aqui, contentar-me-ia em recordar alguns exemplos de massacres de civis, tais como aqueles cometidos em Al-Mayadeen e Al-Boukamal, meados de Maio de 2017; em Al-Sour assim como nas duas aldeias de Al-Dablane e Zibane próximas de Deir-Zor, fim de Junho de 2017; na região de Tal al-Chayer, em 19 de Junho de 2017; na aldeia de Al-Zayanate, em 4 juillet 2017; na aldeia de Al-Kachkach ao sul de Hassaké, em 12 de Julho de 2017; nas aldeias de Al-Chaf'a e Zahret Alouni, em 25 de Fevereiro de 2018; e na aldeia de Al-Bahra, em 20 de Fevereiro de 2018. 

Sempre para exemplo, a melhor prova de que o objectivo desta coligação ilegítima nunca foi combater o terrorismo, mas sim obstaculizar o Exército Árabe Sírio e seus aliados na sua guerra ininterrupta contra a organização terrorista Daech, está no ataque aéreo efectuado contra o Exército Árabe Sírio no Mont al-Tharda em Deir ez-Zor, em 17 de Setembro de 2016. Devem-se lembrar todos do que se passou neste dia. 

O que se passou é que os aviões americanos da dita coligação tentavam garantir uma passagem segura aos elementos do Daech entre os territórios sírio e iraquiano; tal como foi o caso aquando do ataque de 8 de Fevereiro de 2018 que matou dezenas de combatentes entre as Forças populares supletivas do Exército Sírio, em plena batalha contra o Daech na margem leste do Eufrates. 

A referida coligação não somente atacou as Forças do Exército Árabe Sírio como também apoiou e protegeu os remanescentes da organização terrorista Daech permitindo-lhes sair, com toda a segurança, de Raqqa e de Deir ez-Zor, a maior parte deles sendo terroristas vindos do estrangeiro. Ao assim fazer, ela lhes permitiu voltarem a atacar o Exército Árabe Sírio e seus aliados em Deir ez-Zor. 

Foi assim que os Estados Unidos salvaram os remanescentes do Daech do seu destino inevitável frente ao Exército Árabe Sírio e seus aliados, a fim de que eles possam a continuar a semear o terror ao longo da faixa fronteiriça sírio-iraquiana. E os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha coroaram tudo isso com a sua tripla agressão na madrugada deste sábado 14 de Abril, com a participação da Arábia Saudita, do Qatar e de Israel para se vingarem do Exército Sírio, na sequência da derrota dos braços armados terroristas dos seus governos respectivos em Ghouta oriental. 

Senhor Presidente, 

Discutir as condições humanitárias trágicas provocadas por esta coligação ilegítima em Raqqa leva a discutir o que se passa no "capo de Al-Roukbane". Nesta altura, afirmo que o governo sírio havia aceite encaminhar para ali a ajuda humanitária em cooperação com a Cruz Vermelha internacional e o Crescente Vermelho árabe sírio, mas as forças americanas presentes neste campo impediram-no e colocaram-lhe condições impossíveis de satisfazer. 

Os Estados Unidos são responsáveis pela situação catastrófica neste campo e afirmamos que a principal razão do seu posicionamento é explorar militarmente, para aproveitar os remanescentes do Daech e de outras organizações terroristas tendo em vista suas futuras batalhas contra a Síria, o Iraque, a Líbia e outros países da região e do mundo. 

Para terminar, Senhor Presidente, 

Torno a falar do elefante do princípio da minha intervenção: o cenário político sírio é claro e não precisa nem projectos de resoluções, nem novos mecanismos, nem reuniões quase diárias a diversos títulos, mas precisa sobretudo que o Conselho de Segurança cumpra seu mandato conforme as disposições da sua Carta opondo-se às ocupações americana, turca e israelense do nosso território, assim como aos Estados que sustentam o terrorismo e impõem medidas coercitivas unilaterais ao povo sírio, a fim de que milhões de sírios não se tornem refugiados e deslocados, como disseram certos colegas. 

Com efeito, este conselho não pode enfrentar a vontade dos governos dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da França de fazer desta organização uma organização das Nações Desunidas ou Nações unidas pela violação das disposições da sua Carta, com a invasão de países, a ingerência nos seus assuntos internos, as tentativas de mudança dos seus regimes pela força, as agressões repetidas, a destruição dos povos e das suas civilizações. 

Queira desculpar-me se foi longo, Senhor Presidente. 

Agradeço-vos

[*] Delegado permanente da Síria junto às Nações Unidas. Intervenção diante do Conselho de Segurança reunido em 17 de Abril de 2018 a fim de examinar a situação humanitária em Raqqa e no Campo de Al-Fourkane ocupados pelos Estados Unidos. 

Ver também:
  • Nouvelle passe d'armes au Conseil de sécurité entre la Fédération de Russie et les pays occidentaux à propos de la situation humanitaire en Syrie 

    O original encontra-se em The Syrian Mission to the United Nations 
    e a versão em francês em www.legrandsoir.info/... 


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .




  • Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/infrastruturas-e-vidas-destruidas-sao.html

    An-Nakba: 70 Anos de Resistência Palestina
     A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre

    Em 2018 completam-se 70 anos da criação do Estado de Israel, evento conhecido entre os palestinos como ?a tragédia?, ?a catástrofe? (an-nakba? ??????). Em um ano de manifestações e confrontos violentos que já causaram a morte de dezenas de palestinos, o Setor de Estudos Árabes da Faculdade de Letras - UFRJ, convida todos para o evento ?An-Nakba: 70 Anos de Resistência Palestina?, a fim de debater e refletir sobre essa data que deixou marcas tão profundas nos palestinos e em todo o Oriente Médio.

     

     

    QUARTA-FEIRA  16 DE MAIO

     Programação - Auditório G2

     

    • A PALESTINA EM DEBATE - 9H30

    Debatedores confirmados:
    Adel Bakkour - Sírio, graduando em Relações Internacionais pela UFRJ, professor de árabe na ONG Abraço Cultural
    Maristela dos Santos Pinheiro - Cientista social pela UFRJ e mestre em História pela UFF, coordenadora do Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino - RJ
    Ramez Maalouf - Doutor em Geografia Humana pela USP e especialista em História das Relações Internacionais pela UERJ

     

    • LITERATURA DE COMBATE - 13H 

    A resistência na poesia de Fadwa Tuqan e de Mahmoud Darwish 

    Alunos de graduação em Letras: Português - Árabe da UFRJ

     

    • A PALESTINA NO CINEMA: DISCUTINDO O DIREITO DE RETORNO - 14H 

    Exibição do filme ?O sal desse mar? (2008), de Annemarie Jacir 

    Debatedora: Celia Daniele Moreira - Mestre e doutoranda em História pela UFRJ e ex-professora do Setor de Estudos Árabes da Faculdade de Letras - UFRJ 


    Comissão Organizadora: Debora Ramalho, Isabela Alves e Letícia Fretheim, alunas de graduação em Letras: Português - Árabe 
     



    Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/dia-16-maio-palestina-em-debate.html

     


    Últimos levantamentos oficiais apontam ao menos um milhão de mulheres, e 100 mil crianças toxicodependentes no Afeganistão. ?Graças à invasão dos EUA, o Afeganistão é um narco-estado hoje?, diz a representante da Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão, em entrevista exclusiva.
    Pelo menos um milhão de mulheres e 100 mil crianças são toxicodependentes no Afeganistão, revelou neste domingo (11) o chefe do Departamento Antidrogas do Ministério da Saúde Pública do país Centro-Asiático, Shahpor Yusuf, em evento em um centro de reabilitação de drogas na capital afegão de Cabul para marcar o Dia Internacional da Mulher (8 de março).
    ?Há entre 900 mil e milhões de mulheres, e cerca de 100 mil crianças que se viciaram em droga?, disse o funcionário afegão de acordo com a agência afegã de notícias TOLO News. Yusuf acrescentou que as crianças estavam abaixo da idade de 10 anos.
    De acordo com Cabul, os centros de reabilitação no Afeganistão têm capacidade para ajudar apenas uma pequena porcentagem de dependentes. Mas o problema parece estar longe do número de centros de reabilitação de drogas no país, que fornece atualmente nada menos que 93% do ópio mundial, de acordo com últimos dados de United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC).
    Marwa Musavi, uma afegã em tratamento no centro de reabilitação, afirmou que é inútil estar ali. ?Quando sairmos, voltaremos à droga pois há contrabandistas [e revendedores]. Eles devem ser impedidos. É a realidade?.
    Estes mais recentes números fornecidos por Cabul certamente indicam que as estatísticas do ano passado divulgadas pelo governo afegão foram subestimadas, ao ter informado que o total de dependentes no país é superior a três milhões: o número tende a ser bem superior, dada apenas a quantidade de mulheres e crianças viciadas em uma nação de 34,6 milhões de habitantes, já que a grande maioria de drogados pertence ao sexo masculino.
    Ao mesmo tempo, a Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (RAWA, na sigla em inglês) publicou uma carta em persa, denunciando que mais de dezesseis anos após a invasão liderada pelos EUA, prometendo libertar as mulheres afegãs, estas continuam sendo mortas ?em um inferno no Afeganistão, fomentado pelos Estados Unidos e seus talibans, seu Estado Islamita [EI], seus jihadistas e seus tecnocratas em nosso país?.
    RAWA afirmou que os talibans e o EI não são os únicos grupos no Afeganistão que causam sofrimento às mulheres. ?As tropas dos EUA e da OTAN, suas Forças Armadas em operações militares, especialmente através de ataques aéreos em várias províncias? destroem casas, hospitais e escolas matando civis, incluindo crianças.
    O Grande Negócio do Tráfico de Drogas da C.I.A.
    Friba, representante da RAWA que não menciona o nome real já que as mulheres revolucionárias do Afeganistão atuam na clandestinidade em território afegão, diz em entrevista exclusiva que a C.I.A. continua liderando o tráfico de drogas de seu país,para fora. ?As drogas foram vistas como a maneira mais rápida e fácil de ganhar dinheiro para financiar os proxies da C.I.A. e forças paramilitares, em diferentes países do mundo?. E a líder afegã acrescenta: ?Graças à invasão dos EUA, o Afeganistão é um narco-estado hoje?.
    O envolvimento direto da C.I.A. no tráfico de drogas remonta há muito tempo, não só no Afeganistão mas também em todo o mundo, como no escândalo Irã-Contras. O agora morto governador da província de Kandahar, Wali Karzai, um dos maiores traficantes de drogas do Afeganistão, esteve há muito tempo na folha de pagamento da C.I.A. Wali era irmão de Hamid Karzai, ex-presidente do Afeganistão escolhido pelos EUA pouco depois do início da ocupação, em outubro 2001.
    Desde que o regime de Washington invadiu o país da Ásia Central, tem havido aumento meteórico da produção de opio no Afeganistão. Quando os ?libertadores? norte-americanos invadiram ? contra toda as leis internacionais e contra a própria Constituição estadunidense ? o território afegão há 16 anos e meio, a produção do mesmo ópio que Tio Sam prometia erradicar no país passou a crescer imediata e vertiginosamente: desde 1994, quando o Taliban assumiu o poder em meio a um vácuo político deixado por EUA e URSS, o número de hectares da produção de ópio vinha caindo ano a ano, chegando a apenas 8 mil em 2001. No ano seguinte, já subiu para 74 mil para não mais parar de crescer, assustadoramente.
    De acordo com UNODC, a área total no cultivo de papoula do opio (de cuja planta se produz a heroína) no Afeganistão foi estimada em 328 mil hectares em 2017. Vale lembrar, diante desses fatos, que a sociedade dos Estados Unidos é, de longuíssima data, a maior consumidora mundial de drogas. No caso particular da heroína, havia nos EUA 189 mil usuários do entorpecente; em 2016, este número altou para nada menos que 4,5 milhões (fonte).
    Tal realidade, afegã e estadunidense, portanto, não é mera coincidência estando a C.I.A.em questão, projetada para gerar caos e violência mundo afora, a começar dentro de casa, a fim de ampliar o domínio global do 1% do topo da pirâmide.
    ?Graças à sua máquina de propaganda mentirosa copiada de [Joseph] Goebbels [ministro de Propaganda de Adolf Hitler], os EUA conseguiram sair impunes de muitas das suas atividades criminosas não apenas na Guerra do Afeganistão, mas também nas guerras do Iraque, da Líbia e da Síria, ao mentir para o seu próprio povo?, denuncia Friba.
    Em maio de 2009, Malalaï Joya, ativista afegã pelos direitos humanos, escritora e ex-parlamentar expulsa injustamente do cargo por denunciar, frente a frente, os criminosos senhores da guerra do Afeganistão, estupradores e traficantes de droga, concedeu uma entrevista ao jornal brasileiro O Tempo (Minas Gerais), em que denunciou o direto envolvimento da C.I.A. no comércio afegão de drogas, e o controle direto sobre as rotas anuais das drogas a nível global.
    A repórter brasileira Renata Medeiros cortou e modificou totalmente a entrevista com a ativista afegã. No mesmo dia da publicação, tanto na versão impressa quanto no sítio de O Tempo, este autor, tradutor do sítio de Joya, enviou a tradução da entrevista ?fantasia? ao Afeganistão, sem saber o que estava ocorrendo.
    Joya levou um susto com a publicação e, indignada, enviou logo em seguida a este autor a versão original da entrevista? incluindo cabeçalhos dos diversos correios eletrônicos trocados com o jornal mineiro, a fim de servir como prova do quanto o jornalismo brasileiro tem estado manchado de sangue mundo afora ? inclusive no Afeganistão, enquanto eterno ?lambedor de botas? da C.I.A.
    (Apenas no ano passado, foram mais de 10 mil civis assassinados, vítimas das bombas e dos mais diversos ataques violentos como consequência de uma criminosa invasão batizada de Operção Liberdade Duradoura. O ano de 2017 assistiu, silenciosamente, mais um recorde histórico de mortes de inocentes afegãos, em sua maioria mulheres e crianças).
    Abaixo, a passagem da entrevista original em que Joya denuncia aos ?catadores de migalhas? de Tio Sam a questão do ópio em seu país, reforçando as denúncias de Friba inclusive no que diz respeito à subserviência dos meios de comunicação aos ditames de Washington.
    (Para terminar a ?fanfarra? da ?liberdade de imprensa e de expressão? da cínica jornalada tupiniquim, assim que este autor incluiu em seu livro de 2012 a versão original da entrevista de Joya a O Tempo, comparando com a versão publicada por este, o jornaleco mineiro retirou a entrevista ?travesti? de seu sítio na Internet).
    ???- Forwarded message ???-
    From: Defense Committee for Malalai Joya mj(at)
    malalaijoya.com
    Date: Fri, May 29, 2009 at 12:33 AM
    Subject: Re: Interview (brazilian newspaper)
    To: Renata Medeiros (?) @ (e-mail)
    (?)
    [Renata Medeiros] O que você pode dizer da produção de ópio no Afeganistão? É mais um problema em seu país?
    [Malalaï Joya] ?O único setor em que o Afeganistão avançou além da imaginação nos últimos anos, tem sido no cultivo e no tráfico de drogas, e agora o Afeganistão produz 93% do ópio mundial, que apresenta um aumento de 4.500% desde 2001.
    Um dos objetivos ocultos da Guerra do Afeganistão foi, especificamente, restaurar o comércio de drogas patrocinado pela CIA e exercer controle direto sobre as rotas do setor anul de drogas global, na faixa de US$ 600 bilhões. A economia de narcóticos no Afeganistão é algo projetado da CIA, apoiado pela política externa dos EUA. Portanto, é muito compreensível ver isso desde outubro de 2001, o cultivo de papoula de ópio aumentou e há relatos de que mesmo o exército dos EUA está envolvido no tráfico de drogas.
    A máfia das drogas está no poder afegão, apoiada pelo Ocidente. Recentemente, a mídia ocidental informou que Wali Karzai, irmão de Hamid Karzai, administra a maior rede de drogas no leste do Afeganistão, e é fato que funcionários de alto escalão do governo estão envolvidos neste negócio sujo.
    Os esforços contra os narcóticos também são meras mentiras e nada mais que dramas. Um ex-senhor da guerra chamado General Khodiedad, é ministro de combate aos narcóticos e outro ex-senhor da guerra e conhecido narcotraficante chamado General Daud, é o chefe da unidade anti-narcóticos!
    (...)
    O ópio representa um dos maiores perigos para o futuro do Afeganistão.
    (?)
    Nenhuma vírgula acima foi, jamais, publicada pelo jornal brasileiro.
    Pois então, a quem serve a grande mídia tão ?defensora? da ?liberdade de imprensa e de expressão?? Será possível que algum mortal ainda se deixa enganar? O (T)tempo tratou de confirmar a quem ainda tinha alguma dúvida, entre outras coisas, que o comércio de drogas realmente movimenta o mundo. E inegavelmente as grandes empresas de mídia são, no mínimo, cúmplices desse negócio sujo e bilionário, irrecuperavelmente de joelhos diante do Império.
    O Tempo não integra, exatamente, o grupo da denominada grande mídia do País, porém segue fielmente sua linha. Á época da censura acima reportada, Arnaldo Jabor compunha a lista de comentaristas do conservador e policialesco jornaleco mineiro.
    Global Research, March 16, 2018
    Versão em inglês :
    Postado: https://www.globalresearch.ca/c-i-a-fomenta-comercio-de-heroina-no-afeganistao/5632440 


    Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/cia-fomenta-comercio-de-heroina-no.html



    A história que nunca acaba: persistem na ideia de destruir a Síria e o Oriente Médio.
    Era uma vez um povo heroico que, entre suas diferentes confissões e grupos étnicos, conformavam a nação mais progressista e tolerante do Oriente Médio.

    Se organizava socialmente sob  república e como todas as nações-estado do mundo, haviam coisas que deveriam ser melhoradas, mas a conexão entre seu povo, o exército e as organizações governamentais e civis era e é admirável. Pensem o que quiserem. A Síria é e tem sido um país  de diferentes, mas com um projeto comum ao qual todos sempre aderiram, exceto alguns irmãos primos radicais dos trens de
    Atocha ou da van de Las Ramblas.

    Alguns meios de comunicação e pseudo-especialistas  chamam de rebeldes aqueles coletivos de reacionários que estão estuprando e decapitando pessoas, por aqueles meridianos. Então, se por acaso "os rebeldes" voltam para casa,(seus países) são colocados em prisões por pertencerem  a uma conexão extremista. Curioso o paradoxo. O que é lamentável é que países, governos e suas máquinas branqueiam (limpam) a imagem desse flagelo sem parar. São rotulados como moderados, combatentes da liberdade, homens de Deus e outros qualificadores. Enquanto isso, lá no terreno, o que os fascistas penduram são pessoas pelo pescoço para cortar seus abdomens e esvaziar suas entranhas tendo o cuidado de registrar o macabro espetáculo pelo seus Iphone7.

    O país de que falo é a República Árabe da Síria, e o povo  cujas entranhas estão sendo esvaziadas, por mais de sete anos, é o povo sírio. Eu digo o povo sírio sem acrescentar mais características, porque ali não foram importadas as peculiaridades dos indivíduo, sejam  elas cristãs, assírias, xiitas, curdas, sunitas ou armênias. Tensões e fricções acontecem  lá, mas a sabedoria desse povo épico e resistente deveria  ser um exemplo de fraternidade para toda a humanidade.
    O povo sírio tem sofrido mais de 7 anos uma brutal agressão e está pagando um preço muito alto, o sangue de suas mulheres, homens e uma geração inteira perdida no meio do caminho. Um povo e uma sociedade despedaçada que por cima da dor segue resistindo estoicamente e com mais determinação e força do que em todos esses anos.

    É lamentável ver como  500.000 mortos e os cerca de 12 milhões de deslocados não são suficientes para acabar com essa selvageria. A guerra, toda vez que parece chegar a um fim próximo, sobe um degrau que move o conflito para mais 5 anos e acrescer mais meio milhão de mortes. Assustador pensar que por trás das belas palavras e ternos com gravatas  ocidentais  seguem camuflando  as ânsias colonialistas  do passado na conquista da Síria e  do resto do planeta. Mudaram o discurso e vocabulário, mas é a mesma escória que cortava os testículos dos argelinos e os colocavam em suas bocas, enquanto estupravam as mulheres e meninas e, em seguida, lhes cortavam os seios. Esse sanguinário  lixo xenófobo é o mesmo criador dos  escravos na Líbia e da destruição da próspera nação  de Muammar Gaddafi,  o único apoio da África negra. As elegantes elites mundiais e seus vassalos são exportadores e defensores das "Revoluções Coloridas", levantes da "Primavera árabe, " e vários "levantes libertários" e insurreições para  os direitos individuais,  para os países que resistem  ou não são suficientemente "amigos"  do ocidente e do Tio Sam. 
    Siria
    Um jovem transformado em escravo com a ajuda dos especialistas e os meios de comunicação (de intoxicação) a serviço da OTAN

    Líbia, Iraque, Ucrânia, Venezuela, Nicarágua, Irã, Síria, Coreia do Norte ou Cuba. Não o vês? Cheira estranho mesmo para os mais desinformados, não acha?
    Algumas semanas atrás, Trump disse que abandonaria a Síria porque não acontecia nada por lá, já que o ISIS fora derrotado. Ato continuo ao tuiter  de  POTUS (Trump), a entidade sionista de Israel,   praticando uma nova ofensiva no território palestino que, como tantas outras  vezes, escapa da condenação internacional, apesar das imagens dolorosas de crianças e jovens assassinados ..., reprovou a dita declaração de Trump, com cinismo inigualável. Não tardou  somar-se  ao "moderno" príncipe saudita, Bin Salman. Um príncipe que percorreu todo o ocidente estendendo uma enorme soma de contratos para o Reino Unido, a França, a Espanha e os Estados Unidos. O Ibex35 (índice de referência da Bolsa espanhola) aplaudiu a visita tanto quanto M. Rajoy (presidente da Espanha)ou o clã Bourbon. A Mídia, os especialistas e  os governos esqueceram  de mencionar os massacres sionistas e  como os sauditas esmagam  milhares de civis sem nada para comer ou beber no Iêmen, sob cerco e vivendo em um campo de concentração, enquanto os  F16 da colisão  e  o ocidente lhes  queimam e amputam seus membros e a própria vida. Tampouco  importa se estão batendo  o recorde de decapitações ou que executam mulheres por feitiçaria. Shhh ... calem-se todos, que a elite mostrará considerações.

    Siria
    Isto é o que está fazendo a coalizão anglo-saudita no Yemen. Crianças bombardeados e desnutridos com a cumplicidade e o silêncio internacional.
    Não se fez esperar  pelo balanço do misógino e estúpido Trump. Enquanto o Exército  Árabe da Síria negociava com as bandas islamo-fascistas para evacuar a área e liberar os últimos bolsões de Ghouta / Douma ... os grupos patrocinados pela Arábia Saudita romperam os acordos e de repente houve um ataque químico "governamental", contra toda a lógica e táticas , com a resposta pronta e esperada de Trump, May e Macron. Meio hilário o circo. Coisas dos netos e netas dos colonialistas que cortavam seios e pênis. A coisa triste dessa  história é que os meios de comunicação se calaram  no momento seguinte ... silenciaram sobre as provas de que não houve o tal ataque ,   inclusive   os depoimentos dos supostos afetados por ataques químicos  reconhecendo que foram  usados por mercenários para culpar o governo. Mais uma vez, o déjàvu químico é repetido. Também  não nos contam que os assassinos sionistas de Israel bombardearam diretamente o Irã e  seus assessores que lutam  na Síria contra o ISIS, buscando uma resposta da nação persa que não chegou. Nem nos dizem que o marido de Theresa May e conselheiro da primeira-ministra, Philip May,  é acionista de uma empresa armamentista  (Lockheed Martin), que há alguns meses atrás adquiriu uma percentagem mais elevada e, surpreendentemente, os mísseis  que Trump chama de "belos, novos e elegantes" eram de sua firma, cada um  no valor de 1 milhão de euros. Sua empresa disparou, alcançando altas cotações nas ações da bolsa de até +8 pontos, após o ataque. Nenhuma menção , nem na mídia conservadora, nem na progressista, que Macron enviou tropas francesas para  ?ajudar? os curdos , invadindo a soberania de um país, passando por cima da aprovação do Parlamento e da  legalidade internacional pelo Arc du Triomphe, nunca melhor dito. Eu não vi no noticiário de hoje nada, nem vi a repulsa de jornalistas e intelectuais e autoproclamados especialistas do Oriente Médio  condenar o  ataque de israel, ontem à noite (30/04).

    Siria
    Pompeu e Netanyahu , a elite sionista decidindo o que fazer com os povos do mundo!

    Um ataque anglo-saxão ou sionista (não mostram a cara, ninguém assume), onde foram relatadas dezenas de mortes, um ataque a uma base militar e no quartel dos bombeiros para que não fossem apagar as chamas ou resgatar vítimas. Esse é o repugnante e repulsivo nível exposto. Além disso, o ataque foi feito após a visita do assassino Pompeo ao seu primo, o sionista Netanyahu, com uma chamada para Trump incluída. Curioso, não é? Surpreendente é também o silêncio russo contra o ataque israelense, que, sem dúvida, procurou assassinar o pessoal iraniano, buscando novamente uma resposta da Guarda Republicana Iraniana. By the way, os mísseis de defesa aérea S-300 que Putin prometeu for free (grátis)) a Síria após o ataque dos mísseis "bonitos e elegantes" de Trump comprados do marido de Theresa May também não chegaram à Síria. Se acham perdidos ou a Duma, infestada de sionistas, parou a entrega a pedido expresso do lobby judeu russo?

    Tampouco a mídia fala das façanhas "democratizantes" dos rebeldes moderados sírios apoiados pela Turquia da OTAN, no cantão de Afrin, onde até agora  estavam livres da guerra e agora são vistos como combatentes da liberdade apoiados pelo Ocidente, nesses mais de 7 anos  semeando o medo e a dor.

    Há também a questão de como as tropas do governo sírio estão liberando o campo de refugiados palestinos de Yarmouk, no sul de Damasco, das garras do ISIS e outros grupos reacionários, mas o Ocidente, especialmente a mídia, omite que nesta luta milhares de combatentes  palestinos estão lutando junto com o exército sírio na libertação da zona dos takfirie. Não podem publicar esse fato, porque  sabem que a população do mundo e especialmente a ocidental sente grande simpatia e empatia pela causa palestina e, por isso,  não querem que o mundo saiba  que a causa palestina apoia  Damasco e a causa síria. Eles não querem mostrar que Palestina e Síria convergem, que um é o outro e vice-versa. 

    Há muitas coisas que são omitidas e não nos dizem em geral, mas essa guerra excede todos os limites. A intoxicação e desinformação é brutal, o Império do capitalismo patriarcal global tenta nos desativar e que qualquer movimento contra a guerra do tipo de alguns anos atrás, fique bem longe. Na verdade, devemos reconhecer que estão conseguindo isso.

    Pense e responda!
    Por que soa estranho os atritos entre as milícias curdas-árabes (FDS) e as milícias aliadas de Damasco a leste do Eufrates? O que fazem as guerrilhas do YPG / YPJ Curdas em campos de gás e petróleo de Al Omar (longíssimo de Rojava), enquanto a Turquia massacra e ameaça suas irmãs e irmãos (curdas) ao norte e destrói  o Confederação  democrática enviando-a de volta a reacionária Idade Média? Por que estão construindo a USAF americana e o CENTCOM , a maior base de operações na Síria com pretexto curdo? Quem retém ou dirige as milícias curdas para que não combatam  com toda a sua força  a Turquia no norte?

    O colonialismo sempre atuou desta forma, da África  à América Latina, passando pelo Oriente , a  estratégia sempre foi dividir e separar. Criar inimigos e inimizades entre os povos de um território, para que perdure a ruína e a destruição  pelos séculos, séculos, amém.

    Eu não ouvi nada sobre a declaração que Netanyahu fará hoje à noite, e você ouviu alguma coisa? Dizem que é uma bomba, uma novidade, pode ter a ver com o Irã. Tem certeza? Irã? Ufff ... que estranho.  O Irã, que  a única coisa que faz é lutar contra os islâmicos- fascistas na Síria, pois sabe que a República Islâmica do Irã é a próxima na lista de ingerências e é a cereja do bolo, desejada pelo Império.
    Esse foi o motivo e a razão pela qual  derrubaram Mossadegh em 1953, colocando o despota do Xá Reza Pahleve (1953-1979). Não  foi bem vista a troca feita no processo revolucionário (1979) que culminou em uma teocracia hostil em relação aos interesses dos EE. UU e Israel e um dos países mais fiéis e amigos dos palestinos, dos sírios ou dos iraquianos na atualidade.

    "Benyamin, o louco corrupto" (Netanyahu) veio com o seguinte script : ouvimos rumores que os iranianos tem armas nucleares em experimentação e sob supervisão norte-coreana ... e mais umas  besteiras baseada nos acordos nucleares para justificar que Trump  rompa o pacto, como se ninguém  soubesse que iria revogá-lo, desde que entrou na Casa Branca ... (agora é quando devemos começar a chorar ou rir  até acabarmos no chão). Lamentável e muito pobre a história e o conto para não dormir. O ruim é que alguns "especialistas" ou "intelectuais" justificarão isso com imagens de satélite tiradas do escritório de George Soros ou do Pentágono e da Mossad .

    Pode soar um pouco alarmista, até mesmo cômico, mas convido você a questionar as notícias e a responder às perguntas que lancei em algum paragrafo acima. Enquanto  isso ocorre, o Exército Árabe da Síria e seus aliados continuam a libertar o país dos mercenários salafistas patrocinados pelo império anglo-saxão  e a OTAN , as democráticas petromonarquias do Golfo, como os  Saud, e o pacífico e tolerante estado parasitário de Israel.
    A poucos dias tivemos o  triste aniversário do bombardeio de Gernika (26/04/37) e não é coincidência que os mesmos cães sigam mordendo, embora mudem  a coleira, desta vez na Síria .
    SÍRIA RESISTE, Não passarão!

    Tradução: somostodospalestinos.blogspot.com

    http://www.revistalacomuna.com/internacional/siria-cuento-de-nunca-acabar/


    Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/siria-historia-sem-fim.html

    Em comunicado, o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Qidra, anunciou que Anas Abu Asser, de 19 anos. residente do bairro de Tal al-Hawa (sul de Gaza), morreu quinta-feira no hospital. Al-Shifa, do enclave costeiro, devido aos ferimentos graves causados por tiros disparados por atiradores israelenses em 27 de abril.
    Funeral de Anas Abu Asser, joven palestino muerto por heridas sufridas en protesta antiisraelí.
    Um adolescente palestino que foi baleado na semana passada por forças israelenses durante os protestos e confrontos contra a ocupação ao longo da fronteira entre a Faixa de Gaza sitiada e os territórios ocupados, morreu de ferimentos infligidos por franco-atiradores israelenses.

    Desde o dia 30 de março, dezenas de milhares de palestinos protestam perto da fronteira entre Gaza e os territórios ocupados por Israel para exigir que o regime de Tel Aviv levante o bloqueio contra o enclave e reconheça o direito dos refugiados palestinos de retornar às suas casas, as suas  terras de origem.

    As mobilizações continuarão até 15 de maio, data em que a Marcha de Retorno coincide com o aniversário da criação do regime de Israel, conhecido como o Dia da Nakba (catástrofe, em árabe).

    Postado:  http://espanol.almayadeen.net/news/Palestino%20Muerto/249681/adolescente-palestino-muere-por-heridas-sufridas-en-marchas/


    Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/adolescente-palestino-morre-de.html

    Por Hasan Felix - 
    comitepalestinasc@gmail.com

     A imagem pode conter: texto
    Há eventos que ao longo da nossa história nos marcaram por seu alto nível de crueldade. No entanto, a violência contra nós mesmos não é uma questão do passado, cada novo evento parece superar o anterior. Como entender que eventos dessa natureza acontecem com tão pouca diferença de épocas?
    As palavras "catástrofe ou desastre", como termos específicos que se referem a situações excepcionais de sofrimento, onde as pessoas são submetidas pelos sistemas coloniais nos leva a uma profunda reflexão. Desta consideração particular, podemos ver que um evento dessa natureza "catastrófica" é sempre realizada por uma ideologia que promove tanto as diferenças religiosas, raciais ou culturais, criando um clima que incentive um futuro de limpeza étnica, sequestro em massa e estados de segregação pelos mecanismos coloniais, tendo como cenários a invasão e a conquista. Este evento traumático é conceitualmente considerado "desastre causado por estruturas invasoras" nos vários lugares do planeta em que ocorreram, independentemente da linguagem falada ou de seus mecanismos de interpretação do mundo.

    Se dividirmos a palavra "desastre", poderemos notar sua origem: des - astre. Em grego, "desastre" feito pelo prefixo un- denotando negação dis- ou reversão de significado, como em: desconforme (não concordo) ou injusto (não é justo) e também pelo substantivo grego Astron (estrela) ou astrum latino. Para os gregos, um "desastre" ocorreu quando a posição das estrelas não era favorável em um determinado momento, por exemplo, na época da colheita ou no nascimento. Como consequência do desafortunado movimento astral, uma má colheita ou um infeliz destino foi previsto para a criança ou vice-versa. O termo desastre chegou a espanhol, francês e português provençal, onde significou "infelicidade" e por sua vez veio do "desastre" italiano com o mesmo significado, mas sua verdadeira origem para as culturas latinas é encontrada na Grécia antiga, onde a crença na influência das estrelas nos eventos da Terra lhe deu significado. No entanto, para muitas culturas, desastre responde a essa lógica na qual os eventos impossíveis são resumidos nessa terminologia profunda. Os fatos podem ser compreendidos através das palavras que designam ou significam, embora as consequências da colonialidade nos ofereçam certa incapacidade de entender em essência o que temos sofrido.

    Em árabe, a palavra para desastre é "Al-Nakba" e tem o significado específico de "desgraça, catástrofe ou calamidade", mas com o artigo "al" no árabe seria "A Calamidade", o desastre ou a catástrofe máxima, o referente. Além disso, em sua raiz etimológica, significa "algo que cai", é por isso que esta palavra deriva de "ombro", que cai acima dos ombros e não pode mais suportar, e isso também significa desviar-se de um caminho. Esse sentido metafórico nos ajuda a entender que Nakba é "um peso que caiu sobre os ombros e não pôde continuar a durar". O desastre para os povos colonizados é uma circunstância histórica envolvidos pelo infortúnio, pela sobrevivência e na luta pela resistência. A expulsão de 80% da população palestina de suas terras através da violência sionista em 1948 (uma invasão oficializada pela ONU) foi possível devido a um plano político militar baseado em massacres e destruição em massa de cidades, aldeias e bairros. Esse plano ficou conhecido como "Plano Dalet", que, segundo historiadores como Walud Khaludi e Illan Papé, buscou a expulsão dos palestinos para a construção do Estado de Israel.

    Estas operações de demolição de aldeias em toda a Palestina histórica e a expulsão violenta de seus habitantes, assim como assassinatos, foram conduzidas pelas Brigadas terroristas de Yitzhak Rabin, que mais tarde tornou-se primeiro-ministro e, na arena internacional, foi condecorado com o Prêmio Nobel da Paz. O reconhecimento de personagens violentas por autoridades e governos coloniais tem sido uma prática através da qual os poderes legitimam massacres e saques.
    São 70 anos desde o início oficial da Nakba (pois esta catástrofe precede 1948) e as políticas de assentamentos ilegais israelenses, demolições de casas e a expulsão dos palestinos de suas legítimas terras, inclusive com mudanças toponímicas e geografias continuam. Como Moshe Dayan (Ministro da Defesa de Israel em 1967) reconheceu: "não há vila, cidade ou cidade em Israel que hoje não tenha um nome hebraico, que anteriormente não possuía um nome árabe (...) devemos reconhecer que nosso país foi construído sobre os árabes ".
    A Causa palestina é a nossa causa, pois nos leva a refletir sobre a invasão no continente americano, que sofreu os brutais saques das potências opressoras. Anos atrás fomos despojados de nossas terras, dos nossos direitos e riqueza, a tal ponto que hoje dizem que temos ?dívidas? aos nossos saqueadores. O Sionismo, que hoje tenta remover o direito dos palestinos, é a versão mais assustadora e moderna destes colonizadores que um dia chegaram em barcos de madeira em nossos territórios.


    Em cada espaço que temos disponível, devemos denunciar a Nakba, uma vez que a maioria dos meios de comunicação são dominados pelos ideólogos do sionismo, a partir do qual conseguem criar estados de opiniões em pessoas desinformadas. Valendo-se disso, logram, há anos, influenciar incontáveis agrupações religiosas cujos representantes ou alguns dos seus proeminentes partidários a ocupar cargos políticos importantes em suas nações. Não é de se admirar, por isso, o silêncio de todos frente aos ataques assassinos de Israel, como ocorreu em Gaza ou justificar a profanação da Mesquita de Al Aqsa, pois, para eles, a interpretação destas ações é apenas cumprimento de profecias bíblicas.
    Desmond Tutu disse: "Na África do Sul, não foi possível avançar sem ouvir as dolorosas histórias das vítimas do apartheid na Comissão da Verdade e Reconciliação". Em 2002, Tutu afirmou que Israel praticava o apartheid com suas políticas para os palestinos. Ele ficou "muito angustiado" durante sua visita à Terra Santa, e acrescentou: "Isso me lembra muito da situação que nós, negros, experimentamos na África do Sul".



    Reconhecer o sofrimento da Nakba nos ajudará a abordar o problema dos refugiados palestinos, desta forma, incentivar projetos de coleta de testemunhos orais devem ser parte da solução na Palestina histórica. A memória é também um ato de esperança e libertação. Edward Said afirmou em uma ocasião que escrever com mais sinceridade o que aconteceu em 1948 não é apenas praticar historiografia profissionalmente; é um ato profundamente moral de redenção e luta por justiça e por um mundo melhor. Lembrar, quando é um ato de luto e de denúncia, abre novas possibilidades para os direitos das vítimas da Nakba. Ampliar a solidariedade internacional e proporcionar novos espaços é o dever de quem luta contra esta Catástrofe.


    Viva a Palestina Livre!




    Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/05/nossa-resistencia-frente-nakba.html



    Miles de palestinos participan en la quinta Gran Marcha del Retorno en la frontera de la Franja de Gaza, 27 de abril de 2018.


    Mais dois palestinos foram assassinados e outros 170 feridos nesta sexta-feira (27/04) por tiros de soldados israelenses na fronteira entre a sitiada Faixa de Gaza  e os territórios ocupados, na repressão da quinta semana consecutiva dos protestos da Grande Marcha do Retorno

    O Ministério da Saúde da Palestina até agora confirmou a morte dos dois palestinos pelas mãos das forças de guerra de Israel, acrescentando que entre os palestinos feridos no enclave costeiro há quatro médicos e seis jornalistas, dois deles em estado crítico.

    Desde o início das marchas, em 30 de março, 40 palestinos foram mortos e outros 5511 foram feridos pelas forças de guerra israelenses, de acordo com o último relatório publicado pelo Ministério da Saúde da Palestina.

    Os crimes israelenses e  o uso de munição real para dispersar os protestos provocaram críticas e condenações em todo o mundo. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Zeid Raad al-Husein, alertou o regime de Tel Aviv na sexta-feira sobre o uso excessivo da força na repressão às manifestações palestinas.

    O movimento de protesto atual, chamado  de a "Grande Marcha de Retorno", prevê seis semanas de manifestações perto da fronteira para reivindicar o direito de retorno de mais de 5 milhões de palestinos expulsos de suas terras pelos israelenses  ou que  fugiram da guerra que seguiu-se a criação do regime de Tel Aviv em 14 de maio de 1948.

    https://www.hispantv.com/noticias/palestina/375416/protesta-franja-gaza-heridos-muertos-israel-marcha-retorno


    Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/04/hoje-o-exercito-iraelita-mata-mais-dois.html

    O Comitê de solidariedade à luta do povo palestinos do RJ marcou presença na Cinelândia ontem denunciando as atrocidades cometidas pelo Estado judeu contra os palestinos, em particular a juventude e as crianças,  nos últimos setenta anos de ocupação sionista da Palestina. Setenta anos de terror, morte e muita impunidade! Saudamos a resistência e valentia inabalável do povo palestino que desde o dia 30 de março , as sextas feiras, vai para as ruas se manifestar pelo Direito de Retorno enfrentando as metralhadoras assassinas do Exercito sionista de Israel, que já assassinaram 40 jovens manifestantes, sendo uma criança. Denunciamos a expansão do Nakba(tragédia) para todos os povos do Mundo Árabe, como acontece na  Síria , no Yemen, no Iraque, no Afeganistão e na Líbia , países que foram ou ainda estão sendo bombardeados pelos EUA, Israel e Arábia Saudita como parte da estratégia geopolítica que visa a fragmentação desses estados  para o total domínio de suas riquezas minerais, de gás e petróleo. Nesse sentido , a presença da entidade sionista(Israel) é fundamental para alimentar os exércitos mercenários da Al Qaeda, o DAESH ou ISIS ,entre outros, de armas, bombas e logísticas contra os povos árabes e seus Estados.




    Novos testemunhos desmentem o alegado ataque químico na cidade síria de Duma.

    Enquanto muitos países ocidentais não hesitaram em culpar Damasco pelo suposto ataque químico perpetrado na cidade síria de Duma (Guta Oriental), mais e mais relatórios estão surgindo que negam que isso realmente aconteceu.
         "Nem um paciente com sintomas de envenenamento por substâncias químicas"

    Desta vez, foi o Ministério da Defesa da Rússia que conseguiu encontrar dois participantes diretos do vídeo sobre as "consequências" do suposto ataque e conversar com eles, conforme revelado pelo porta-voz deste ministério, Major-General Igor Konashénkov. Estes são dois médicos que trabalham na sala de emergência do hospital da cidade.
    "Um dos prédios da cidade foi bombardeado e no primeiro andar houve um incêndio " , recorda Jalil Azhizh. "Nos trouxeram todos os afetados naquele edifício, os habitantes dos andares superiores apresentavam sintomas de axfixia por fumaça do incendio", detalha o médico.
    "Enquanto eles estavam sendo tratados, uma pessoa que eu não conhecia veio e disse que era um ataque com substâncias tóxicas", diz o médico. " Eles estavam nos filmando e alguém veio e começou a gritar que era um envenenamento químico ", diz outra testemunha dos fatos. "Essa pessoa, um estranho, disse que as pessoas eram vítimas de armas químicas", acrescenta o homem.
    " As pessoas se assustaram , houve uma briga, parentes dos feridos começaram a derramar água em cima dos outros. Outras pessoas que não tinham formação médica começaram a pulverizar na boca das crianças  medicamentos contra a asma , " diz Azhizh, afirmando que eles não viram "nem um paciente com sintomas de envenenamento por substancias químicas" .
    No final da entrevista, as testemunhas apontaram a si mesmas no vídeo publicado na mídia sobre as ?conseqüências? do suposto ataque químico.
    "Quero enfatizar que essas mensagens não são impessoais nas redes sociais ou declarações de ativistas anônimos", disse o major-general Konashenkov ao apresentar a entrevista em uma entrevista coletiva. "Eu gostaria de ressaltar novamente que são pessoas que participaram diretamente desses pseudovideos", reiterou o porta-voz.

    https://actualidad.rt.com/actualidad/268341-medico-duma-paciente-sintomas-sustancias-quimicas



    Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/04/medicos-do-hospital-de-dumasiria-nem-um.html