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1/9/2018, Ghassan e Intibah Kadi, para The Saker Blog
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



Batalha de Idlib? Ou Batalha por Idlib? E batalha de quem? E quem combate quem? E onde?

A única coisa clara sobre essa batalha dita iminente é o fato de que Idlib foi "usada" como ralo e local para onde correram todos os terroristas anti-Síria e antigoverno sírio. Esse status quo que não pode durar.

Sempre desde a batalha de Al-Qusayr e o colapso das forças terroristas, mais terroristas foram despachados para Idlib, à espera de um acordo político. Esse influxo continuou sem interrupção e até incluiu "acordos" entre o Hezbollah e os terroristas, quando a região das [montanhas] Qalamoun foi saneada. Esses "acordos" envolveram terroristas ativos em solo libanês.

A lista dos terroristas que acabaram em Idlib inclui os que foram expulsos de Zabadani, Ghouta, Palmira, Aleppo, para citar alguns. Não chega a surpreender portanto o motivo pelo qual há quem estime em mais de 50 mil o número de terroristas atualmente lá. Há até quem fale em 100 mil. É possível que seja exagero, mas é muito difícil fazer estimativa acurada.

Há cerca de cinco anos, teria sido plausível pensar que a batalha final seria travada por Aleppo, não Idlib. Mas, dado que todos os tipos de terroristas foram mandados para Idlib não para Aleppo, foi como um prelúdio do que está agora acontecendo.

Assim sendo, a pergunta agora é: espera-se solução política, solução militar ou ambas? E os combatentes que foram convencidos pelos respectivos negociadores a ir para Idlib terão assegurada para eles alguma resolução política, com morrerão como "mártires" na sua busca jihadista?

Na realidade, a solução é muito mais intrigante do que se percebe à primeira vista. Por um lado, a Turquia alegou que retirava todo e qualquer apoio ao ISIS e, embora a narrativa turca oficial fale de negar apoio a qualquer outra organização terrorista que opere na Síria, a Turquia cuida de não expor muito claramente sua posição quanto à Frente al-Nusra.

Por um lado, a Turquia promete apoio tácito à al-Nusra mas, ao mesmo tempo, o Exército Sírio Livre (ing. FSA), que não passa de exército turco de-facto operando dentro da Síria, fez várias declarações ao longo do ano passado indicando que combateria para expulsar a Frente al-Nusra em Idlib. Faltou pouco para que os turcos anunciassem que o FSA estaria apoiando o Exército Árabe Sírio em seus esforços para reconquistar Idlib.

E se os terroristas com base em Idlib estão recebendo suprimentos, são suprimentos que só podem estar vindo via Turquia; afinal de contar, só há uma rota acessível para contato com o resto do mundo. Assim sendo, de que lado Erdogan está?

Mas contradições dessa natureza cercam Erdogan, pode-se dizer, de todos os lados. Afinal, é o membro da OTAN que está trocando sanções com os EUA, comprando armamento russo, e desesperado para se integrar à União Europeia, por mais que diga que vê os membros da UE como Cruzados odiadores de muçulmanos; recentemente Erdogan é manifestou interesse em unir-se aos BRICS.

Mas o objetivo dos EUA é ferir a Síria, mesmo sem qualquer justificativa. Ao que tudo indica, os norte-americanos estão trabalhando numalista de alvos potenciais. Historicamente, quando os EUA não encontram motivo para atacar algum país, rapidamente criam um e convencem a mídia mundial e, via a mídia, o povo de todo o ocidente do planeta de que, sim, há/haveria razão genuína e plenamente justificada. As supostas Armas de Destruição em Massa do Iraque são talvez o exemplo mais eloquente. E embora a Rússia tenha apresentado provas à ONU de que os terroristas estão [hoje] planejando um ataque químico , ninguém conta com que os russos sejam ouvidos.

A situação torna-se ainda mais complexa se se levam em conta as relações do Estado Profundo dos EUA com a Rússia e, também, as relações de Trump com Putin/Rússia. No triângulo Estado Profundo dos EUA / Trump / Rússia-Putin, Trump é talvez a carne do sanduíche e qualquer novo ataque será provavelmente semelhante ao de abril passado, vale dizer, suficiente para satisfazer os neoconservadores, sem arriscar escalar o conflito nem com a Rússia nem com a Síria.

Sempre disse que os EUA não podem atacar a Síria com ferocidade igual à que usam contra outras nações. Qualquer ataque em grande escala contra a Síria põe Israel no alvo para ataques de retaliação tanto da Síria como do Hezbollah. Não se deve esquecer que, uma vez que os EUA dão maior atenção à segurança de Israel que à dos norte-americanos, sempre será altamente improvável que os EUA deliberadamente empreendam ação militar que ponha o pescoço de Israel sobre o cepo. Além disso, nesse momento extremamente sensível dos eventos, qualquer grande escalada pode justificar maior papel para o Irã. É pouco provável que Trump assuma esse risco, ainda que, por não o fazer, venha a desagradar ainda mais aos neoconservadores do Estado Profundo. Nesse sentido, a morte de John McCain é uma bênção que caiu sobre Trump, nesse momento crítico.

Escalada maior contra a Síria pode também pôr em perigo as embarcações da Marinha dos EUA no Mediterrâneo. EUA não sabem o que as defesas sírias guardam na manga, nem que equipamento de defesa nível estado-da-arte pode ter sido entregue aos sírios, pelos russos. Vimos recentemente que as defesas terra-ar sírias mostraram-se muito satisfatórias. E se os sistemas terra-mar de defesa foram também super modernizados?

A movimentação anterior da OTAN, que levou ao ataque de abril de 2018 foi acompanhada por pedidos, feitos pelos russos, para que EUA não escalassem. A retórica dos russos atualmente, contudo, vem acompanhada de movimentação equivalente e recíproca de suas próprias naves e submarinos de guerra. Pode ser preparação para confronto que os russos sabem que seja inevitável. Ou não passará de show de força?

Circula muita especulação, e todos os cenários estão sobre a mesa, mas a evolução menos provável é confronto direto entre EUA e Rússia; pouco provável, mas confronto limitado é possível, desta vez, especialmente se os ataques puderem ser atribuídos a erros e/ou apresentados como ações de outros. Afinal de contas, com a influência que tiveram sobre o mundo já em processo de diluição, com o poder econômico que tiveram já em colapso, e com a superioridade militar já desafiada pelo armamento super moderno com que os russos já contam, dos quais os EUA não poderão competir ainda por décadas, os EUA estão cada dia mais pressionados para mostrar ao mundo ? e aos próprios cidadãos, claro ? que ainda estariam no comando. Por essas razões, sim, é possível que os EUA avancem mais um passo [em relação aos ataques de abril de 2018].

Para que ultrapassem a linha vermelha traçada pela Rússia, não é necessário que os EUA acertem alvos russos per se. Porque apostam, de fato, na sabedoria dos russos e na certeza de que os russos só usarão força bélica se e quando for inevitável e, ainda nesse caso, que a usarão com ponderação, é possível sim que os EUA assumam risco maior e lancem ataque relativamente maior contra a Síria; incluindo ataques a locações chaves e sensíveis.

Mas quem pode garantir que a Rússia sequer tente administrar a resposta síria e ? digamos, para argumentar ? em retaliação, afundar navio dos EUA, o que acontecerá? Os EUA avançarão em ataque de maior escala ou recuarão?

Na realidade, desde o final da 2ª Guerra Mundial, e embora os EUA tenham vivido em perene estado de guerra contra um ou outro país, os EUA não se engajaram em guerra alguma contra adversário de dimensões e poder sequer próximos dos seus. Basta listar as guerras em que os EUA envolveram-se: Coreia, Vietnã, Afeganistão e Iraque, nunca passaram de violência, provocação e bullying. Mesmo assim os EUA foram derrotados no Vietnã, em guerra contra o Exército do Vietnã que absolutamente não tinha nem a tecnologia nem o poder de fogo dos norte-americanos.

Porém, embora a ordem geoestratégica do mundo esteja em reformatação, com novas potências que vão emergindo e as velhas potências em degradação continuada, mesmo assim os EUA continuam a procurar guerras. Assim, mais dia menos dia, acabarão por se verem diante de inimigo realmente capaz de derrotá-los. A menos que a Rússia venha a se envolver diretamente com os EUA na Síria, nenhum inimigo de dimensões consideráveis se apresentará na batalha cuja encenação começa agora, em torno de Idlib. Mas dado que atualmente ninguém precisa ser superpotência para ter armamento efetivo, e porque, mais uma vez, ainda não se vê com clareza quais são as capacidades de defesa da Síria, é possível que essas capacidades produzam alguma surpresas. Em 2006, até o Hezbollah teve meios para destruir, no mar, uma fragata israelense.

Algumas vozes ditas "preocupadas" andaram batendo o bumbo do pânico, insinuando que os EUA converteriam a Síria em ruínas e poeira. Com o baixo ventre macio dos EUA (quer dizer, Israel) logo ali, virando a esquina, com dezenas de milhares de foguetes posicionados para lançamento se a linha vermelha for ultrapassada na Síria, com a modernização das defesas sírias, com o Irã ali presente e, por último, mas não menos importante, com a presença dos russos, o cenário de os EUA 'reduzirem a Síria a pó' só parece verossímil em roteiro de filme de Hollywood. As tais vozes "preocupadas" que regurgitam a retórica belicista, sem parar, ao longo dos últimos cinco anos não se "preocupam" com a Síria. No máximo, tentam repor os EUA numa posição superior, que perderam no dia em que a Rússia chegou à Síria, há cerca de três anos, dia 28 de setembro de 2015, para ser exato.

Mas os eventos de 28/9/2015 não foram coisa repentina e impossível de prever. Foram resultado de uma virada gradual em tecnologia, economia e de mudança no poder, com enfraquecimento do controle que o ocidente tinha sobre o mundo, e correspondente fortalecimento de grandes potências eurasianas. A política de faça-o-que-estou-mandando dos EUA já não é viável. O máximo que os EUA podem fazer é impor sanções e tarifas contra países que não 'obedeçam'.

Bem feitas as contas, os EUA não têm o que fazer, nem motivo para estar em Idlib. Se os EUA realmente se interessassem, como dizem, pelo fim do terrorismo, não estariam postados como obstáculo à movimentação do Exército Árabe Sírio em Idlib ? que é hoje a fossa para onde convergem terroristas de todo o mundo. Mais que isso, o pretexto-clichê de ataque com armas químicas não é nem jamais será justificativa para aprofundar o conflito no Mediterrâneo. E caso aconteça esse ataque com armas químicas, será como o anterior: ataque falso, golpe sob bandeira falsa, orquestrado pelos próprios terroristas, com conhecimento e apoio dos norte-americanos.

Com atacar a Síria agora, os EUA só estarão prolongando a guerra e o sofrimento do povo sírio, além de ajudarem os terroristas que dizem querer erradicar.

Qualquer escalada que ultrapasse os esforços para sanear a própria Idlib trará desastre de consequências duradouras. Afinal, em termos de realidade militar pragmática, o novo míssil hipersônico russo Kinzhal potencialmente converte em patas chocas todas as naves dos EUA em todo o Mediterrâneo. Escalada desse tipo é muito improvável, e não é coisa que alguém deva desejar, porque pode levar ao holocausto nuclear. Mas exatamente como nos dias da Guerra Fria, quando o espectro de uma carnificina resultante de confronto entre EUA e russos serviu como fator que impediu que acontecesse a 3ª Guerra Mundial, deve-se esperar que volte a servir ao mesmo fim também agora.

Qualquer análise racional do que está acontecendo agora no Mediterrâneo indica claramente que, além de os EUA estarem sob pressão maior para atacar do que estavam em abril passado, os riscos de haver uma grande escalada tampouco são menores; de fato, são até maiores. A verdadeira diferença, se há, afinal, alguma diferença, é que o lado sírio-russo está hoje mais bem preparado ? para o caso de os EUA abraçarem riscos irresponsáveis e temerários.

O resultado mais provável do surto de autoafirmação pelo qual os EUA passam é, portanto, que os EUA cometam outro raid cenográfico contra a Síria, em tudo similar ao ataque de abril de 2018. Ao mesmo tempo, o Exército Árabe Sírio, sem se deixar enganar pela cenografia, avançará sobre Idlib ? último valhacouto de terroristas a oeste do Eufrates. E a batalha será gigante.*******
 
http://blogdoalok.blogspot.com/2018/09/batalha-de-idlib-ou-batalha-por-idlib.html
 


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/09/batalha-de-idlib-ou-batalha-por-idlib.html

A IDF (Forças de Defesa de Israel) confirmou que forneceu armas a "rebeldes islâmicos"  (leia-se mercenários) nas Colinas de Golã, na Síria, informou o Jerusalem Post. No entanto, o artigo foi removido sem explicação após ser publicado.
O relatório, 'IDF confirma: Israel forneceu armas leves para os rebeldes sírios', alegou que as forças armadas israelenses reconheceram pela primeira vez que havia fornecido dinheiro, armas e munições para os militantes que operam contra a Síria perto da fronteira com Israel.
As FDI admitiram dar armas aos islamitas na Síria?  Notícias explosivas de Israel desaparecem
O artigo foi removido logo após ser publicado, mas uma versão do artigo ainda pode ser lida usando o cache do Google. O IDF disse à RT que não comentaria a história, e o Jerusalem Post não respondeu quando  perguntado por que o artigo foi retirado.



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The Israeli army has officially admitted that it provided large amounts of cash, weapons, and ammunition to extremist Syrian rebels.

This inconvenient fact will of course be ignored by the regime-change shills who absurdly claim to be "pro-Palestinian."http://archive.fo/PFSjV 
A ajuda letal, aparentemente, era parte da "Operação Bom Vizinho", que  era anunciada como um programa de ajuda humanitária. Lançada em 2016 pelo Exército de Israel, a operação supostamente forneceu grandes quantidades de alimentos, roupas, combustível e suprimentos médicos para aqueles que vivem no Golã sírio. A operação foi encerrada em julho, após o exército sírio retomar a área.
 

No entanto, há muito se suspeita que Israel também fornecia armas aos grupos mercenários/terroristas que operam na região fronteiriça disputada, na esperança de criar uma "zona tampão" contra o Hezbollah e as forças iranianas que operam no sul da Síria. Damasco afirmou anteriormente que as armas capturadas desses grupos  no Golan tinham inscrições em hebraico.
O Wall Street Journal informou no ano passado que Israel estava "fornecendo regularmente" dinheiro aos rebeldes sírios para "ajudar a pagar salários e comprar munição e armas". O exército israelense recusou-se a confirmar as alegações do relatório, observando apenas que Israel estava comprometido em fornecer ajuda humanitária e ajuda aos sírios que vivem na área. ?
Um dos pelo menos sete grupos que  receberam as armas de Israel, Fursan al-Joulan, ou "O cavaleiro de Golan",  participaram da operação liderada por Israel para evacuar da Síria centenas de membros do polêmico grupo Capacetes Brancos. Acredita-se que o grupo tenha recebido mais de US $ 5.000 por mês de Israel.
O relatório excluído vem na esteira de outra divulgação importante: na segunda-feira, as IDF anunciaram que Israel realizou mais de 200 ataques na Síria no último ano e meio.
Os militares israelenses geralmente se recusam a comentar sobre ataques com mísseis atribuídos a Israel, embora Tel Aviv  acha que  tem o direito de atacar o Hezbollah e alvos militares iranianos dentro da Síria. Damasco afirmou repetidamente que Israel usa o Hezbollah como um pretexto para atacar as formações e instalações militares sírias, acusando Tel Aviv de "apoiar diretamente o ISIS e outras organizações terroristas".
Postado : https://www.rt.com/news/437677-israel-weapons-jerusalem-post-idf/  


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/09/as-fdi-admitiram-dar-armas-aos.html

Valente soldado israelita neutraliza um perigoso terrorista palestino
Por Sylvie Moreira, Paris
Israel, um Estado sem fronteiras registradas e que acaba de instaurar o apartheid racista e religioso por lei, é servido por um exército transnacional aberto a todas as pessoas que digam ter um pai ou avô judeu.
Mais de quatro mil cidadãos franceses ? 4185, segundo uma declaração militar oficial ? integram o exército de Israel. Não se trata apenas de indivíduos com dupla nacionalidade franco-israelita habitando em Israel, mas também de cidadãos franceses que desejam participar nas operações de uma força de agressão conhecida pela sua crueldade na Palestina e em nações vizinhas. Para tal, basta-lhes comprovar que têm um progenitor ou um avô judeu; ainda assim, como o rigor da avaliação das provas submetidas nem sempre é fiável ? depende do rabino ? verifica-se que o exército de Israel pode até aceitar simples mercenários que optem por este braço terrorista transnacional.
O contingente francês não é o mais numeroso do exército que teve o seu núcleo original em organizações terroristas sionistas que nem sempre se distanciaram do nazismo hitleriano dos campos de concentração do Terceiro Reich. Os oriundos dos Estados Unidos da América formam o corpo mais avultado do exército multinacional que serve o fundamentalismo judeu.

Israel tem, deste modo, várias particularidades que não são partilhadas por mais nenhum país do mundo: 

  • não tem fronteiras registradas na ONU; 

  • declara-se, por lei, como o Estado dos judeus de todo o mundo e que rejeita descendentes de comunidades que vivem há milênios na Palestina;

  • e tem a servi-lo o único exército do mundo formado segundo critérios transnacionais étnico-religiosos. 

Constituído muito antes da lei racista aprovada recentemente, o Tsahal (Exército de Israel) é o braço de guerra do sistema de apartheid desde sempre latente nas mentes sionistas ? até ser declarado agora como regime oficial da ?nação judia?.

Meios de comunicação social franceses, designadamente o Libération, o Nouvel Observateur e L?Humanité, revelaram que o recrutamento de cidadãos franceses para o Exército de Israel é feito através das sinagogas do país e de vídeos publicitários difundidos com o patrocínio da Embaixada israelita. Sem que as autoridades nacionais reajam a esta intrusão na soberania e na segurança francesas.
No auge da crise gerada pelos atentados terroristas em França, atribuídos a ?terroristas fundamentalistas islâmicos? sem que tal asserção tenha sido totalmente comprovada, foram tecidas muitas críticas e considerações sobre os cidadãos franceses que se alistam em grupos islamitas para combater na Síria e outros países muçulmanos.
Na generalidade das considerações e debates foi sistematicamente omitido o paralelismo entre esta filiação em legião mercenária e a que leva cidadãos igualmente franceses a integrarem um corpo transnacional conhecido pelas suas práticas terroristas, pelas violações ostensivas da legalidade internacional e de numerosas resoluções da ONU. Em relação às quais, aliás, a própria ONU raramente reage ? e apenas verbalmente.
Sendo esta mais uma das singularidades que caracteriza a existência do Estado de Israel, cingida pelo fundamentalismo hebraico.
https://www.oladooculto.com/noticias.php?id=5


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/08/exercito-de-israel-aberto-mercenarios.html

Pacaraima (RR): Terra de quem? - 22Ago2018 17:26:00
A VERDADE DOS FATOS EM PACARAIMA 
"Uma cidade comandada pela política da violência, pistolagem e xenofobia, há tantos anos, era cenário perfeito ao conflito" / Jadson Thomas/Pexels

Num Estado de Golpe, nada é o que parece. Nada do que a TV diz é verdade. Autoridades? Nenhuma. Só trambiqueiros ou porta-vozes do trambique.
Pacaraima foi emancipada em 1995. O Município, fronteiriço com a Venezuela, conta com aproximadamente 12 mil habitantes e é uma invasão de comerciantes, dentro de uma reserva indígena, a Reserva de São Marcos. A sede da Prefeitura é um galpão de distribuição de produtos. O único atrativo da cidade é o comércio na sua principal avenida ? a Rua do Comércio.
A energia elétrica de Pacaraima vem da Venezuela. O único posto de abastecimento de combustíveis, vem da Venezuela. Os moradores da cidade de Pacaraima dependem da Venezuela para aquecer o comércio do município e para consumo de energia. Sem gasolina, o comércio e o trânsito de Pacaraima param. Sem compradores venezuelanos, o comércio de Pacaraima para.
Para os serviços de transporte entre as duas fronteiras, Pacaraima conta com mais de 90 taxistas que, diariamente, cruzam livres a fronteira entre os dois países. Brasileiros não-índios e venezuelanos são parceiros há décadas e esta parceria sustenta Pacaraima.
O ódio surgiu agora?
A política local é comandada por latifundiários, invasores de terras indígenas. Difícil achar um prefeito que não tenha uma ficha criminal extensa, currículo obrigatório para alcançarem as cadeiras do Congresso Nacional, por Roraima.
Conflitos entre estes invasores e índios são constantes e o extermínio indígena, na região de Pacaraima, é situação alarmante, há alguns anos. O lobby pela extinção da reserva de São Marcos move a política local.
Uma cidade comandada pela política da violência, pistolagem e xenofobia, há tantos anos, era cenário perfeito ao conflito deste final de semana.
O vigilante Wandenberg Ribeiro Costa, orgulhoso organizador do ato fascista de Pacaraima, consta da folha de pagamentos da Prefeitura. O prefeito, Juliano Torquato, que em outubro de 2017 atropelou 2 crianças venezuelanas, coincidentemente estava fora da cidade, durante a vergonhosa atuação do seu empregado.
Em julho deste ano, outro ?protesto? foi organizado contra os venezuelanos, formando uma comissão que, em reunião com o Ministro da Justiça, pediu reforço ao governo ilegítimo e mais dinheiro pro Município. Os líderes desta comissão foram 3 secretários municipais, 2 vereadores, 1 representante do Comércio e 3 moradores.
As lideranças que provocaram este ataque violento contra os venezuelanos já comandaram um ataque à sede da Funai, já formaram bandos de pistoleiros para ataque contra os índios e fazem enorme lobby no Congresso Nacional para a extinção da Reserva Indígena de São Marcos, com a intenção de remarcar o Município, invadindo mais terras indígenas, e desmatar a região, para ampliação do cultivo de arroz.
Estes mesmos latifundiários que apoiam o golpe, agora se organizam para provocar, com a barbárie deste último final de semana, um desgaste e uma provocação à Venezuela, dias depois que o Secretário de Defesa dos EUA, o ?Cachorro Louco?, discute com o Ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, ?soluções? para a imigração venezuelana, no Brasil.
Não é de se estranhar que o exército não tenha interferido no arrastão fascista de Pacaraima.
É importante entender o contexto histórico da região, seus conflitos e sobre que bases são fundados. Importante rever o cronograma de acontecimentos para analisar o que de fato acontece quando uma mobilização daquela esfera, nada espontânea, surge. Não surge assim, do nada. Não é feita apenas para provocar em nós a vergonha, apesar de alcançar, rapidamente, esse objetivo. Mas tem sempre uma característica ? fazer passar por ?popular? o que é criminosamente político.
O ataque de Pacaraima foi organizado por políticos locais, latifundiários genocidas por natureza, mancomunados com esferas do governo ilegítimo e golpista, a mando dos EUA. Cantaram o hino brasileiro porque ainda não aprenderam o hino norte-americano.
 Postado: https://www.brasildefato.com.br/2018/08/20/analise-or-pacaraima-terra-de-quem/


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/08/pacaraima-rr-terra-de-quem.html

 Estudante é agredido por defensor de Israel na Universidade Federal do Amazonas
O propagandista de Israel e ex-integrante de suas forças armadas André Lajst, que tem defendido as políticas israelenses na Palestina ocupada em palestras no território brasileiro, se irritou nesta terça-feira (21/08) com universitários amazonenses que se manifestaram em favor dos palestinos durante a sua apresentação, ao ponto de agredir um deles.
Lajst, que se apresenta como ?especialista? e se autodenomina ?renomado estudioso do conflito Israel xPalestina?, passou a gritar contra estudantes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde se dava sua palestra, porque estes portavam cartaz com a bandeira da Palestina e a inscrição ?Não é Guerra, trata-se de genocídio. Palestina Livre?. A arte, que circula o mundo até hoje, faz alusão aos ataques de Israel à Faixa de Gaza, em 2014, quando mais de 2 mil palestinos foram mortos, a maioria mulheres e crianças, e dezenas de milhares de feridos e mutilados.
?O estudante de História da UFAMChristoffer Rocha, 20, era um dos poucos presentes no auditório. Integrante do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino do Amazonas, Christoffer Rocha ergueu o cartaz e acusou o palestrante de fazer a defesa dos crimes de Israel. Irritado, Lajst se alterou e, falando ao microfone aos gritos, afirmou que na Palestina não há genocídio.
?Em determinado momento, diante da distração de Christoffer Rocha, quando apresentava à reduzida plateia um manifesto do Comitê pró-palestino, ex-militar israelense tomou, com violência, o cartaz de suas mãos e o amassou. Além disso, mandou, aos gritos, que ele e os demais estudantes pró-palestinos saíssem do local. ?Somos estudantes da Ufam, que é uma instituição democrática. Estávamos assistindo a palestra, quando não concordamos com a defesa que ele (André Lajst) fazia da ocupação israelense, até mesmo por conhecermos o genocídio que Israel pratica na Palestina. Levantamos os cartazes e ele se alterou. Em um momento de distração, ele arrancou o cartaz da minha mão e foi agressivo. Aos gritos, ele mandou que eu e os demais manifestantes saíssemos do local?, relatou Christoffer Rocha.
Para a ONU, há genocídio
A julgar pela Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio da ONU, há, por parte de Israel, prática genocida. É que, de acordo com a definição oficial da Convençãofirmada em 11 de dezembro de 1949, pouco após o término da 2ª Guerra Mundial e menos de um ano da conclusão, por Israel, da limpeza étnica da Palestina, genocídio é o extermínio deliberado e sistemático, seja ele parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso. É também crime de genocídio o ?assassinato de membros do grupo (étnico, racial ou religioso)?; ?atentado grave à integridade física e mental de membros do grupo?; ?submissão deliberada do grupo a condições de existência que acarretarão a sua destruição física, total ou parcial?; ?medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo?; e ?transferência forçada das crianças do grupo para outro grupo?.  Ou seja, exatamente o que Israel faz na Palestina.
Em 70 anos de ocupação, crimes monumentais ocorreram em terras palestinas, vitimando exclusivamente o povo originário desta terra. Os números desses crimes são assustadores: ao menos 774 cidades e povoados palestinos foram ocupados, dos quais 531 totalmente destruídos; 70 massacres foram cometidos, com mais de 15 mil mortos, incontáveis feridos e mutilados e dois terços da população nativa palestina, expulsa pelos estrangeiros recém-chegados.
Foram tomados, pela força, pelo terror, pelas matanças e pela expulsão 78% do território da Palestina histórica e, desta parcela de território, dos seus 900 mil habitantes, perto de 800 mil foram mortos ou expulsos, quase 90%. Isso jamais foi presenciado ou documentado na história humana. É esta a razão de se denominar estes eventos como NAKBA, como CATÁSTROFE. A esta população foi negado o direito ao retorno. Tudo lhes foi tomado e é destes quase 1 milhão de desterrados que derivam os atuais 5,8 milhões de refugiados palestinos, a maior população refugiada do mundo.
Quem é André Lajst?
?Ex-militar das forças armadas de Israel, principal elemento na manutenção da ocupação da Palestina, André Lajsttem percorrido o Brasil para defender as políticas israelenses, com ênfase na crítica ao movimento mundial que pede Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) ao regime israelense, nos moldes do mesmo movimento global que levou ao fim do regime segregacionista de Apartheid na África do Sul. Embora busque se apresentar como moderado e defensor da paz entre palestinos e israelenses, é fácil vê-lo, tanto em suas palestras como nas redes sociais, criticar violentamente os movimentos palestinos, sua resistência à ocupação, bem como aos ativistas pró-Palestina, que acusa de serem da ?esquerda radical?, chegando a acusa-los de ?fascistas?.

?Não bastasse, ele não faz uma só crítica à colonização ilegal da Palestina por extremistas judeus recém-chegados da Europa e de outros lugares, condenada por resoluções da ONU, inclusive de seu Conselho de Segurança. As políticas de segregação racial e de Apartheid, assim como de limpeza étnica, todas já constantes de documentos oficiais da ONU e de diversos organismos internacionais de direitos humanos, também são negligenciadas pelo ativista israelense.
Nascido em São Paulo, Lajst mudou para Israel em 2006, onde estudou sobre o que denomina ?conflito árabe-israelense? em uma universidade do país. Ele serviu ao exército de Israel por 2 anos e atuou como pesquisador na força aérea israelense, principalferramenta das tropas de ocupação dos territórios palestinos, especialmente nos ataques indiscriminados à população civil confinada em GazaAtualmente mora em São Paulo, onde é diretor Executivo de uma organização pró-Israel denominadaStandWithUs Brasil, entidade em nome da quel viaja para propagar as políticas de Israel e distorcer a realidade sobre a ocupação da Palestina em território brasileiro.
TEXTO: Setor de Comunicação do Comitê de Solidaridade ao Povo Palestino do Amazonas
Veja o vídeo na página: https://www.facebook.com/SociedadePalestina/
Postado: http://www.fepal.org.br/estudante-e-agredido-por-defensor-de-israel-na-universidade-federal-do-amazonas/


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/08/estudante-e-agredido-por-defensor-de.html


 
73 anos atrás. A primeira bomba atômica foi lançada em Hiroshima, ?Uma Base Militar?, segundo Harry Truman.
O conceito de dano colateral ainda não foi definido. 100.000 civis foram mortos nos primeiros sete segundos da explosão. 
 
Os perigos da guerra nuclear não são objeto de debate e análise pela grande mídia.
A opinião pública é cuidadosamente enganada. "Todas as opções na mesa". As armas nucleares são retratadas como bombas de paz.
Você sabia que armas nucleares táticas ou os chamados mininukes com capacidade explosiva entre um terço e seis vezes uma bomba de Hiroshima são considerados, segundo a opinião científica, sob contrato com o Pentágono como ?inofensivos para a população civil circundante porque a explosão é subterrâneo ? .
É mentira.
Os EUA têm um vasto arsenal nuclear capaz de explodir o planeta várias vezes.
O mundo comemora o 73º aniversário de Hiroshima e Nagasaki (6 de agosto de 1945)
Você sabia que Hiroshima era uma ?base militar? e que quando a primeira bomba atômica foi lançada em duas áreas densamente povoadas do Japão em agosto de 1945, o objetivo era que, segundo o presidente Truman, ele salvasse a vida de civis inocentes.
?O mundo notará que a primeira bomba atômica foi lançada em Hiroshima, uma base militar. Isso porque desejávamos, neste primeiro ataque , evitar, na medida do possível, a matança de civis . . ? (Presidente Harry S. Truman em um discurso de rádio para a Nação, 9 de agosto de 1945).
[Nota: a primeira bomba atômica foi lançada em Hiroshima em 6 de agosto de 1945; o segundo em Nagasaki, em 9 de agosto, no mesmo dia do discurso de rádio de Truman para a Nação.]
Crimes sem punição contra a humanidade, ?danos colaterais?.
Nas palavras do presidente Harry Truman:
?Descobrimos a bomba mais terrível da história do mundo. Pode ser a destruição do fogo profetizada na Era do Vale do Eufrates, depois de Noé e sua fabulosa Arca. Esta arma deve ser usada contra o Japão ... [ Nós] a usaremos para que objetivos militares e soldados e marinheiros sejam o alvo e não mulheres e crianças. Mesmo que os japoneses sejam selvagens, implacáveis, impiedosos e fanáticos, nós, como líderes do mundo para o bem-estar comum, não podemos abandonar aquela bomba terrível na velha capital ou na nova. ? O alvo será puramente militar? Parece ser a coisa mais terrível já descoberta, mas pode ser a mais útil ?.

Para esta data, o governo dos EUA não se desculpou com o povo do Japão, nem a grande mídia reconheceu que Harry Truman era um mentiroso e um criminoso.
entrada do diário de 25 de julho de Truman  (veja acima), sugere que ele não estava ciente de que Hiroshima era uma cidade. Ele tinha sido enganado por seus conselheiros que Hiroshima era uma base militar e que estava tudo bem bombardear, ou ele estava mentindo para si mesmo? Ele era burro e sem educação? Todos nos altos escalões das forças armadas sabiam que Hiroshima era uma área urbana povoada com aproximadamente 350.000 habitantes (1945).
O texto completo do endereço de rádio intitulado Radio Report para o Povo Americano na Conferência de Potsdam  está contido no Harry Truman Library and Museum  Papers Públicos de Harry S. Truman, Universidade do Missouri. 
Deve-se notar que a referência a Hiroshima e a bomba atômica foi mencionada por Truman no final de um longo endereço de rádio focado principalmente na Alemanha e na Conferência de Potsdam. Vale a pena notar que os EUA decidiram abandonar a bomba atômica em Hiroshima no auge das negociações de paz em Berlim. A segunda bomba atômica foi lançada em Nagasaki após o retorno de Truman a Washington.
Aqui está o trecho completo do endereço de rádio de Truman referente à bomba atômica (grifo nosso):
Truman globalresearch.caO mundo notará que a primeira bomba atômica foi lançada em Hiroshima, uma base militar. Isso porque desejamos, neste primeiro ataque, evitar, na medida do possível, o assassinato de civis. Mas esse ataque é apenas um aviso do que está por vir. Se o Japão não se render, as bombas terão que ser abandonadas em suas indústrias de guerra e, infelizmente, milhares de vidas civis serão perdidas. Eu peço aos civis japoneses que deixem as cidades industriais imediatamente e se salvem da destruição.
Eu percebo o significado trágico da bomba atômica.
Sua produção e seu uso não foram levados a cabo por este governo. Mas sabíamos que nossos inimigos estavam na busca por isso. Nós sabemos agora o quão perto eles estavam de encontrá-lo. E sabíamos o desastre que viria a esta nação e a todas as nações amantes da paz, a toda civilização, se a tivessem encontrado primeiro.
É por isso que nos sentimos compelidos a empreender o longo, incerto e dispendioso trabalho de descoberta e produção.
Nós vencemos a corrida de descobertas contra os alemães.
Tendo encontrado a bomba, nós a usamos. Usamos isso contra aqueles que nos atacaram sem aviso em Pearl Harbor, contra aqueles que passaram fome, espancaram e executaram prisioneiros de guerra americanos, contra aqueles que abandonaram toda a pretensão de obedecer às leis internacionais de guerra. Nós o usamos para encurtar a agonia da guerra, a fim de salvar a vida de milhares e milhares de jovens americanos.
Continuaremos a usá-lo até destruirmos completamente o poder do Japão de fazer a guerra. Apenas uma rendição japonesa nos impedirá.
A bomba atômica é muito perigosa para ser solta em um mundo sem lei. É por isso que a Grã-Bretanha, o Canadá e os Estados Unidos, que têm o segredo de sua produção, não pretendem revelar esse segredo até que se tenha encontrado meios de controlar a bomba, a fim de proteger a nós mesmos e ao resto do mundo. perigo de destruição total.
Já em maio do ano passado, o Secretário de Guerra Stimson, por sugestão minha, nomeou uma comissão na qual o Secretário de Estado Byrnes serviu como meu representante pessoal, para preparar planos para o futuro controle dessa bomba. Pedirei ao Congresso que coopere até o fim para que sua produção e uso sejam controlados, e que seu poder seja uma influência esmagadora para a paz mundial.
Devemos nos constituir como depositários dessa nova força - impedir seu uso indevido e transformá-la nos canais de serviço à humanidade.
É uma responsabilidade terrível que chegou até nós.
Agradecemos a Deus por ter vindo a nós, em vez de aos nossos inimigos; e oramos para que Ele nos guie para usá-lo em Seus caminhos e para Seus propósitos.  

As Mentiras e Crimes de Hiroshima

Segundo o presidente Harry Truman, Hiroshima era uma base militar.
O mundo notará que a primeira bomba atômica foi lançada em Hiroshima, uma base militar.
Isso porque desejamos, neste primeiro ataque, evitar, na medida do possível, o assassinato de civis ?.
As mentiras dos "danos colaterais" subjacentes à guerra humanitária.
De Truman a Obama e Trump

 
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Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/08/as-mentiras-e-crimes-de-hiroshima.html

Palestinos protestam nas áreas fronteiriças entre a Faixa de Gaza e os territórios palestinos ocupados, em 3 de agosto de 2018.
Protesto palestino na fronteira , a Grande Marcha de Retorno - 03/08/18
 Forças militares israelenses reabriram fogo contra manifestantes palestinos em Gaza, relatórios relatam um morto e 200 feridos.
De acordo com o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, cerca de 200 palestinos foram feridos durante a Marcha de Retorno nesta sexta-feira, e um palestino foi assassinado pelo disparo de um dos  atiradores israelenses.
Dos feridos, pelo menos 90 estão hospitalizados devido a ferimentos a bala, o que evidencia  o amplo uso de armas de fogo pelas forças militares do regime sionista na repressão aos protestos.
A recorrente força mortal da repressão israelense  contra marchas palestinos atraiu a condenação da Organização das Nações Unidas (ONU), entidade que  expressou preocupação com  a reação israelense brutal, que já assassinou mais de 150 palestinos e mais de 16.000 feridos desde o início das manifestações da Grande Marcha do Retorno, em 30 de março, para exigir o direito dos refugiados palestinos de retornarem à sua terra.



Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/08/nesta-sexta-feira-israel-mata-mais-um.html

 Por Jofré Leal

Por isso, o sionismo se apressa  a fechar seu hospital de campanha nas colinas ocupadas do Golan, cuja utilidade era ajudar terroristas feridos na Síria.
O avanço da presença militar síria e de toda resistênciana árabe , cada vez mais próximos das colinas ocupadas, gera tensão e temor por parte do regime sionista do risco de ser revelado todo o apoio do sionismo aos terroristas assassinos do povo sírio.  Por isso a pressa em desmontar o aparato de cooperação clandestina  com os terroristas ativos na Síria, que tentaram derrubar o governo de Damasco, fato que desde 2017 já fora denunciado pelo The Wall Street Journal.
Veja a entrevista com Jofré Leal: 
https://www.youtube.com/watch?v=nIweQ1zx63s&t=0s&index=2&list=PL0ki3V4LxmT4B6XMElh2Ppaml7Vh_1O7_   
       






https://www.hispantv.com/noticias/oriente-medio/384348/israel-golan-hospital-terroristas


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/08/israel-teme-que-seu-apoio-ao-terrorismo_3.html

 

Ahed Tamimi, de 17 anos, e sua mãe, Nariman, da aldeia palestina de Nabi Saleh, foram libertados nesta manhã da prisão de Israel, depois de cumprir pena de prisão de oito meses. A causa do castigo foi Ahed ter esbofeteado um soldado israelense que ocupava o quintal de sua casa, pouco depois que seu primo Mohammed  fora baleado no rosto por soldados israelenses. O tapa foi filmado e se tornou viral. Nariman foi presa por  colocar o episódio no Facebook.
A resposta israelense todos sabem: O ministro da Educação, Naftali Bennett, sugeriu que Ahed passasse o resto da vida na prisão, e o jornalista "centrista" e "liberal" Ben Caspit sugeriu que "devemos cobrar um preço em outra oportunidade, no escuro, sem testemunhas e câmeras". O legislador Oren Hazan (Likud) disse que, se fosse com ele, ?colocaria Ahed no hospital? chutando-a no rosto, e a autora do código de ética das IDFs Asa Kasher apoiou sua permanência na prisão porque ela poderia, Deus me livre , bofetear novamente um cidadão judeu.
Então agora, Ahed está de volta em casa. É certo que nenhum  prisioneiro palestino tenha recebido tanta atenção internacional quanto Ahed. Ela, em termos inequívocos, tornou-se um ícone e uma heroína do jovem espírito da resistência palestina, que não se curva diante do ocupante e, de fato, bate na cara dele.
No entanto, a atenção positiva dada a Ahed, a transformou em alvo dos ultranacionalistas israelenses, incluindo colonos próximos:
No início deste ano, moradores de Nabi Saleh acordaram com grafites hebraicos espalhados pela vila, alguns dos quais diziam ?Morte a Ahed Tamimi? e ?Não há lugar neste mundo para Ahed Tamimi?. Em outro incidente, colonos do assentamento judaico adjacente Halamish (que ocupa terras de Nabi Saleh) manifestaram-se na estrada que divide a aldeia e o assentamento, carregando caixões improvisados ??e cantando "Morte a Ahed Tamimi".
Após sua libertação, o pai de Ahed, Bassem, disse que estava preocupado com a segurança de sua filha, observando que ela havia sido ameaçada por políticos e colonos israelenses de direita.
A opressão de Nabi Saleh vem acontecendo há anos, especialmente desde que eles decidiram protestar contra o confisco de suas terras, incluindo a nascente de uma aldeia, em benefício do assentamento de colonos judeus de Halamish. A vila realiza protestos regulares de sexta-feira desde 2009,fato que já resultou várias mortes e centenas de feridos. A prisão de Ahed e Nariman só pareceu piorar a repressão da ocupação contra os palestinos, resultando  na morte do primo de Ahed, Izz-al Din Tamimi , de 21 anos, no mês passado, e na prisão de muitos outros jovens. Neste momento, 15 residentes de Nabi Saleh ainda estão sob custódia israelense, quatro dos quais são menores.
Mentiras e manipulações contra os palestinos
A prima de Ahed, Mohammed, que foi baleado no rosto pouco antes de sua famosa bofetada, também foi preso duas vezes no período. A primeira vez foi logo após a operação em que ele teve uma grande parte do crânio removido e estava em condições muito sensíveis. Em um interrogatório, Mohammed foi forçado a "confessar" que ele havia simplesmente "caído de bicicleta", e que isso, e não a bala que estava alojada em seu cérebro (com farta documentação), foi a causa de sua lesão.  Após essa ?confissão?, o major-general Yoav Mordechai, coordenador de atividades governamentais nos territórios ocupados (COGAT), afirmou em um post no Facebook que toda a história era ?notícia falsa? e que ?uma cultura de mentiras e incitação continua? para jovens e adultos da família Tamimi ?.
Mordechai é a mais alta autoridade direta da ocupação israelense, e ele escreveu isso na página oficial do COGAT em árabe no Facebook. As alegações de ?notícias falsas? também foram defendidas pelo legislador israelense centrista Michael Oren., que tentou reforçar sua alegação de que os Tamimi eram uma "família falsa", publicando uma foto dupla em espelho dos Tamimis (aquele em que você apenas fotografa um para espelhar o outro). O irmão mais novo de Ahed tinha um gesso no braço. ?Um menino de 12 anos tira uma foto com um gesso no braço direito, no dia seguinte com um gesso no braço esquerdo. Você me diz se isso não esta sendo financiado e dirigido? A família Tamimi faz parte da indústria de 'Pallywood', que envia crianças para confrontar soldados israelenses para causar danos a Israel, por dinheiro ?, escreveu Oren. Era óbvio para qualquer um com algumas células cerebrais, que a foto era uma imagem idêntica, tirada no espelho. Quando os comentários sobre a idiotice gritante começaram a encher o face, Oren tirou a foto, mas preservou o texto.
Ahed como um símbolo de um paradigma maior
Ahed é um símbolo de  heroísmo e resistência da juventude. O objetivo de Israel foi minimizar o simbolismo, mas acabou  atirando no próprio pé toda vez que tenta desviar a atenção de Ahed. Ontem, os artistas que pintaram um mural de Ahed no muro de separação em Belém foram presos pela polícia de fronteira de Israel. Existe um vídeo da prisão. Tais incidentes apenas fazem Israel parecer mais aquilo que é. É quase como no famoso filme de Monty Python, Life of Brian, onde Brian pinta 'Romanos vão para casa' em latim defeituoso na parede - soldados romanos o pegam em flagrante, obrigam-no a corrigir sua gramática e a escrever cem vezes mais. Isso é o que está acontecendo com Ahed. A obsessão de Israel por controlar uma resistência de base e anticolonialista está apenas se concentrando na "gramática" da resistência e procura evitar a escrita maior na parede.

Primeiro esforço no retrato de Ahed Tamimi, abandonado depois que soldados expulsaram os artistas.
Assim, devemos nos concentrar não apenas em Ahed, mas no paradigma maior que ela representa. Há quase 6.000 prisioneiros palestinos nas prisões israelenses (o que é uma violação do direito internacional). Quase 300 deles são crianças. Quase 450 estão na Detenção Administrativa,  (incluindo 3 membros do Conselho Legislativo Palestino) - veja as estatísticas do Addameer aqui .
Ahed e Nariman Tamimi podem agora estar livres da prisão, mas não estão de modo algum livres da ocupação colonialista de Israel. Este é um assunto contínuo. A liberdade de Ahed é incompleta sem a maior liberdade. E, como disse Nelson Mandela, "sabemos muito bem que nossa liberdade é incompleta sem a liberdade dos palestinos". É por isso que não se trata apenas de Ahed ...
https://mondoweiss.net/2018/07/incomplete-freedom-tamimi/ 



Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/a-liberdade-incompleta-de-ahed-tamimi.html

?Tenho grande admiração pela lei do Estado-nação de Israel. Os judeus estão, mais uma vez, na vanguarda, repensando a política e a soberania para o futuro, mostrando um caminho para os europeus. ?
 Dito por Richard Spencer , garoto-propaganda do White Nationalist Movement (Movimento Branco Nacionalista  e do Alt-Right (alternativa de Direita)
A declaração acima, enviada por Spencer como um tweet em 21 de julho, foi feita em resposta à passagem pelo Knesset israelense do Lei Básica sobre Israel como o Estado-nação do povo judeu . Foi um reconhecimento à declaração, autoformalizada,  de Israel de ser um etno-estado racialista, .
É importante esclarecer qual foi o objetivo primordial do Sionismo Político desde o início:  fundar um Estado judeu centrado na Palestina, excluindo todas as outras raças e religiões.
A fundação do Estado de Israel implicaria a limpeza étnica do território destinado à colonização, com os habitantes sendo suplantados principalmente por judeus de países do leste europeu. Nunca se pretendeu que fosse um estado multi-racial, mas um estado "apenas judeu", algo que os fundadores do sionismo imaginavam seria alcançado "transferindo" a população árabe muçulmana e cristã para os territórios árabes periféricos.
O termo "transferência", tal como utilizado por Theodor Herzl e David Ben Gurion, foi o eufemismo do sionismo para a limpeza étnicaOnde Herzl concebeu como sendo alcançável através da oferta de incentivos: alternando entre proprietários desocupando  suas terras seduzidos por preços mais altos do que o mercado, ou assegurando empregos em ?países de trânsito? para a ?população sem um centavo? ou, caso contrário, eles seriam "discretamente e cautelosamente" conduzidos  energicamente  "através da fronteira". Ben Gurion e os líderes da Agência Judaica na Palestina, embora supostamente representando a ala "acomodacionista" do sionismo político, sabiam como os apóstolos sionistas revisionistas de Vladimir Jabotinsky que isso só seria conseguido pela força das armas.
Isto foi em grande parte realizado através da implementação do "Plano Dalet" durante a guerra de 1948.
A Lei Básica de Israel, que estipula que apenas os judeus têm o direito à autodeterminação no país, simplesmente formaliza o que já estava no coração dos fundamentos filosóficos e ideológicos de Israel.
Sua tendência para uma forma mais óbvia de um estado de base racial foi prevista por um grupo de intelectuais judeus, incluindo Hannah Arendt e Albert Einstein , que se sentiram compelidos a escrever uma carta aberta ao New York Times em 1948. Ação motivada pela formação do partido direitista Herut por Menachem Begin, líder do grupo terrorista Irgun, no mesmo ano. O establishment de Herut era, acreditavam eles, uma evolução cheia de presságios sinistros que levaria Israel a um caminho que legitimaria o "ultra-nacionalismo, o misticismo religioso e a superioridade racial".

Herut foi o precursor do Partido Likud, que chegou ao poder pela primeira vez em 1977, e que governou Israel pela maioria dos anos desde então, geralmente à frente de uma coalizão de partidos com  agendas sociais excepcionais, políticas e militares.
É claro por que Richard Spencer aprova a Lei Básica. Ele e os ideólogos do nacionalismo branco que pensam da mesma maneira contemplam uma forma de governo dos "brancos primeiro" nos países europeus, bem como nas nações de maioria europeia da América do Norte, Austrália e Nova Zelândia.
Não é a primeira vez que Spencer fala favoravelmente sobre Israel servindo como um farol para as novas sociedades raciais desejadas pelo movimento alternativo.
Falando diante de uma audiência na Universidade da Flórida em outubro do ano passado, Spencer ruminou sobre condições do passado ao presente que influenciaram seu pensamento e concluiu:
"O etno-estado mais importante e talvez mais revolucionário, aquele a quem recorro como guia, mesmo que eu nem sempre concorde com suas decisões de política externa - o estado judeu de Israel."
Ele não é o único na direita política a pensar dessa maneira. Geert Wilders , o político holandês que nunca deixou de expressar sua afinidade e admiração por Israel, elogiou o movimento israelense referindo-se a ele como "fantástico" e um "exemplo para todos nós". Wilders elaborou:
"Vamos definir nosso próprio estado-nação, nossa cultura nativa, nossa língua e bandeira, definir quem e o que somos e torná-lo dominante por lei."
E enquanto Israel e seus defensores protestam contra aqueles que alegam que as leis e valores de Israel não devem ser interpretados como sendo semelhantes aos do agora desmantelado regime do apartheid na África do Sul, Hendrik Verwoerd , o principal arquiteto do sistema, disse o seguinte em resposta ao um voto israelense contra o apartheid nas Nações Unidas em 1961:

"Israel não é consistente em sua nova atitude anti-apartheid ... eles tiraram as terras dos árabes depois que os árabes viveram lá por mil anos. Nisso, eu concordo com eles. Israel, como a África do Sul, é um estado de apartheid."
E com leis que incluem proibições contra o aluguel e venda de propriedades a árabes e migrantes africanos, políticas secretas que esterilizaram mulheres etíopes judias e propostas de legislação destinadas a tornar o teste de DNA uma exigência obrigatória para um sistema de imigração baseado em uma lei exclusivamente judaica de retorno, quem pode argumentar contra a proposição de ser um estado de apartheid racista?

 *Este artigo foi originalmente publicado no blog de Adeyinka Makinde .

Adeyinka Makinde é um escritor baseado em Londres, Inglaterra. Seus tweets podem ser lidos em @AdeyinkaMakinde. Ele é um colaborador frequente da Global Research.
https://www.globalresearch.ca/israel-a-lodestar-state-for-the-white-nationalist-movement/5648521


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/israel-uma-estrela-guia-para-o.html

Israel é hoje um Estado que não respeita o Direito Internacional, 

que não tem uma Constituição e nem fronteiras definidas

Por Berenice Bento e Sayid Marcos Tenorio | Brasília - 23/07/2018 - 11h21
Estima-se que cerca de 22% da população brasileira é evangélica.  Qual seria sua reação se lesse a seguinte manchete: ?A partir de hoje, nos termos da lei, não serão considerados/as brasileiros/as, todos/as aqueles/as adeptos das religiões evangélicas?? Você concordaria que, de um momento para outro, seu colega ou qualquer outra pessoa, tivesse sua cidadania brasileira negada por ser adepto de uma religião evangélica?
Foi exatamente isso que o parlamento israelense (Knesset) aprovou em 19 de julho. Com a Lei Básica ?Estado-Nação?, Israel passa a ser, legalmente, um Estado exclusivo para o/a judeu/judia. A nova lei é uma vitória da direita sionista que governa Israel e uma derrota do resto do mundo, cuja quase totalidade dos países membros da Assembleia Geral da ONU, aprovam o direito dos palestinos ao seu Estado independente.
Cerca de 20% da população israelense é formado por palestinos cristãos e muçulmanos que, por diversos motivos, conseguiram manter-se em suas casas.  Explicando melhor: A criação do Estado de Israel em 1948 deu início a uma limpeza étnica radical. Cerca de 600 vilas palestinas foram completamente destruídas, muitas delas através de massacres que em nada devem para os requintes de crueldade praticados pelo nazismo.
Qual foi o destino da população palestina? Basicamente, três caminhos: 1) campos de refugiados; 2) exílio; 3) conseguiram sobreviver à limpeza étnica e ficaram em suas terras. No entanto, suas casas e terras passaram a fazer parte de Israel. Qual o estatuto político destes palestinos que passaram a habitar Israel? Tornaram-se israelenses de segunda categoria. Atualmente, cerca de 20% da população israelense é composta de palestinos-israelenses e que, a partir de 19 de julho, terão seu pertencimento ao Estado de Israel redefinido. A lei aprovada pelo Knesset continuará, por outros meios, o trabalho de limpeza étnica, só que agora, ao nível intramuros.

Como qualquer estado racista, a coluna vertebral que o sustenta é sua política de controle populacional. Ou seja, as perguntas (ou fantasmas) que rondam os estados racistas são: quem pode/merece estar no Estado-nação? Quais são os corpos que podem demandar reconhecimento legal de pertencer ao Estado? A lei aprovada pelo Knesset eleva a um nível máximo a caracterização de Israel como estado racista. Agora se tornará mais violento porque quanto mais racista, mais violento é o Estado. O que significa que para cerca de 20% da população israelense a vida se transformará (ainda mais) em um inferno. ?Ainda mais? não é um recurso estilístico. A vida dos palestinos-israelenses já era um inferno, mas havia uma suposta esperança (quase sempre malograda) de recursos jurídicos.

Jovens palestinos detidos em prisões israelenses sofrem violência física e psicológica sistemática, diz relatório

Bombardeio de Israel em Gaza mata dois adolescentes palestinos; 220 pessoas ficam feridas

Israel aprova controversa lei que o define como Estado do povo judeu


O estado racista realiza políticas de controle em todos os poros da sociedade, do nível material ao simbólico. A definição do hebraico como a língua oficial, reduzindo o árabe a ?categoria especial?, joga para dimensão simbólica a luta pela eliminação do ?outro indesejável?, aquele que deve ser eliminado em todas as dimensões existenciais. O sofrimento linguístico, já amplamente conhecido pelos palestinos presos que têm todo o processo jurídico realizado em hebraico e não em árabe, agora será vivenciado também pelos palestinos-israelenses. Imaginem o sofrimento psíquico de uma criança que não poderá aprender mais a língua falada em casa na escola?
A lei não se limita a legislar sobre questões vinculadas à população israelense. Estabelece que o Estado irá continuar incentivando os assentamentos ilegais nas terras palestinas.  Se a proposta de dois Estados já vem sendo considerada impossível, devido ao nível de fragmentação territorial palestino, resultado da incansável voracidade de Israel em roubar as terras palestinas e sua política contínua de limpeza étnica, em flagrante desrespeito a todas as Resoluções da ONU, agora, não há qualquer espaço para se defender dois Estados.
Estamos assistindo a uma nova fase do projeto colonial sionista. Não se pode continuar nomeando o que acontece em alguns territórios palestinos de ?ocupação israelense?. Como é possível que uma ocupação (que se define pelo seu caráter temporário) dure 70 anos, se considerarmos que a criação do Estado do Israel já se iniciou com a ocupação de territórios além dos estabelecidos pela partilha?  Israel colonizou a Palestina. Trata-se de um Estado colonial e, internamente, segregacionista.
Ainda nesta lei define-se que a capital de Israel é ?Jerusalém unificada?. E qual será o status de Jerusalém Oriental que internacionalmente é considerada como ?ocupada?? O que Israel fará com a população palestina de Jerusalém Oriental?
Se considerarmos o impacto desta lei, podemos afirmar que ela representa uma nova fase na fundação do Estado de Israel. A lei, certamente, não representa uma ruptura, mas ela sistematiza globalmente o que já estava sendo implementado de forma fragmentada. Com isso, entramos em uma nova fase na luta pela autodeterminação do povo palestino. Agora, serão os palestinos que têm a cidadania israelense que irão engrossar a luta pelo boicote ao Estado racista de Israel.
Podemos inferir que haverá um aumento considerável de adesão ao BDS (movimento pelo boicote, desinvestimento e sanções ao Estado de Israel) não exclusivamente em torno da solidariedade à autodeterminação do povo palestino. A situação dos palestinos-israelenses (que, até certo ponto, viviam das migalhas do Estado racista de Israel) se desnudará. Ou seja, teremos uma ampliação do nível de intersecção, de unidade, entre os palestinos que vivem em Israel e os que estão sob o jugo colonial. O projeto do Estado sionista tem dias (talvez ainda alguns anos) contados.
Israel é hoje um Estado que não respeita o Direito Internacional, que não tem uma Constituição e nem fronteiras definidas. Vale-se disso, do poderio militar e da omissão das nações. A aprovação da Lei Básica ?Estado-Nação? pelo Parlamento de Israel serve a esse projeto sionista de limpeza étnica, ocupação e expansão ilegal de seu território.
A libertação da Palestina é agora, mais do que antes, uma causa de toda a humanidade. A causa do direito e da justiça para um povo que sofre as agruras de um apartheid racista e genocida.
(*) Berenice Bento é professora do Departamento de Sociologia da UnB. Sayid Marcos Tenorio é membro do Ibraspal.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/geral/49799/estado-nacao+israelense+nova+etapa+do+apartheid+colonialista.shtml 


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/estado-nacao-israelense-nova-etapa-do.html

Um sinal de trânsito simulado para Damasco, a capital da Síria, e um recorte de um soldado, são exibidos em um antigo posto avançado nas colinas de Golan, perto da fronteira com a Síria, em 10 de maio de 2018. Ariel Schali |  AP
Um sinal de trânsito simulado para Damasco, a capital da Síria, e um recorte de um soldado, são exibidos em um antigo posto avançado nas colinas de Golan ocupadapelo sionismo, na fronteira, em 10 de maio de 2018. Ariel Schali | AP
 Dado que Israel gastou mais de US $ 60 mil por ano apoiando financeiramente o grupo rebelde sírio Fursan al-Golan, faria sentido que Tel Aviv não apenas desenvolvesse e mantivesse laços com seus comandantes, mas que resgatasse esses comandantes antes do governo sírio.



Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/israel-evacuou-comandantes.html


Pesquisa Global, 12 de junho de 2018
Pesquisa Global 8 de janeiro de 2009

 
Mais de nove anos atrás, Israel invadiu Gaza sob a ?Operação Chumbo Fundido?.
O artigo a seguir foi publicado pela primeira vez pela Global Research em janeiro de 2009, no auge do bombardeio e invasão israelense da Operação Chumbo Fundido.
Na sequência da invasão, os campos de gás palestinos foram de fato confiscados por Israel em evidente supressão do direito internacional.
Um ano após a ?Operação Chumbo Fundido?, Tel Aviv anunciou a descoberta do campo de gás natural Leviathan no Mediterrâneo Oriental ?ao largo da costa de Israel?.
Na época, o campo de gás era: ?? o campo mais proeminente já encontrado na área subexplorada da Bacia do Levante, que cobre cerca de 83.000 quilômetros quadrados da região leste do Mediterrâneo.? (I)
Juntamente com o campo de Tamar, no mesmo local, descoberto em 2009, as perspectivas são de uma bonança energética para Israel,  para a Noble Energy, sediada em Houston, Texas, e para os sócios Delek Drilling, Avner Oil Exploration e Ratio Oil Exploration. (Veja Felicity Arbuthnot, Israel: Gás, Petróleo e Problemas no Levante
Os campos de gás de Gaza fazem parte da ampla área de avaliação do Levante.
O que está agora em desdobramento é a integração desses campos de gás adjacentes, incluindo aqueles que pertencem à Palestina na órbita de Israel. (veja o mapa abaixo).
Cabe notar que todo o litoral do Mediterrâneo Oriental, que se estende desde o Sinai do Egito até a Síria, constitui uma área que abrange grandes reservas de gás e petróleo.


É importante relacionar a questão das reservas de gás offshore de Gaza aos recentes massacres realizados pelas forças IDF( Exército de Israel) dirigidas contra o povo da Palestina, proprietário dos campos de gás offshore.
Michel Chossudovsky, 12 de junho de 2018
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Guerra e Gás Natural: A Invasão Israelense e os Campos de Gás Offshore de Gaza

de Michel Chossudovsky
8 de janeiro de 2009
A invasão militar da Faixa de Gaza em dezembro de 2008 pelas Forças Armadas israelenses teve  relação direta com o controle e a propriedade de reservas estratégicas de gás offshore. 
Esta é uma guerra de conquista. Descoberto em 2000, há extensas reservas de gás ao largo da faixa de Gaza. 
Os direitos do campo de gás offshore são respectivamente British Gas (60 por cento); Empreiteiros Consolidados (CCC) (30 por cento); e o Fundo de Investimento da Autoridade Palestina (10%). (Haaretz, 21 de outubro de 2007).
O acordo AP-BG-CCC inclui o desenvolvimento do campo e a construção de um gasoduto (Middle East Economic Digest, 5 de janeiro de 2001).
A licença BG cobre toda a área marinha costeira de Gaza, que é contígua a várias instalações de gás offshore de Israel. (Veja o mapa abaixo). Deve-se notar que 60% das reservas de gás ao longo do litoral de Gaza-Israel pertencem à Palestina.
O Grupo BG perfurou dois poços em 2000: Gaza Marine-1 e Gaza Marine-2. As reservas estimadas pela British Gas estão na  ordem de 1,4 bilhão de pés cúbicos, avaliadas em aproximadamente 4 bilhões de dólares. Estes são os números divulgadas pela British Gás. O tamanho das reservas de gás da Palestina poderia ser muito maior.

Leia mais em: As esperanças de gás de Israel se tornarão realidade? Acusado de roubar gás da Faixa de Gaza
Mapa1


Mapa 2

Quem é dono dos campos de gás

A questão da soberania sobre os campos de gás de Gaza é crucial. Do ponto de vista legal, as reservas de gás pertencem à Palestina.
A morte de Yasser Arafat, a eleição do governo do Hamas e a ruína da Autoridade Palestina permitiram que Israel estabelecesse o controle de fato sobre as reservas de gás offshore de Gaza.
A British Gas (BG Group) tem negociado  com o governo de Tel Aviv. Por sua vez, o governo do Hamas tem sido bypassado   em relação aos direitos de exploração e desenvolvimento sobre os campos de gás.
A eleição do primeiro-ministro Ariel Sharon em 2001 foi um importante ponto de virada. A soberania da Palestina sobre os campos de gás offshore foi contestada na Suprema Corte de Israel. Sharon afirmou inequivocamente que "Israel nunca compraria gás da Palestina", indicando que as reservas de gás offshore de Gaza pertencem a Israel.
Em 2003, Ariel Sharon vetou um acordo inicial, que permitiria que a British Gas fornecesse gás natural a Israel nos poços offshore de Gaza. (The Independent, 19 de agosto de 2003)
A vitória eleitoral do Hamas em 2006 foi favorável ao desaparecimento da Autoridade Palestina, que se confinou à Cisjordânia, sob o regime de poder de Mahmoud Abbas.
Em 2006, a British Gas "estava perto de assinar um acordo para bombear  gás para o Egito" (Times, 23 de maio de 2007). Segundo relatos, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, interveio em nome de Israel com o objetivo de desviar o acordo com o Egito.
No ano seguinte, em maio de 2007, o gabinete israelense aprovou uma proposta do primeiro-ministro Ehud Olmert "para comprar gás da Autoridade Palestina". O contrato proposto era de US $ 4 bilhões, com lucros da ordem de US $ 2 bilhões, dos quais 1 bilhão deveria ir para os palestinos.
Tel Aviv, no entanto, não tinha intenção de dividir as receitas com a Palestina. Uma equipe israelense de negociadores foi criada pelo gabinete israelense para discutir um acordo com o BG Group, ignorando tanto o governo do Hamas quanto a Autoridade Palestina:
? As autoridades de defesa israelenses querem que os palestinos sejam pagos em bens e serviços e insistem em que nenhum dinheiro vá para o governo controlado pelo Hamas ?. (Ibid, ênfase adicionada)
O objetivo era essencialmente anular o contrato assinado em 1999 entre o BG Group e a Autoridade Palestina sob Yasser Arafat.
Sob o acordo proposto para 2007 com a BG, o gás palestino dos poços offshore de Gaza seria canalizado por um oleoduto submarino para o porto israelense de Ashkelon, transferindo assim o controle sobre a venda do gás natural para Israel.
O acordo fracassou. As negociações foram suspensas:
 ?O chefe do Mossad, Meir Dagan, se opôs à transação por motivos de segurança, dizendo que os lucros financiariam o terror?. (Membro do Knesset Gilad Erdan, Discurso ao Knesset sobre ?A Intenção do Vice Primeiro Ministro Ehud Olmert de Comprar Gás dos Palestinos Quando o Pagamento Servirá ao Hamas?, 1º de março de 2006, citado no Ten. Gen. (ret.) Moshe) Yaalon, a compra prospectiva do gás britânico das águas costeiras de Gaza ameaça a segurança nacional de Israel?  Centro de Jerusalém para Assuntos Públicos, outubro de 2007)
A intenção de Israel era impedir a possibilidade de que os royalties fossem pagos aos palestinos. Em dezembro de 2007, o BG Group retirou-se das negociações com Israel e, em janeiro de 2008, fechou seu escritório em Israel ( site da BG ).

Plano de invasão na prancheta de desenho

O plano de invasão da Faixa de Gaza sob a ?Operação Chumbo Fundido? foi iniciado em junho de 2008, de acordo com fontes militares israelenses:
"Fontes do establishment de defesa disseram que o ministro da Defesa, Ehud Barak, instruiu as Forças de Defesa de Israel a se prepararem para a operação há mais de seis meses, mesmo quando Israel estava começando a negociar um acordo de cessar-fogo com o Hamas." Operação ?Chumbo Fundido?: o ataque da Força Aérea de Israel seguiu meses de planejamento, Haaretz, 27 de dezembro de 2008)
Naquele mesmo mês, as autoridades israelenses contataram a British Gas, com vistas a retomar negociações cruciais relativas à compra do gás natural de Gaza:
?Tanto o diretor geral do Ministério das Finanças, Yarom Ariav, quanto o diretor-geral do Ministério de Infra-estruturas Nacionais, Hezi Kugler, concordaram em informar à BG o desejo de Israel de renovar as conversações.
As fontes acrescentaram que a BG ainda não respondeu oficialmente ao pedido de Israel, mas os executivos da empresa provavelmente virão a Israel em algumas semanas para manter conversações com autoridades do governo. ?(Globos online - Business Arena de Israel, 23 de junho de 2008)
A decisão de acelerar as negociações com a British Gas (BG Group) coincidiu, cronologicamente, com o planejamento da invasão de Gaza, iniciado em junho. Parece que Israel estava ansioso para chegar a um acordo com o BG Group antes da invasão, que já estava em fase avançada de planejamento.
Além disso, essas negociações com a British Gas foram conduzidas pelo governo de Ehud Olmert com o conhecimento de que uma invasão militar estava na prancheta. Com toda probabilidade, um novo arranjo político-territorial ?pós-guerra? para a faixa de Gaza também estava sendo contemplado pelo governo israelense.
Na verdade, as negociações entre a British Gas e as autoridades israelenses estavam em andamento em outubro de 2008, 2-3 meses antes do início dos atentados em 27 de dezembro.
Em novembro de 2008, o Ministério das Finanças de Israel e o Ministério da Infra-Estrutura instruíram a Israel Electric Corporation (IEC) a entrar em negociações com a British Gas, sobre a compra de gás natural da concessão offshore da BG em Gaza. (Globes, 13 de novembro de 2008)
?O diretor geral do Ministério das Finanças, Yarom Ariav, e o diretor geral do Ministério de Infraestruturas, Hezi Kugler, escreveram recentemente ao CEO da IEC, Amos Lasker, informando-o da decisão do governo de permitir que as negociações continuem, de acordo com a proposta de framework aprovada no início deste ano.
O conselho da IEC, liderado pelo presidente Moti Friedman, aprovou os princípios da proposta de estrutura há algumas semanas. As conversações com o BG Group começarão assim que o conselho aprovar a isenção de uma licitação. ?(Globes, 13 de novembro de 2008)

Gaza e a Geopolítica Energética 

A ocupação militar de Gaza está decidida a transferir a soberania dos campos de gás para Israel em violação do direito internacional.
O que podemos esperar da ocupação?
Qual é a intenção de Israel em relação às reservas de gás natural da Palestina?
Um novo arranjo territorial, com o posicionamento de tropas israelenses e / ou de ?manutenção da paz??
A militarização de toda a costa de Gaza  é a estratégica de Israel?
O confisco total dos campos de gás palestinos e a declaração unilateral da soberania israelense sobre as áreas marítimas de Gaza?
Se isso ocorresse, os campos de gás de Gaza seriam integrados às instalações offshore de Israel, que são contíguas às da Faixa de Gaza. (Veja o Mapa 1 acima). 
Estas várias instalações offshore também estão ligadas ao corredor de transporte de energia de Israel, estendendo-se do porto de Eilat, que é um terminal de oleoduto, no Mar Vermelho ao porto marítimo - terminal de oleoduto em Ashkelon, e ao norte para Haifa, e eventualmente conectando através de um proposto oleoduto israelense-turco com o porto turco de Ceyhan.
Ceyhan é o terminal do oleoduto de Baku, Tblisi Ceyhan Trans Cáspio. ?O que se pretende é ligar o oleoduto BTC ao oleoduto Trans-Israel Eilat-Ashkelon, também conhecido como Tipline de Israel.? (Veja Michel Chossudovsky, A Guerra ao Líbano e a Batalha por Petróleo, Pesquisa Global, 23 de julho de 2006)
Mapa 3
 
https://www.globalresearch.ca/war-and-natural-gas-the-israeli-invasion-and-gaza-s-offshore-gas-fields/11680


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/guerra-e-gas-natural-invasao-israelense.html

5/7/2018, Resenha. The Saker, in Unz Review e The Vineyard of the Saker

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
MARTYANOV, Andrei. Losing Military Supremacy: The Myopia of American Strategic Planning, [Perdendo a Supremacia Militar: a Miopia do Planejamento Estratégico nos EUA].
 
O fato de os EUA enfrentarem profunda crise, possivelmente a pior de sua história, já é aceito pela maioria dos observadores, exceto talvez os mais iludidos. Muitos norte-americanos sabem, sim, disso. De fato, se há alguma coisa com a qual concordam os que apoiaram Trump e os que o odeiam apaixonadamente, será que a eleição dele é prova clara de crise profunda (eu acrescentaria que a eleição de Obama, antes, também teve, como uma das principais causas, a mesmíssima crise sistêmica). 


Quando falam dessa crise, muita gente mencionará a desindustrialização, a queda na renda real, a falta de empregos bem remunerados, de serviços de saúde, o aumento no número de crimes, a imigração, a poluição, a educação e muitos outros fatores que contribuem. Mas de todos os aspectos do "sonho americano", o que resiste há mais tempo é o mito que reza que os militares norte-americanos seriam "a melhor força de combate de toda a história".

Nesse seu novo livro, Andrei Martyanov não apenas desbanca esse mito como, além disso, explica passo a passa a via pela qual o mito foi criado e por que, agora, está colapsando. Não é feito corriqueiro, especialmente num livro relativamente curto (225 páginas), muito bem escrito e acessível a todos, não só aos especialistas militares.

Martyanov constrói abordagem sistemática, passo a passo: primeiro, define poder militar; depois, explica de onde veio o mito da superioridade militar dos EUA e como a operação de reescrever a história da 2ª Guerra Mundial pelos olhos dos EUA resultou em completa confusão e incontáveis erros, especialmente nos altos escalões políticos, sobre a natureza da guerra moderna. Na sequência, discute o papel que a ideologia e a Guerra Fria desempenharam no processo de afastar da realidade, ainda mais, os líderes norte-americanos. Por fim, demonstra como uma mistura de narcisismo delirante e corrupção desenfreada resultou em militares norte-americanos capazes de queimar somas fenomenais de dinheiro na "defesa", ao mesmo tempo em que também resultou em força militar incapaz de vencer guerra alguma, seja qual for, a menos que o inimigo seja fraco e completamente sem qualquer defesa.



Não implica que os militares dos EUA não tenham combatido em muitas guerras e vencido. Combateram e venceram, mas, nas palavras de Martyanov:



"Com certeza, quando os EUA combateram contra adversário de 3ª categoria, era possível fazerem chover morte dos céus e depois atropelar em solo as forças inimigas, se restasse alguma coisa depois da chuva, sempre quase sem dificuldades e com poucas baixas. Funcionará também no futuro, contra aquele tipo de adversário ? semelhante em tamanho e tão frágil como forças iraquianas à altura de 2003. Mas a Doutrina Ledeen tem uma grande falha: nenhum adulto pode continuar no pátio de casa brigando só com criancinhas e fingindo que vencerá qualquer briga com adultos."


O principal problema dos EUA hoje é que restam pouquíssimos daqueles adversários de 3ª categoria, e os que os EUA tentam hoje submeter já são páreo ou quase páreo. Martyanov lista especificamente os fatores que tornam os adversários de hoje tão diferentes dos que os EUA enfrentaram no passado:



1.      Os adversários de hoje têm capacidades para comando, controle, comunicações, inteligência, vigilância e de reconhecimento iguais ou melhores que as dos EUA.


2.     Os adversários modernos têm capacidades para guerra eletrônica iguais ou melhores que as dos EUA.


3.     Os adversários modernos têm sistemas de armas iguais ou melhores que os dos EUA.


4.     Os adversários modernos têm sistemas de defesa aérea que limitam enormemente a efetividade da força aérea dos EUA.


5.     Os adversários modernos têm mísseis cruzadores subsônicos, supersônicos e hipersônicos de longo alcance, que são terrível ameaça contra a Marinha dos EUA, suas bases, áreas de preparação [orig. staging areas] e até contra todo o território dos EUA.

No livro, todos esses pontos vêm acompanhados de numerosos exemplos específicos que não tenho aqui espaço para reproduzir.


Ninguém precisa sentir-se culpado por não saber de nada disso e jamais ter ouvido falar desses fatos, pelo menos se se considera o tipo de bobagens e sandices que a mídia-empresa publica nos EUA e também, sim, o que dizem os chamados "especialistas" (outro tópico que Martyanov discute com algum detalhe). Mas, ao mesmo tempo, só se consegue viver num mundo imaginário enquanto a realidade não se imponha a ele e o esmague, seja sob a forma de sistemas de armas inúteis, compradas a preço criminosamente inflado, ou sob a forma de dolorosas derrotas militares. 

A atual histeria sobre a Rússia, pintada como a nova Mordor, culpada de tudo e todas as desgraças (reais ou imaginárias) que acontecem aos EUA explica-se principalmente pelo fato de a Rússia ? em total contradição com as opiniões dos "especialistas" ?, não só não faliu nem virou "posto de gasolina fantasiado de país" com a economia "em cacos", mas, isso sim, conseguiu desenvolver forças militares que, ao custo equivalente a uma mínima fração do orçamento militar dos EUA, são hoje realmente muito mais capazes que as forças armadas dos EUA.



Sei que essa última porção de frase, acima, é literalmente "impensável" para muitos norte-americanos. 

Minha hipótese é que o simples fato de essa evidência ser literalmente impensável contribuiu muitíssimo, em primeiro lugar, para que a situação atual tenha-se tornado possível. Quando você crê de modo absoluto em algum tipo de milagre da história, ou em alguma escolha divina, ou em algum destino manifesto ou em qualquer outra força sobrenatural; quando você crê que você seja inerentemente e por definição superior ao, e de modo geral "melhor" que, o resto do mundo, nesse caso você, não qualquer outro agente, está-se colocando sob gravíssimo perigo de ser aniquilado. Vale para Israel e vale também para os EUA. 

Acrescento que, no curso da História Ocidental, essa violenta "colisão" da realidade contra o acolchoado mundo da ilusão narcísica frequentemente incluiu um soldado russo que expulsa forças supostas superiores comandadas pela raça suposta superior da hora (vale desde os Cruzados até os Nazistas). Advém daí o ódio que tudo que for russo inspira às elites ocidentais governantes.



Em seu livro, Martyanov explica por que, apesar dos anos 1990s absolutamente catastróficos, os russos conseguiram desenvolver uma moderna e altamente capaz força de combate, e em tempo recorde. As principais razões são duas.

Primeiro que, diferente das armas norte-americanas, as armas russas são concebidas para vencer guerras, não para fazer dinheiro. 

Segundo, que os russos compreendem o que seja guerrear, porque compreendem o que seja a guerra. Esse segundo argumento pode parecer circular, mas não é: os russos são agudamente conscientes do que a guerra realmente significa e, crucialmente importante, estão realmente dispostos a fazer sacrifícios pessoais para evitar qualquer guerra, ou, no mínimo, para vencer as guerras inevitáveis. Diferente disso, os norte-americanos não têm experiência real da guerra (vale dizer: de guerra em defesa da própria terra, família e amigos), absolutamente nenhuma experiência. 

Para os norte-americanos, guerra 'é quando' você viaja e mata alguém em terras distantes, no próprio país da vítima, preferivelmente matança feita de longe, de dentro de seu avião, ou em terra, sem você nem ver o que mata; e, simultaneamente, você faz muito, muito dinheiro. Para os russos, guerra é lutar pela própria vida e pela vida dos seus, e tem de sobreviver a qualquer custo. Não há duas noções de guerra mais completamente diferentes uma da outra.



A diferença entre os sistemas de armas comprados também é simples: uma vez que as guerras dos EUA jamais põem em risco o povo norte-americano, as consequências de desenvolver sistemas de armas de segunda classe nunca foram catastróficas. E os lucros, por sua vez, foram imensos. Desse 'sistema' advêm sistemas de armas tipicamente imprestáveis e com preços criminosamente inflados, como o F-35, o Littoral Combat Ship ou, claro, os porta-aviões fantasticamente caros e não menos fantasticamente vulneráveis. 

Os estrategistas planejadores das forças armadas russas trabalharam com prioridades muito diferentes: não apenas sempre viram com clareza que o fracasso na produção de armas de alto desempenho poderia resultar em o país deles ser devastado e ocupado (para nem falar de as famílias deles e eles mesmos acabarem escravizados ou mortos); também sempre souberam que o país deles jamais poderia igualar-se ao Pentágono, em termos de gastos. Assim sendo, o que fizeram foi projetar e construir sistemas de armas consideravelmente menos caras, e que podem destruir ou tornar inúteis os produtos do multitrilionário complexo industrial-militar dos EUA. 

Esse foi o processo pelo qual os russos chegaram aos mísseis que, hoje, já tornaram quase totalmente obsoleto todo o programa de mísseis balísticos antimísseis dos EUA e a Marinha dos EUA, a qual sempre girou em torno dos porta-aviões. Foi assim também que as defesas aéreas russas converteram em alvos os até aqui supostos "invisíveis" jatos de ataque dos EUA; ou que os submarinos a diesel/eletricidade russos ameaçam hoje existencialmente os submarinos nucleares de ataque dos EUA. E tudo isso, por uma ínfima fração do que os contribuintes norte-americanos gastam em "defesa". Aqui também Martyanov oferece muitos exemplos detalhados.



O livro de Martyanov irritará profundamente, ofenderá mesmo, os que tenham integrado como parte da própria identidade a cultura narcísica da superioridade axiomática dos EUA. Mas para todos os demais, esse livro é absolutamente indispensável, porque o futuro de nosso planeta está em jogo: a questão não é se o Império dos EUA está ou não colapsando, mas as consequências que esse colapso terá para nosso planeta. Nesse momento, os militares dos EUA estão convertidos em ?força oca" [hollow force?, term. militar] que simplesmente não tem como realizar a missão que lhe caberia, nos termos definidos pelos políticos dos EUA, de controlar o planeta inteiro. 

Há enorme discrepância entre as capacidades reais e as capacidades pressupostas dos militares dos EUA, e o único modo de saltar sobre a realidade dessa discrepância são, claro, as armas nucleares. Por isso o último capítulo do livro leva o título de "A ameaça de um massivo erro de cálculo dos militares norte-americanos" [ing. "The Threat of a Massive American Military Miscalculation"]. Nesse capítulo, Martyanov dá nome claro ao real inimigo do povo russo e também do povo dos EUA ? as elites políticas norte-americanas e, especialmente, os neoconservadores: esses estão destruindo os EUA como país, e põem em risco toda a humanidade, ameaçada pela aniquilação nuclear.



A resenha acima não faz justiça ao livro realmente seminal de Martyanov. Só posso recomendar e dizer que o considero leitura indispensável, obrigatória para todos que nos EUA amem o próprio país, e para todos que acreditem que guerras, sobretudo nucleares, devem ser evitadas a todo custo. Como tantos outros (penso aqui em Paul Craig Roberts), Martyanov alerta que "é chegado o dia do acerto de contas", e que os riscos de guerra são muito reais, por mais que, para muitos de nós, a guerra seja também impensável. 

Os que nos EUA se considerem patriotas devem ler com especial atenção o trabalho de Martyanov, não só porque ali se identifica corretamente a principal ameaça que pesa sobre os EUA, mas também porque ali se explica em detalhe que circunstâncias resultaram da crise pela qual estamos passando. Sacudir bandeiras dos EUA (a maioria delas Made in China) já não basta. Simples assim. Tampouco basta fingir que nada do que aqui se lê seria real. O livro de Martyanov será também especialmente interessante para os que, nas Forças Armadas dos EUA, já perceberam o tremendo declínio do poder dos EUA, declínio que acelera por dentro. 

Quem melhor que um ex-oficial da União Soviética conseguiria não só explicar, mas também compreender os mecanismos que tornaram possível tão impressionante declínio?*******


O livro será lançado dia 1º de setembro.
Versões eletrônicas e em papel (ing.) em Amazon (para reservar) e em http://claritypress.com/Martyanov.html.
Compre para você e para distribuir aos amigos [The Saker].
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 http://blogdoalok.blogspot.com/2018/07/perdendo-supremacia-militar-miopia-do.html


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/perdendo-supremacia-militar-miopia-do_19.html




Um vídeo dinâmico mostra o ritmo acelerado das exportações de armas dos EUA para diferentes países nos últimos 67 anos.
Com base em dados do Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (Sipri, por sua sigla em inglês), o cientista de dados Will Geary criou um vídeo que acompanha as transferências internacionais de armas dos Estados Unidos 
"EUA É o maior exportador de armas do mundo. Eu estava curioso para ver como isso seria ao longo do tempo, então mapeei os fluxos de transferência de armas que vieram dos EUA. entre 1950 e 2017 ", explicou Geary em sua conta no Twitter na segunda-feira .
Como o vídeo mostra, na década de 1950, Washington exportou a maior quantidade de material bélico para a Europa, Canadá, Japão e Turquia.
Na década seguinte, o principal importador das armas dos EUA foi a Alemanha, enquanto o Irã aparece na lista dos 10 maiores receptores. No entanto, na década de 1970 - década anterior da Revolução Islâmica - Teerã se tornou o maior comprador de armas dos EUA, seguido por Israel .
Nos  dez anos seguintes, os principais destinos das armas dos EUA foram o Japão, a Arábia Saudita, a Coreia do Sul, Israel e o Egito. Isso se repetiu em boa parte da década de 1990, enquanto, na primeira década de 2000, foram  Seul e o regime de Tel Aviv os que mais armas estadunidense consumiram.
A partir de 2010,  foram a  Arábia Saudita, a Austrália e os Emirados Árabes Unidos (EAU) quem receberam a maior quantidade das exportações de armas dos Estados Unidos.
Depois dos Estados Unidos, os maiores exportadores de armas são a Rússia, a França, a Alemanha, a China, o Reino Unido e a Espanha. De acordo com um relatório  da Sipri em março passado, entre 2013 e 2017, Washington fez 34% do total de vendas globais de armas (um aumento notável de 25% em 2008-2012).
fmk / mla / mjs / alg
 https://www.hispantv.com/noticias/ee-uu-/382910/exportacion-venta-armas-mundo-rusia-europa


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/o-fluxo-de-vendas-de-armas-dos-eua-para.html



As estatísticas indicam que desde 1967, mais de 750.000 nativos do território ocupado da Palestina passaram pelas prisões do regime de Tel Aviv.
De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), todos os anos, cerca de 700 crianças palestinas entre 12 e 17 anos são presas e interrogadas pelo exército, polícia e agentes de Israel, um número que somava 7.000 casos no país, na última década
Essa agência especializada indica em seu relatório que essas crianças são submetidas a tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, práticas sistemáticas e institucionalizadas dentro do sistema penitenciário israelense.
O comitê da ONU também denunciou as detenções arbitrárias, assédio e intimidação realizadas pelas forças israelenses e lembrou que este regime criminaliza o protesto legítimo contra a ocupação dos territórios palestinos.
Ao mesmo tempo, ele alertou que a situação de prisioneiros e detidos aumenta as tensões e destacou o caso de prisioneiros em greve de fome para protestar contra abusos e violações de seus direitos humanos básicos.
"A crise atual exige atenção urgente e intervenção da comunidade internacional", disse o comitê. Acrescentando que os prisioneiros vivem em instalações superlotadas e insalubres, sem acesso a serviços de saúde, são abusados, espancados e humilhados por guardas, são ameaçadas de confinamento solitário e severas restrições às visitas familiares.
O Comitê também exigiu que autoridades independentes investigassem a morte de prisioneiros palestinos em circunstâncias duvidosas e pediu que o regime de Tel Aviv cumpra as leis humanitárias internacionais e as regras sobre o tratamento de prisioneiros e detidos palestinos.
akm / ctl / msf
https://www.hispantv.com/showepisode/episode/la-vida-bajo-el-apartheid-la-detencion-de-ninos-palestinos/55603


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/a-prisao-das-criancas-palestinas-por.html

 

No 76º aniversário da invasão alemã da União Soviética, é possível ver na guerra síria 
as preliminares de uma possível futura guerra 
                                                                     entre a Rússia e os EUA.

No 76º aniversário do início da Operação Barbarossa em 22 de junho de 1941, a invasão alemã da União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial, cabe observar atualmente, na guerra na Síria, as preliminares de uma possível futura guerra entre a Rússia e os Estados Unidos da América que se poderia evitar se Moscou atuar com maior determinação em responder proporcionalmente ao uso ilegal da força militar pelos Estados Unidos. na Síria


EUA desde o outono de 2001 e sob as presidências de George W. Bush, Barack Obama e o recém-eleito Donald Trump têm intervindo militarmente na Ásia , na regiões da Ásia Meridional e Ásia Ocidental ou no Oriente Próximo , e na Norte da África de forma hegemônica, alterando na maioria dos casos a ordem política estabelecida e violando a soberania dos estados internacionalmente reconhecidos, ou alargando e expandindo os conflitos internos aos países vizinhos, como a extensão da guerra na Síria ao Iraque. Assim, os EUA atuam  como um agressor buscando mudanças  de acordo com seus interesses, e especialmente de acordo com os interesses
judeus israelenses  de Tel Aviv, a ordem política, econômica, social - e apoiando a fragmentação da integridade territorial no caso de Países árabes - de países como o Iraque, a Líbia, a Síria e o Afeganistão.
As agressões militares,  dos EUA, nesses países com objetivos estratégicos e geopolíticos, segundo os interesse da Tel Aviv (destruição ou enfraquecimento de seus inimigos históricos Iraque, Líbia e Síria) e Washington (obtenção de bases no Iraque e Afeganistão para ameaçar o Irã, a Rússia e a China , no caso afegão, o acesso aos recursos minerais  dos países invadidos ou atacados, além do suspeito provável estímulo à produção afegã de ópio e ao controle do tráfico de heroína do Afeganistão ao Ocidente), tudo isso faz dos EUA e  seus governos, de 2001 até o presente, uma ameaça à paz, estabilidade e segurança internacional, assim como foi a ameaça da Alemanha no Terceiro Reich de Adolf Hitler no final dos anos 30 do século XX.
  
Os planos originais dos EUA, concebidos e apoiados pelos estadunidenses vinculados ao Partido Republicano, tanto judeus como "gentios", que aparentemente levaram os interesses de Israel como prioridade em detrimento dos EUA,  pretendiam originalmente em 1991, nas as palavras atribuídas a Paulo Wolfowitz, invadir e derrubar os governos do Iraque, Síria e Irã, e, em seguida, a partir de 2001 com a aprovação do regime do presidente George W. Bush,  invadir e eliminar em cinco anos os governos dos sete países: Iraque, Síria, Líbano, Líbia, Sudão, Somália e Irã. Número de países superados apenas pelo número de países europeus invadidos pela Alemanha de Hitler.   Os governos de dois dos países da lista já foram derrubados, o Iraque e a Líbia , apressando-se , sob o novo presidente Trump , em prosseguir  o trabalho iniciado pelo regime de Obama, provavelmente de acordo com os mesmos planos do regime de George W. Bush - para destruir o terceiro país dos sete, a Síria. É de se esperar que se o Estado sírio cair, o Líbano e o Irã serão os próximos alvos da agressão terrorista e / ou militar americana e seus aliados, passando pela fragmentação do Iraque.

A agressão dos EUA - e a desestabilização resultante - em quase 16 anos, desde aos atentados terroristas atribuídos a rede internacional terrorista radical sunita Al Qaeda de 11 11-set de 2001 , se manifestou nas invasões  do Afeganistão em 2001 edo  Iraque em 2003, no terrorismo e na insurgência sunita radical desencadeada no Paquistão pela intervenção militar dos EUA, na intervenção militar predominantemente aérea e com mísseis dos EUA. e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Líbia em 2011, e na intervenção clandestina dos EUA e de uma coalizão de seus aliados na Síria para desestabilizar o país desde 2011 até o presente.


A intervenção dos EUA na Síria inclui patrocínio de US e seus aliados aos grupos terroristas radicais sunitas na Síria e no Iraque , para causar a queda do Estado sírio, sua destruição como um Estado viável e sua fragmentação territorial, e o retorno de forças e bases norte-americanas no Iraque . Em particular, as recentes invasões americanas e seus aliados no território sírio, e suas intervenções militares diretas na Guerra da Síria em favor de grupos terroristas  radicais sunitas e os insurgentes curdos têm o objetivo de fragmentar a Síria e destruí-la como Estado, em benefício do regime israelense e em detrimento dos interesses nacionais, estratégicos e geopolíticos de segurança da Rússia.

Com base no pensamento teórico estratégico e geopolítico do Almirante Raoul Castex , os EUA podem ser considerados. desde o início do século XXI em um desestabilizador continental na Ásia, no Oriente Próximo (Iraque e Síria) e no Sul da Ásia (Afeganistão e Paquistão), e no Norte da África na Líbia. 



(...)
Se poderia dizer que os EUA foram,  originalmente,  um desestabilizador continental na América , inicialmente contra as tribos indígenas americanas, inclusive aquelas que haviam   firmado tratados , violados repetidas vezes por Washington e seus colonos, contra o México na Guerra do Texas e na Guerra do México e do Estados Unidos 1846-1848, contra os estunidenses do Sul, declarados independente nos Estados Confederados da América, invadidos e subjugados pelos EUA em sua chamada Guerra Civil de 1861-1865, na Guerra Hispano-Americana de 1898 contra a Espanha, na intervenção americana no Panamá contra a Colômbia em 1903 e as chamadas " guerras das bananas " com  as intervenções militares  no México, Cuba, República Dominicana, Haiti, Nicarágua e Honduras durante o primeiro terço do século XX. 


A Rússia não respondeu com força a série de atos de agressão estadounidense contra a Síria, na defesa da Síria. Os atos de agressão dos EUA contra a Síria incluem a intervenção ilegal por forças americanas ao norte da Síria ao norte do rio Eufrates; a intervenção militar dos Estados Unidos e seus aliados no sudeste sírio , na fronteira da Síria com a Jordânia e o Iraque;  a ilegal e impune atividade aérea militar dos EUA e seus aliados no espaço aéreo sírio, sob o pretexto de lutar contra o grupo terrorista Daesh ; os ataques de aviões americanos às forças sírias e seus aliados , que lutam por restaurar o controle sobre seu território; o bombardeio dos aviões americanos contra o caça  Su-22 sírio tripulado, que voava  no espaço aéreo sírio para combater unidades  mercenárias
armadas pelos EUA, e o ataque impune com mísseis de cruzeiro lançados por destroyers de mísseis guiados da Marinha dos EUA contra a base aérea síria de Ash Shairat em 7 de abril

A Rússia está tentando evitar a guerra com os EUA na Síria e como um Estado responsável e civilizado - o que os EUA e seus aliados cúmplices não são, ao apoiar o terrorismo radical  na Síria , Iraque e Líbia e, assim, causar tragédias humanitárias nesses países e a exportação da ameaça terrorista global - tenta resolver o conflito sírio através dos canais diplomáticos. No entanto, até poucos dias atrás e após os atos de agressão que os EUA cometeu  diretamente contra a Síria, com total impunidade, a impressão e a de que os EUA perderam todo respeito à Rússia e seus  interesses nacionais na Síria.


A aparente  inação russo  contra atos de agressão dos Estados Unidos contra as forças sírias tem dado  a impressão de que Moscou perdeu sua credibilidade com Washington, quanto à vontade do Kremlin de realmente  se opor a agressão norte-americana na Síria, de maneira proporcional e por meio militar. Da forma similar , em 1936, a inércia militar da França para impedir que o exército alemão ocupasse a região alemã da Renânia, remilitarizándola , contribuiu para a impunidade dos atos subsequentes de expansão territorial alemã, culminando com a invasão da Polônia em setembro de 1939 e o começo da Segunda Guerra Mundial. Nesse sentido, uma recente advertência russa aos EUA parece que será desafiada e ignorada por Washington na Síria, mais uma vez.


https://www.hispantv.com/noticias/opinion/347095/siria-guerra-rusia-eeuu-trump-crisis


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/as-preliminares-de-uma-guerra-entre.html

Iêmen e a militarização dos canais estratégicos

Assegurando o controle dos EUA sobre a ilha de Socotra 

e o Golfo de Aden

Pesquisa Global, 13 de junho de 2018

Este artigo foi publicado pela primeira vez pela Global Research em fevereiro de 2010, cinco anos antes do início da guerra EUA-Arábia Saudita contra o Iêmen.
O artigo lança luz sobre a agenda militar não declarada da América: o controle sobre vias navegáveis ??estratégicas  
***
?Aquele que atingir a supremacia marítima no Oceano Índico seria um jogador proeminente no cenário internacional.?  (Contra-almirante Alfred Thayus Mahan (1840-1914)
O arquipélago iemenita de Socotra, no Oceano Índico, está localizado a cerca de 80 quilômetros do Chifre da África e a 380 quilômetros ao sul do litoral do Iêmen. As ilhas de Socotra são uma reserva de vida selvagem reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade. 
Socotra está na encruzilhada dos canais navais estratégicos do Mar Vermelho e do Golfo de Aden (veja o mapa abaixo). É de importância crucial para os militares dos EUA.
MAP 1
 
Entre os objetivos estratégicos de Washington está a militarização dos principais meios marítimos. Esta hidrovia estratégica liga o Mediterrâneo ao Sul da Ásia e ao Extremo Oriente, através do Canal de Suez, do Mar Vermelho e do Golfo de Aden.
É uma importante rota de trânsito para petroleiros. Uma grande parte das exportações industriais da China para a Europa Ocidental transita por essa via estratégica. O comércio marítimo da África Oriental e Austral para a Europa Ocidental também transita nas proximidades de Socotra (Suqutra), através do Golfo de Aden e do Mar Vermelho. (veja o mapa abaixo). Uma base militar em Socotra poderia ser usada para supervisionar o movimento de embarcações, incluindo navios de guerra, no Golfo de Aden.
?O oceano [indico] é uma importante rota marítima que liga o Oriente Médio, o leste da Ásia e a África com a Europa e as Américas. Tem quatro canais de acesso cruciais que facilitam o comércio marítimo internacional, isto é, o Canal de Suez no Egito, Bab-el-Mandeb (fronteira com Djibouti e Iêmen), Estreito de Ormuz (fronteira com o Irã e Omã) e Estreito de Malaca (fronteira com a Indonésia e a Malásia ). Esses ?pontos de estrangulamento? são críticos para o comércio mundial de petróleo, à medida que grandes quantidades de petróleo passam por eles. ?(Amjed Jaaved, Um novo ponto de rivalidade , Pakistan Observer, 1º de julho de 2009)
MAP 2
 
Poder do mar
Do ponto de vista militar, o arquipélago de Socotra está em uma encruzilhada marítima estratégica. Mais adiante, o arquipélago se estende por uma área marítima relativamente grande na saída leste do Golfo de Áden, da ilha de Abd al Kuri até a ilha principal de Socotra. (Veja mapa 1 acima e 2b abaixo) Esta área marítima de trânsito internacional encontra-se em águas territoriais iemenitas. O objetivo dos EUA é policiar toda a costa do Golfo de Áden, do litoral iemenita ao litoral da Somália. (Veja o mapa 1).
MAPA 2b
Socotra fica a cerca de 3.000 km da base naval norte-americana de Diego Garcia, que está entre as maiores instalações militares da América do Norte.
A base militar de Socotra
Em 2 de janeiro de 2010, o Presidente Saleh e o General David Petraeus, Comandante do Comando Central dos EUA, reuniram-se para discussões de alto nível a portas fechadas.
A reunião Saleh-Petraeus foi apresentada casualmente pela mídia como uma resposta oportuna ao frustrado atentado a bomba de Detroit no vôo 253 da Northwest. Aparentemente, ela havia sido programada de forma ad hoc como meio de coordenar iniciativas contra o terrorismo dirigidas contra "Al Qaeda no Iêmen?, incluindo ?o uso [de] drones e mísseis americanos em terras do Iêmen?.
Vários informes, no entanto, confirmaram que as reuniões de Saleh-Petraeus tinham a intenção de redefinir o envolvimento militar dos EUA no Iêmen, incluindo o estabelecimento de uma base militar de pleno direito na ilha de Socotra. O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, teria entregado Socotra aos norte-americanos que montariam uma base militar, destacando que as autoridades americanas e o governo iemenita concordaram em estabelecer uma base militar em Socotra para combater os piratas e a al-Qaeda. Fars News , 19 de janeiro de 2010)
No dia 1º de janeiro, um dia antes das reuniões Saleh-Petraeus em Sanaa, o general Petraeus confirmou em uma entrevista coletiva em Bagdá que a ?assistência de segurança? ao Iêmen mais que dobraria de 70 milhões para mais de 150 milhões de dólares, o que representa um aumento de 14 vezes, desde 2006. ( Scramble for the Island of Bliss: Socotra ! , Guerra no Iraque , 12 de janeiro de 2010. Veja também CNN 9 de janeiro de 2010, The Guardian , 28 de dezembro de 2009).
Essa duplicação da ajuda militar ao Iêmen foi apresentada à opinião pública mundial como uma resposta ao incidente da bomba de Detroit, que supostamente havia sido ordenado por agentes da Al Qaeda no Iêmen.
O estabelecimento de uma base da força aérea na ilha de Socotra foi descrito pela mídia dos EUA como parte da ?Guerra Global ao Terrorismo?:
?Entre os novos programas, Saleh e Petraeus concordaram em permitir o uso de aviões americanos, talvez drones, bem como? mísseis marítimos ?, desde que as operações tenham aprovação prévia dos iemenitas, de acordo com um alto funcionário iemenita que pediu anonimato deste tema sensíveis. Autoridades dos EUA dizem que a ilha de Socotra, a 200 milhas da costa do Iêmen, será reforçada de uma pequena pista de pouso [sob a jurisdição das forças armadas iemenitas] para uma base completa , a fim de apoiar o programa maior de ajuda e combater os piratas somalis.  Petraeus também está tentando fornecer às forças iemenitas equipamentos básicos, como Humvees blindados e possivelmente mais helicópteros. ?(Newsweek,  Newsweek , 18 de janeiro de 2010, ênfase adicionada)

Pista e aeroporto existentes
 Instalação Naval dos EUA?
A proposta de instalação militar de Socotra dos EUA, no entanto, não se limita a uma base da força aérea. Uma base naval dos EUA também foi contemplada.
O desenvolvimento da infraestrutura naval de Socotra já estava em andamento. Apenas alguns dias antes (29 de dezembro de 2009) das discussões de Petraeus-Saleh (2 de janeiro de 2010), o gabinete do Iêmen aprovou um empréstimo de US $ 14 milhões do Fundo do Kuwait para o Desenvolvimento Econômico Árabe (KFAED) em apoio ao desenvolvimento do  projeto portuário de
Socotra.
MAPA 3

 

O grande jogo
O arquipélago de Socotra é parte do Grande Jogo que opõe a Rússia e à América.
Durante a Guerra Fria, a União Soviética tinha uma presença militar em Socotra, que na época fazia parte do Iêmen do Sul.
Apenas um ano atrás, os russos entraram em discussões renovadas com o governo iemenita a respeito do estabelecimento de uma base naval na ilha de Socotra. Um ano depois, em janeiro de 2010, na semana seguinte à reunião de Petraeus-Saleh, um comunicado da Marinha Russa ?confirmou que a Rússia não desistiu de seus planos de ter bases para seus navios? na ilha de Socotra? ( DEFESA E SEGURANÇA). ), 25 de janeiro de 2010)
As discussões de Petraeus-Saleh em 2 de janeiro de 2010 foram cruciais para enfraquecer as propostas diplomáticas russas ao governo iemenita.
Os militares dos EUA estão de olho na ilha de Socotra desde o final da Guerra Fria.
Em 1999, a Socotra foi escolhida ?como um local no qual os Estados Unidos planejavam construir um sistema de inteligência de sinais?.? A mídia iemenita de oposição informou que ?o governo do Iêmen concordou em permitir o acesso das forças militares dos EUA a um porto e um aeroporto. Socotra. ?Segundo o jornal de oposição Al-Haq,? um novo aeroporto civil construído em Socotra para promover o turismo foi convenientemente construído de acordo com as especificações militares dos EUA. ?(Pittsburgh Post-Gazette (Pensilvânia), 18 de outubro de 2000)
A militarização do oceano Índico
O estabelecimento de uma base militar dos EUA em Socotra é parte do processo mais amplo de militarização do Oceano Índico. Este último consiste em integrar e ligar Socotra a uma estrutura existente, bem como reforçar o papel fundamental desempenhado pela base militar de Diego Garcia no arquipélago de Chagos .
O contra-almirante Alfred T. Mahan, da Marinha dos EUA, havia sugerido, antes da Primeira Guerra Mundial, que ?quem quer que alcançasse a supremacia marítima no Oceano Índico [será] um ator proeminente no cenário internacional? Oceano Índico e nossa segurança ).
O que estava em jogo nos escritos do contra-almirante Mahan era o controle estratégico por parte dos EUA dos principais meios marítimos oceânicos e do Oceano Índico em particular: ? Seu oceano é a chave para os sete mares do século XXI; o destino do mundo será decidido nessas águas. "
MAPA 4
Michel Chossudovsky é professor de economia (emérito) na Universidade de Ottawa e diretor do Centro de Pesquisa em Globalização (CRG), em Montreal, que hospeda o premiado site: www.globalresearch.ca . Ele é o autor do best-seller internacional "A Globalização da Pobreza e a Nova Ordem Mundial". Ele é um colaborador da Encyclopaedia Britannica, membro da Comissão de Crimes de Guerra de Kuala Lumpur e recebedor do Prêmio de Direitos Humanos da Sociedade para a Proteção dos Direitos Civis e da Dignidade Humana (GBM), Berlim, Alemanha. Seus escritos foram publicados em mais de vinte idiomas.
Artigo sobre Pesquisa Global Relacionada: Ver Rick Rozoff,  EUA, OTAN Expandir a Guerra Afegã para o Chifre da África e Oceano Índico , Pesquisa Global, 8 de janeiro de 2010.
https://www.globalresearch.ca/the-siege-of-hodeidah-washingtons-war-crime-in-yemen/5644429?utm_campaign=magnet&utm_source=article_page&utm_medium=related_articles

https://www.globalresearch.ca/yemen-and-the-militarization-of-strategic-waterways-2/17460



Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/iemen-e-militarizacao-dos-canais.html

presos palestinos recluidos en una cárcel israelí.

Palestinos presos em cárceres do regime sionista iniciam greve de fome por tempo indeterminado para exigir melhores condições.
Participa na greve desde sexta-feira  um grupo de cinco prisioneiros palestinos mantidos em detenção administrativa, ou seja: privados da liberdade por ordem das autoridades administrativas, não judiciais, informou neste sábado (07/07) o Comitê de Assuntos dos prisioneiros palestinos, pela agência de notícias palestina WAFA .
De acordo com dados fornecidos pela Comissão, as autoridades prisionais israelenses transferiram imediatamente os prisioneiros Mahmoud Ayad, Islam Jawarish, Thaer al-Helou, Nadim Issa Awad Rajoub para  prisões solitárias  no campo militar de Ofer, nas proximidades do Ramalá (na Cisjordânia ocupada).
Os prisioneiros iniciaram a luta contra as prisões administrativas  boicotando  a autoridade dos tribunais da ocupação, em 15 de fevereiro, agora decidiram  intensificar a luta contra a prática da detenção administrativa, ante a recusa do regime de Tel Aviv de cumprir  o compromisso de sentar e negociar uma melhoria das condições do encarceramento.
A comissão dos prisioneiros alerta sobre a possibilidade de  mais prisioneiros palestinos aderirem à greve, nas próximas semanas, e informa que  os grevistas se recusam a receber medicação e ir para  enfermaria. 

O mesmo organismo  havia anunciado o próximo início de uma greve de fome contra o encarceramento em detenção administrativa em prisões israelenses de 500 palestinos no início de junho passado, sem mencionar quando a ação iria começar.
A detenção administrativa é um regime que permite que palestinos sejam mantidos na prisão indefinidamente sem a necessidade de iniciar um processo judicial. O regime de Tel Aviv freqüentemente usa esse tipo administrativo para  aprisionar os palestinos .
O direito internacional, no entanto, só permite o uso desta medida em situações excepcionais ou de emergência no âmbito de uma ocupação militar, situação que, por sua vez, deve ter um caráter temporário.
https://www.hispantv.com/noticias/palestina/381960/presos-huelga-hambre-carcel-israel-detencion-administrativa


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/prisioneiros-palestinos-nos-carceres.html

2018 · 07 · 04 ? Fonte: Raquel Martí, El Diario - Espanha

A população da comunidade beduína de Khan al Ahmar, localizada perto de grandes assentamentos israelenses na Cisjordânia, tem resistido a tentativas de realocá-los para expandir assentamentos por mais de uma década.

Uma criança agita a bandeira da Palestina em frente aos soldados israelenses na aldeia beduína de Jan al Ahmar (Cisjordânia) durante protestos contra o início da demolição por parte de Israel. RONEN ZVULUN REUTERS 

No momento em que escrevo estas linhas estão demolindo a comunidade beduína de Khan al-Ahmar, a poucos quilômetros de Jerusalém Oriental, em território palestino ocupado. Estou tomado pela impotência e uma profunda tristeza. Praticamente 10 anos de luta terminaram no pior cenário: a transferência forçada de 180 pessoas que foram deixadas sem nenhum  direito, que são novamente arrancadas  pela violência de suas terras. 

Khan al-Ahmar é uma pequena aldeia composta de choças e estruturas temporárias e cercada por assentamentos ilegais de colonos estrangeiros sionistas israelenses. Nela habita a tribo Jahalin, formada por 180 membros, originalmente pastores nômades do Vale do Jordão que foram expulsos após a guerra árabe-israelense de 1948 do deserto de Negev até a Cisjordânia.


Demolição da comunidade beduína de Khan al Ahmar ACTIVESTILLS.ORG
  
Para aliviar a falta de infra-estrutura educacional na área que forçava as crianças beduínas  viajar longas distâncias diariamente, o líder da comunidade beduína, Abu Khamiss, apoiado pela ONG italiana Vento di Terra decidiu construir, em junho de 2009, uma escola com adobe e pneus de carros usados. Incapaz de obter uma licença de construção - Israel nega-lhes 97,8% das vezes - tiveram que construir a escola sem a  permissão. Um mês depois de sua abertura, chegou  a primeira ordem de demolição emitida pela Administração Civil Israelense. Então começou um tortuoso caminho pelos meandros dos tribunais sionistas, na qual apelação após apelação conseguiram adiar a data da demolição. Em 2011, a ameaça de transferência forçada da comunidade foi adicionada ao risco de demolição.
Eu visitei a vila em diversas ocasiões, toda vez que fui à Palestina, levei políticos e jornalistas para conhecer sua situação. A pequena escola de Khan al-Ahmar tornou-se um símbolo da resiliência palestina e da luta pela educação das crianças palestinas.
Sempre admirei Abu Khamiss, sua grande hospitalidade, sua forte determinação em salvar sua comunidade, sua firme convicção da necessidade de educar crianças beduínas. Sua paciência sem limites. Ele sempre me recebeu com um sorriso enorme e sempre brincando para remover o drama de sua situação crítica. Na minha última visita, notei-o derrotado, muito cansado, não dissemos nada, mas imediatamente entendi que ele havia perdido a esperança. Eu sabia que neste dia seria a última vez que eu me sentaria para desfrutar de sua hospitalidade e aprender com sua imensa sabedoria beduína.
Abu Khamiss sabia muito bem o que a destruição da comunidade significava e é por isso que ele se dedicou durante anos para evitá-lo. Destruição não significa apenas que sua comunidade será transferida à força para outro lugar ou que seus filhos perderão a escola e, com ela, o direito à educação. Ele estava plenamente consciente de que a destruição de sua comunidade significa o avanço dos assentamentos ilegais de colonos.
A destruição de Khan al-Ahmar não é um evento isolado. Tudo isso faz parte de um plano israelense de construir milhares de novas casas e conectar assentamentos de colonos sionistas com Jerusalém. Com a implementação deste plano, a presença palestina na área será enfraquecida e Jerusalém Oriental, e seus habitantes, serão desconectados para sempre do resto da Cisjordânia. Abu Khamiss fez um esforço gigantesco para manter Jerusalém Oriental como a futura capital do povo palestino. Hoje esse sonho está sendo demolido ao lado das cabanas e da escola da pequena cidade de Khan al-Ahmar.

Ésta es la escuela de la comunidad beduina de que están destruyendo hoy.
170 niños y niñas, que estudian en ella, se quedan sin escuela.

 Sobre o autor: Raquel Martí é diretor executivo da UNRWA Espanha 
http://www.palestinalibre.org/articulo.php?a=69325


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/a-forca-militar-sionista-praticando.html

Como faz há 70 anos, o regime sionista se utiliza da força bruta contra as famílias palestinas desarmadas para arrancá-la da terra que vivem há milhões de anos.
São covardes , violentos e fascistas!

As forças de ocupação israelenses começaram a demolir as casas dos palestinos na comunidade beduína de Abu al-Nawar, a leste de Jerusalém, mas encontraram , como há 70 anos, a resistência da população.




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 https://twitter.com/qudsn/status/1014468818696105984
Deve-se destacar que a terra da comunidade, que é habitada por beduínos, pertence e é registrada no "Tabu" para as pessoas da cidade de Anata, que é habitada por cerca de 181 pessoas, mais da metade delas crianças. Enquanto o direito humanitário internacional proíbe a demolição e o confisco de propriedade privada pela potência ocupante, as autoridades israelenses buscam despejar a população à força e violar o direito à moradia.
Por anos, a ocupação também tentou esvaziar as terras de Jerusalém Oriental das comunidades beduínas para permitir a expansão dos assentamentos na área, tornando a parte oriental da Cisjordânia uma área de assentamento em sua totalidade.
 http://espanol.almayadeen.net/news/Asentamientos%20Ilegales/252913/ocupaci%C3%B3n-israel%C3%AD-inicia-demolici%C3%B3n-de-viviendas-en-la-comun/


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/o-covarde-violento-e-fascista-exercito.html


Dia 28 de junho morre o filósofo italiano Domenico Losurdo , um ícone do pensamento crítico marxista. Um militante incansável, um comunista ferrenho, um internacionalista consciente do papel da esquerda e sobretudo um materialista histórico que não abria mão dessa metodologia em suas análises. Deixou muitas obras publicadas e uma infinidade de textos e vídeos. Abaixo reproduzimos o vídeo de sua palestra sobre a ocupação criminosa da Líbia pelo imperialismo  e uma relação de suas obras, indispensáveis para os revolucionários.
Camarada Losurdo!.................................. PRESENTE!
somostodospalestinos.blogspot.com


Introdução ao estudo de Domenico Losurdo.
Por Jones Manoel*
Para começar um estudo da obra do marxista italiano Domenico Losurdo ? um dos maiores marxistas vivos que temos, seguem algumas indicações. Primeiro, considero que a obra de Losurdo contém quatro temas centrais: a questão nacional no processo revolucionário, uma contra-história do liberalismo e de maneira mais ampla da dominação burguesa na modernidade, um balanço crítico das experiências socialistas no século XX e uma tentativa de renovar o marxismo a partir de uma teoria política que se pretende ser uma superação dos ?resíduos utópicos? ainda presentes no marxismo. Pois bem, essas quatro temáticas centrais estão dentro de uma mesma problemática: uma contra-histórica da modernidade burguesa vista desde a perspectiva dos povos coloniais ? os condenados da terra ? e dos trabalhadores/as do centro do capitalismo com vistas a criar uma visão de mundo própria dos de baixo como elemento indispensável do processo revolucionário em suas duas faces (a destruição da velha ordem e a edificação de uma nova sociedade). Para tentar deixar mais didática a questão, segue uma série de indicações de livros e artigos sobre as quatro temáticas centrais na obra losurdiana (não pretendo indicar todas as obras sobre cada tema, mas as que considero centrais).
? Balanço das experiências socialistas.
* Fuga da história? A Revolução Russa e a Revolução Chinesa vistas de hoje (disponível na internet)
* Stálin ? uma história crítica de uma lenda negra (livro central de Losurdo nessa temática).
* Marx, Cristóvão Colombo e a revolução de Outubro [artigo] (disponível na internet).
* O significado histórico da Revolução de Outubro [três artigos] (disponível na internet ? site da revista crítica marxista).
? Contra-história do liberalismo e da dominação burguesa.
* Contra-história do liberalismo (livro central nessa temática)
*Liberalismo. Entre a civilização e a barbárie (não tem na internet, mas é um livro barato. Menos de 30 reais).
* A não violência: uma história fora do mito (disponível na internet).
* Democracia ou bonapartismo (até onde me consta, não disponível na internet e difícil de achar).
* Nietzsche, o rebelde aristocrata (livro caro e até onde sei também não disponível na internet).
* A Linguagem do Império ? léxico da ideologia estadunidense (até onde sei, não disponível na internet, mas fácil de achar e relativamente barato).
* O pecado original do século XX (livro barato para comprar).
? Teoria política e do Estado.
*Hegel, Marx e a tradição liberal (também não disponível na internet, mas fácil de achar em qualquer biblioteca de universidade).
*Antônio Gramsci: do liberalismo ao ?comunismo crítico? (fácil de achar em sebos e creio que já está disponível na internet).
* Para uma crítica da categoria de totalitarismo (disponível na internet, site da crítica marxista).
? A questão nacional e a revolução.
* A luta de classes ? Uma história filosófica e política (ao meu ver, esse livro junto com o sobre Stálin, é uma espécie de síntese geral da obra de Losurdo abarcando todos os temas centrais de sua produção na maturidade).
* Guerra e revolução: um mundo um século após outubro de 1917.
Advertência: essa divisão é mais no tocante a temas centrais abordados. Na prática os temas basilares da obra losurdiana comparecem em maior ou menor medida em todos os livros.
*Militante do PCB de Pernambuco


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/07/nossa-homenagem-ao-grande-filosofo.html

Por  Finian Cunningham - 26/06/2018
  
(Traduzido pelo Blog)
Enquanto as Nações Unidas advertem que milhões de civis podem morrer de violência e fome devido ao atual cerco da cidade portuária iemenita de Hudeid, não há outra maneira de descrever o que está acontecendo, exceto como "genocídio".
A guerra de mais de três anos no Iêmen travada por uma coalizão saudita apoiada pelo Ocidente  é indiscutivelmente genocida desde o início, são oito milhões de pessoas  à beira da fome devido ao bloqueio de longa data que sofre o estado árabe, bem como por ataques aéreos indiscriminados.
Mas a mais recente ofensiva no Mar Vermelho, na cidade de Hudeid, no Mar Vermelho, ameaça transformar a maior catástrofe humanitária do mundo em extermínio em massa.
Hudeid é o ponto de entrada para 90% do total da ajuda alimentar e assistência médica ao Iêmen. Se o porto da cidade deixar de funcionar por causa de uma ofensiva militar - como alerta as agências da ONU -, então uma população de mais de 20 milhões será levada à beira da morte.
A coalizão saudita, que inclui as forças do Emirado e mercenários estrangeiros, bem como as forças do regime anterior (que a mídia ocidental falsamente chama de "forças do governo"), é apoiada pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França. Esta coalizão diz que a tomada da cidade acelerará a derrota dos rebeldes Houthis. Para isso, estão usando o cruzamento das linhas de ajuda alimentar e humanitária como uma forma de guerra contra a população civil, isso é sem dúvida, um crime de guerra. O que é absolutamente imperdoável.
Na semana passada, uma sessão urgente no Conselho de Segurança da ONU exigiu que este porto permanecesse aberto. No entanto, a sessão não exigiu a suspensão da ofensiva do saudita e dos Emirado contra Hudaid , que é o segundo  maior reduto  dos Houthis, depois da capital  Sana. Uma população de 600 mil pessoas dentro de cidade portuária já estão expostas aos intensos combates que ocorrem,  incluindo ataques aéreos e bombardeios marítimos, antes mesmo de ser interrompido o fornecimento de alimentos, água e remédios.
Como a reunião do  Conselho de Segurança foi a porta fechadas, os relatórios da mídia não indicaram quais membros do Conselho votaram contra o pedido sueco de término imediato das hostilidades. No entanto, tendo em conta que três membros permanentes do Conselho, os Estados Unidos, Inglaterra e França,  apoiam a ofensiva militar liderada pela Arábia Saudita contra a cidade portuária , pode-se supor que esses países bloquearam o apelo a um cessar-fogo.
Enquanto o horror  se estende, a mídia ocidental se esmera  para branquear  o papel criminoso dos Estados Unidos, da Inglaterra e da França no apoio a ofensiva. A mídia ocidental se concentra na crise humanitária da população de Hudeid e da população ienemita. Mas tem o cuidado de omitir o contexto real e mais amplo e, obviamente, a conclusão de que o cerco de Hudeid não seria possível sem o apoio militar do Ocidente. Se o público ocidental fosse devidamente informado, eles se deparariam com uma forte oposição que revelaria a relação entre os governos ocidentais e os meios de comunicação.
O que é notório na mídia ocidental é a utilização do termo abrangente usado quando se fala sobre os rebeldes Houthis. Invariavelmente, os rebeldes Houthis são descritos como aqueles  "apoiados pelo Irã". Este rótulo é usado para implicitamente "justificar" o cerco saudita e dos Emirado à cidade Hudeid, "porque" é dito que a operação é parte da "guerra por procuração contra o Irã". A BBC, a France 24, a CNN, a Deutsche Welle, o New York Times e o Washington Post estão entre os meios de comunicação que comumente praticam essa desinformação sobre o Iêmen.
Tanto o Irã quanto os Houthis negaram qualquer relação militar recíproca entre eles. É verdade que o Irã apoia politicamente e diplomaticamente os Houthis e toda a população iemenita que sofre com a guerra. Os houthianos compartilham a fé xiita comum com o Irã, mas isso está longe de qualquer envolvimento militar. Não há evidências do envolvimento do Irã no Iêmen. A base para esse tipo de  afirmação  depende exclusivamente  das declarações da Arábia Saudita e dos Emirados divulgadas sem nenhuma crítica. Até mesmo o governo dos EUA evitou fazer acusações diretas contra o Irã neste tema do  apoio militar aos Houthis. O silêncio de Washington é um claro reconhecimento de que esta acusação já está esgotada e não tem força. Além disso, como poderia um país que foi submetido a um bloqueio ilegal da Arábia Saudita por terra, mar e vias aéreas receber armas  fornecidas pelo Irã?
Em contraste, enquanto os meios de comunicação ocidentais costumam descrever os rebeldes  Houthis como "apoiados pelo Irã", omitem descaradamente os termos "apoiados pelos Estados Unidos" ou "apoiados pelos britânicos e os franceses", ao se referirem às forças sauditas e dos Emirados que estão bombardeando o povo do Iêmen há três anos. Ao contrário de acusações desnecessárias sobre as ligações iranianas com Houthis, a conexão militar ocidental foi verificada e confirmada pelas grandes exportações de armas e pelo fornecimento de combustível e logística no apoio aos esforços de guerra da Arábia Saudita e dos Emirados contra o Iêmen..  
No domingo passado, o New York Times lamentou sobre as condições infernais no Iêmen, classificando as de "guerra muito complexa", como se a guerra fosse um mistério insondável. Por que o New York Times não publica editorias corajosos clamando abertamente pelo fim da cumplicidade dos EUA na guerra contra o Iêmen? Ou talvez isso seja muito , de fato, muito "complexo" para o editorial do Times?
O Washington Post levantou uma falsa preocupação, na semana passada, declarando: "A crise humanitária mais grave no mundo corre o risco de piorar ainda mais. A ofensiva liderada pelos Emirados Árabes Unidos (e da Arábia) está em curso contra a cidade portuária de Hudeid controlada por rebeldes Houthis, apoiados pelo Irã".
Neste relatório,  o Post não mencionou o fato de que os ataques aéreos realizados por forças sauditas e  dos Emirados são realizados por  caças F-15 dos EUA, por Britsh Typhoons e aviões franceses Dassault. Incoerentemente, o Post cita declarações de autoridades dos EUA que afirmam que suas forças não estão "diretamente envolvidas" na ofensiva na cidade portuária. Como isso é credível  quando  os ataques aéreos são conduzidos por eles diariamente? O Washington Post nem sequer tenta buscar mais informações a respeito.
No relatório da semana passada,  a BBC, que também expressa uma falsa preocupação e pesar pela "crise humanitária" em Hudeid continua normalmente, embora sem provas, marcando  os rebeldes Houthis como "apoiados pelo Irã". Mas, inacreditavelmente, ao longo do artigo (pelo menos em edições anteriores), não havia uma única menção do fato verificável de que a Arábia Saudita e o Emirado receberam bilhões de dólares em armas britânicas, americanas e francesa.
No último parágrafo de suas edições anteriores, a BBC editorializa: "Em março de 2015, a Arábia Saudita e outros  países árabes, de maioria sunita, lançaram uma campanha militar para restaurar o governo   do presidente Hadi  (exilado) depois da ascensão do grupo Houthis visto como um proxy xiita iraniano ".
Preste atenção à implicação embaraçosa e pouco convincente da BBC sobre o Irã. Isto é uma estupenda distorção do conflito no Iêmen pela emissora estatal britânica que, surpreendentemente, ou talvez devesse ser audaciosamente, exclui completamente qualquer referência ao fato dos governos ocidentais estarem  alimentando a guerra genocida no Iêmen.
No final de 2014, fantoche dos EUA e dos saudita, o auto-proclamado "presidente" Mansour Hadi foi derrubado por uma rebelião liderada pelos  Houthis e outros rebeldes. A rebelião iemenita incluiu os shiitas e o sunitas. A apresentação do Irã como um patrocinador dos xiitas é uma distorção repulsiva que os sauditas e seus patrocinadores ocidentais têm usado para justificar o ataque sobre o Iêmen, a fim de repor o seu presidente fantoche, que vive no exílio na capital saudita, Riad. Em suma, a mídia está  ocultando uma guerra criminosa com mentiras e manipulações.
Na realidade, a guerra do Iêmen é produto das potências ocidentais e dos regimes déspotas do mundo árabe, que tentam reverter o processo de  revolução popular que aspirava construir um governo consideravelmente mais democrático, no país mais pobre da região árabe, superando décadas de tutela  do ocidente e da Arábia Saudita em regime de   cleptocracia.

Por mais de três anos, as forças sauditas e dos Emirados, apoiadas pelo Ocidente com aviões de guerra ocidentais, bombas, mísseis, helicópteros de ataque, navios e reabastecimento aéreo, além de direcionar a logística, empreenderam uma campanha de bombardeio ininterrupto contra civis iemenitas. Nada ficou de fora: hospitais, escolas, mercados, mesquitas, funerais, salões de festas, casas de família, fazendas, estações de tratamento de água e serviços de energia, toda  infraestrutura foi impiedosamente destruída. Até cemitérios foram bombardeados.
Mesmo durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã, a coalizão liderada pela Arábia Saudita - a suposta guardiã das duas mesquitas sagradas de Meca e Medina - continuou a massacrar civis inocentes do ar. 
Em outro lugar da região, os políticos ocidentais e a mídia corporativa lançaram protestos histéricos contra o governo sírio e seus aliados russos enquanto estes libertavam  as cidades dos terroristas apoiados pelo Ocidente, acusando a Síria e Rússia por "crimes de guerra" e "uso desumano da força". Nenhuma das campanhas hiperbólicas da mídia ocidental relacionadas à Síria jamais foi comprovada. Lembre-se de Allepo? Ghouta Oriental? O povo sírio está voltando com prazer para reconstruir suas vidas em paz sob a proteção do governo sírio depois que terroristas ocidentais foram expulsos. As alegações da mídia ocidental sobre a Síria revelaram-se mentiras ultrajantes, que foram enterradas às pressas pelos mesmos meios de comunicação como se nunca houvessem sido proferidas. 
De fato, há em andamento uma guerra genocida contra o povo do Iêmen que é totalmente apoiada pelos governos ocidentais. A barbárie mais recente é o cerco a cidade portuária de Hudeid, cujo objetivo  insano e assassino é de,  finalmente, submeter toda população faminta aos interesses do Ocidente , da Arábia Saudita e dos Emirados. Este é um  crime  de padrão Nuremberg.
Sem exageros, os meios de comunicação ocidentais funcionam como o Ministério de Propaganda  de Goebbels - por excelência  - cuja tarefa é "branquear" os genocídios cometidos por seus governos. As incríveis mentiras que transmitem e as omissões dissimuladas sobre o Iêmen são mais uma das razões pelas quais a mídia ocidental perderam qualquer vestígio de credibilidade. Eles estão servindo, como no Vietnã,no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, na Síria e em muitos outros casos, como cúmplices dos crimes de guerra épicos contra o Iêmen.
Postado do:http://epogledi.com/bs/vijesti/1026/kako-zapadni-mediji-pravdaju-genocid-u-jemenu/


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/06/como-midia-ocidental-justifica-o.html







 
por Elijah J. Magnier
23/6/2018, Elijah J Magnier, Blog
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
 
 
A decisão de Donald Trump de cair fora da Síria ?muito rapidamente? e de entregar a cidade de Manbij à Turquia caiu como um raio sobre os curdos sírios reunidos na parte norte do país. Esses curdos, que operam diariamente como escudo humano para proteger as forças dos EUA, foram deliberadamente manipulados pelo establishment dos EUA para garantir cobertura e proteção às forças norte-americanas de ocupação no nordeste do Levante. Agora, Trump parece prestes a fritar os curdos, de um dia para o outro. Não satisfeito com isso, Trump está ?leiloando? os curdos, apostando para ver que país árabe ocupará a área que os curdos controlam e ganhará o território no qual estão atualmente os acampamentos curdos.
 
Que opções restam aos curdos?

Bem claramente, nada preocupa menos o presidente dos EUA que o destino dos curdos. Trump está pronto para abandoná-los, apesar de saber que não há lugar para onde os curdos possam ir, nem país aos quais possam pedir proteção. Os curdos perderam a confiança do governo de Damasco por causa de suas escolhas políticas e militares pouco ponderadas ? e evidentemente são caçados pela Turquia, que considera todos os curdos na Síria como membros das Unidades de Proteção do Povo Curdo [cur. YPG], grupo coligado a terroristas, pelos padrões de Ankara.

Os ?mitos? que cercam os curdos (?são os melhores combatentes contra o 'Estado Islâmico' (ISIS), e/ou ?são os melhores aliados dos EUA?) são tolices e nada têm a ver com a realidade. É retórica brotada principalmente dos anos 90s, quando os EUA usaram o Curdistão para garantir um ponto de apoio no Iraque durante a era Saddam Hussein. De fato, os EUA viram nos curdos uma ponte para o Oriente Médio, que lhes permitiu fixar naquela área uma fortaleza militar e de inteligência para os próprios norte-americanos e seus aliados israelenses. Com a guerra que impuseram à Síria, os EUA plantaram-se na área de al-Hasaka, no Curdistão sírio, na esperança de dividirem a Mesopotâmia e o Levante. Mais importante, os curdos no Iraque e na Síria não têm problemas para declarar os fortes laços que os ligam a Israel, apesar da animosidade contra Israel nos dois estados onde vivem: Iraque e Síria.

O Exército Árabe Sírio e seus aliados combateram contra o ISIS em todo o território sírio, perdendo dezenas de milhares de oficiais e soldados. E no Iraque, as forças de segurança iraquianas combateram contra o ISIS em toda a geografia do Iraque onde o ISIS estava presente e perderam milhares de oficiais e soldados (só o grupo Hashd al-Sha?bi perdeu mais de 11 mil militantes).

Mas o investimento e a perda de vidas curdas foram consideravelmente menores. No Iraque, combatendo contra o ISISna área curda ao norte, os curdos perderam cerca de 2.000 militantes. E na Síria, onde os curdos combateram contra o ISIS, as perdas curdas são da ordem de centenas de militantes.
 
 
 
Os EUA apostaram num sonho curdo: curdos sírios e curdos iraquianos queriam estabelecer um Estado. Washington alimentou esse sonho, em nome da necessidade de contar com forças locais como 'representantes' locais dos EUA para estabelecer bases em áreas onde o Irã tem seus centros de influência (no Iraque e na Síria). O plano curdo falhou no Iraque por efeito da firme determinação do governo central iraquiano de impedir que o país fosse dividido. E na Síria, o plano nunca teve e continua sem ter qualquer chance de sucesso, porque Turquia, Irã, Iraque e Síria têm suas próprias razões para impedir tanto um estado curdo como qualquer tipo de ocupação pelos EUA na parte norte do Levante.

Ninguém acredita que os EUA saiam sem arrancar alguma coisa em troca da retirada ou preço ainda mais pesado para o caso de lá permanecerem. Trump já retrocedeu da decisão de retirar-se da Síria ?muito rapidamente?, sem apresentar qualquer cronograma específico para continuar onde está. Depois pediu que outros países substituíssem os norte-americanos, sem levar em conta a opinião dos curdos e sem lhes dar qualquer atenção. Os curdos, verdade seja dita, são a menor das preocupações de Trump: são gastos pelos quais ele não tem qualquer interesse. Os norte-americanos, de fato, não investiram dinheiro algum, nem na reconstrução da cidade de Raqqah que eles destruíram para esvaziá-la e poder usá-la para realocar o ISIS.

Seja qual for a decisão (quer EUA fiquem, quer saiam da Síria), os curdos sírios perderam a chance de decidir o próprio destino, em grande medida por causa das incontáveis vezes que optaram por continuar escondidos por baixo das saias dos EUA.

No enclave de Afrin no noroeste da Síria, a administração curda recusou-se a devolver a área ao controle do governo sírio. Os curdos decidiram lutar contra seu mais feroz inimigo, a Turquia, durante dois meses, tempo em que perderam toda a área e criaram centenas de milhares de refugiados que fugiram para al-Hasaka e Deir-Ezzour. O governo de Afrin supunha que o mundo correria a lhes garantir apoio e impedir a ação militar dos turcos: foi o maior dos vários grandes erros que os curdos cometeram. 

Na verdade, só o presidente Bashar al-Assad enviou ajuda: 900 homens das Forças de Defesa Nacional para ajudar na resistência em Afrin, mas não conseguiu convencer o governo local a permitir que o Exército Árabe Sírio assumisse o controle do enclave antes que fosse tarde demais. (Porque os EUA preferiam ter no controle de Afrin os soldados de Ankara ? inimigos que os curdos odeiam mais que quaisquer outros ?, que Damasco.)

Os curdos parecem ainda não ter compreendido que já não são o ?filho pródigo? do ocidente. Escolheram esquecer o erro que os curdos iraquianos cometeram ao decidir ir em frente com seu referendum, quando fracassaram tão espetacularmente, sem obter um estado independente. E os EUA estão provavelmente felizes de ver mais e mais curdos de Afrin fugindo em bando para al-Hasaka, enchendo a região com mais e mais 'agentes representantes' dos EUA, favorecendo os objetivos de Washington no Oriente Médio.

Sabe-se que os curdos perderam centenas de militantes na luta contra o ISIS para recuperar Manbij, Raqqah e outras cidades em al-Hasaka e Deir-ezzour. Lutaram para apoiar a ocupação do nordeste da Síria pelos EUA, dando a Washington um pretexto para permanecer em territórios da Síria, alegando que a presença norte-americana teria a ver com a ?guerra ao terror?. Não só os EUA não intervieram em Afrin, como, ainda pior, Washington ordenou que as forças do YPG curdo deixassem Manbij, como desejava a Turquia, aliada dos EUA na OTAN.
 
O ministro de Relações Exteriores da Turquia Mevlut Cavusoglu disse, depois de se reunir com seu contraparte norte-americano Mike Pompeo, que ?os EUA e a Turquia começarão a controlar a cidade de Manbij?. Tribos árabes locais al-Bubna, al-Baqqarah e al-Tayy emitiram comunicados dando boas vindas ?às forças turcas em Manbij que afinal porão fim à ocupação da cidade por forças do PYD e PKK?.

Claramente, os curdos, consentiram livremente que o establishment dos EUA os manipulasse à vontade, sempre esperando recolher as migalhas deixadas pelas forças norte-americanas e, talvez, concretizar seu sonho de independência. Esse sonho hoje parece mais distante do que nunca, de se realizar, pelo menos nas próximas décadas.

Os curdos foram realmente surpreendidos com a declaração de Donald Trump sobre uma retirada rápida da Síria. Deram-se conta, de repente, de que estavam sendo descartados, sem mais nem menos, de um dia para o outro. É difícil para os curdos ver o establishment dos EUA lhes dar as costas e agir na direção exclusiva de seus próprios interesses nacionais, sem qualquer consideração ao que possa acontecer depois que se forem, ignorando completamente os sacrifícios que os curdos fizeram para ajudar os EUA a alcançar seus objetivos na Síria.

Quando Trump concordou com manter as forças dos EUA na Síria ?por um pouco mais?, a decisão foi como uma injeção de temporária ? mas falsa ? esperança para os curdos, que viram o destino adiado. Mas por quanto tempo? Só até que os EUA evacuem todas as suas forças ou sejam expulsos de lá sob o fogo da ?Resistência Síria? que começa a ganhar músculo nas áreas sírias ocupadas pelos EUA.

A resistência recém anunciada parece reunir tribos locais, especialmente ?Bakkara? e ?al-Assasneh?, dentre outros grupos locais prontos a dar combate às forças dos EUA ? um movimento que faz lembrar o modo como começou a insurgência contra as forças dos EUA em Bagdá, em 2003.

O que os sírios curdos com certeza não veem ou talvez nem comecem a perceber é que Trump não mudará uma vírgula nos seus planos para protegê-los nem porá sua força aérea à disposição dos curdos para transportá-los aos EUA quando chegar a hora de deixarem a Síria. O resultado é fácil de prever: quando a guerra terminar, ninguém precisará de 'agentes locais' nem quererá saber deles. Sem guerra, os 'agentes locais' de forças estrangeiras tornam-se carga pesada demais.




Além do mais, os EUA não têm qualquer intenção de erradicar o ISIS ? a única justificativa verossímil (digamos) para a presença de norte-americanos na Síria. O ISIS é o pretexto para que Washington mantenha soldados no Levante. Também auxilia nos objetivos dos EUA, quando seus militantes atacam a única estrada entre Síria e Iraque, a albu Kamal ? estrada al Qaem. E ainda dá indicações ? embora fracas ? de que a Síria continua instável.

Os EUA não permitirão que a Turquia saia, sabendo que Rússia e Irã esperam de braços abertos por Ankara. Para mantê-la ao seu lado, Washington ofereceu à Turquia numa bandeja de prata o controle curdo de Manbij. E os EUA sabem bem que a Turquia jamais aceitará um estado curdo sobre sua fronteira com a Síria. Tudo isso considerado, é simples questão de tempo até que os curdos deem-se conta de que foram vendidos, e que o destino deles está selado.

Num dado momento, o governo central em Damasco considerou traidores os curdos. E eles continuarão a ser vistos como tal, a menos que parem de agir como escudo humano para proteger os EUA. O presidente Assad abriu a porta para negociações diretas e os curdos disseram-se ?prontos para negociar?. O preço que os curdos têm de pagar não é complicado: têm de parar de garantir proteção às forças ocupantes (EUA, França e Grã-Bretanha) no norte da Síria.

Os curdos abriram a porta aos turcos que por ali invadiram território sírio para ocupar Afrin, em vez de se aproximarem do estado que os recebeu quando se assentaram no Levante. Os curdos podem usar um território, mas o território não lhes pertence, pertence ao estado e ao povo da Síria. É hora de os curdos acordarem.


Mapa: Etnias no norte da Síria


E então? O que fazer com os curdos? Quem permanece ao lado deles?


Trump sempre esteve pronto para deixar para trás os curdos, mas adiou a decisão porque interessa a Israel ? não aos EUA ? manter a ocupação norte-americana no norte da Síria. Trump também quer dinheiro de Arábia Saudita e Emirados. Os EUA já estão convertidos em exército mercenário, ?pistoleiros de aluguel?. 

Segundo a mídia, Emirados e Arábia Saudita ofereceram 400 milhões de dólares, mas Trump está pedindo 4 bilhões de dólares para manter em campo os soldados norte-americanos. Parece que as forças dos EUA converteram-se em espécie de galinha dos ovos de ouro distribuídos pelos ricos países do Oriente Médio. E nessa briga de cachorro grande não há lugar para os curdos.

A equação é muito simples: se as forças dos EUA ficam e ocupam o nordeste da Síria, Washington terá de investir para reconstruir a infraestrutura, o que implica gastar dinheiro de verdade. Não é movimento que combine com os objetivos de Trump, que quer recolher dólares, não investir, um dólar, que fosse. Isso é a realidade contra a qual os curdos resistem e, ao que parece, ainda não compreenderam completamente.

Para concluir, os curdos já não têm lugar especial sob as asas dos EUA. Deixaram de ser os únicos, no Oriente Médio, com laços com Israel. Bahrein, Arábia Saudita, Qatar e os Emirados já não escondem as visitas de funcionários de Israel e as reuniões de autoridades dos dois países, e todos falam abertamente a favor de melhor relacionamento com Tel Aviv.

Os sírios talvez só tenham uma última chance: recorrer ao governo central em Damasco para que opere como mediador; para isso, os curdos têm de parar de garantir cobertura a forças ocupantes, e compreender que não passam de bucha de canhão a serviço das relações EUA-Turquia. Os curdos precisam deixar bem claro que não mais se oferecerão como escudo atrás do qual os EUA movem-se para dividir a Síria. Mas todos os recentes gentes dos curdos evidenciam que tal mudança é extremamente improvável. 

Mas não há outra via adiante para eles. E ainda depende de decidirem tomar e conseguirem tomar essa via. Mas se o fizerem, ainda podem obter reintegração plena no Estado que os acolheu quando chegaram ao Levante, há 100 anos.*******


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/06/curdos-perderam-chance-de-decidir-o.html

13/6/2018, Pepe Escobar, Asia Times

 

reality-TV show geopolítico de Trump-Kim ? para alguns, evento surreal ? recebeu atenção sem igual nos anais da diplomacia internacional. Será difícil superar a cena em que o presidente dos EUA abre um iPad e mostra a Kim Jong-un um trailer estiloso à moda dos filmes de ação classe "B" dos anos 1980s ? completado com a efígie de Sylvester Stallone ? em que os dois líderes são apresentados como heróis destinados a salvar os 7 bilhões de habitantes do planeta. 
 
Longe da TV, o ex-"Homem Foguete", hoje já tratado respeitosamente por Trump como "Chairman Kim", marcou formidável gol de placa, ao fazer varrer completamente a temida sigla CVID ? de "completa, verificável e irreversível desnuclearização" ? do texto final da declaração conjunta.
 
Ao longo das negociações pré-encontro, a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) sempre destacou uma estratégia de "ação em troca de ação" para chegar à desnuclearização, com Pyongyang recebendo compensações a cada passo do caminho, em vez de só haver compensações depois de a desnuclearização estar completada ? processo que pode demorar mais de uma década.

A declaração conjunta de Singapura consagra exatamente o que a parceria estratégica Rússia-China ? formalizada na recente reunião de cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) ? já vinha sugerindo desde o início: congelamento recíproco.

A RPDC abstém-se de quaisquer n ovos testes nucleares e de mísseis, e EUA e Coreia do Sul param com seus "jogos de guerras" (como disse Trump, "war games").

Esse desdobramento lógico do mapa do caminho sino-russo baseia-se no que o presidente da Coreia do Sul Moon Jae-in decidiu, em comum acordo com Kim Jong-un, na cúpula intercoreana realizada em abril último. E isso se conecta com o que a Coreia do Norte, a Coreia do Sul e a Rússia já haviam discutido na cúpula do Extremo Oriente em Vladivostok em setembro passado, como Asia Times noticiou (traduzido aqui), de integração econômica entre a Rússia e as duas Coreias, incluindo a conexão crucialmente importante entre uma futura ferrovia Trans-coreana e a Trans-siberiana.

Mais uma vez, tudo aí tem a ver com a integração da Eurásia; maior comércio entre Coreia do Norte e Nordeste da China, mais diretamente com as províncias de Liaoning, Jilin e Heilongjiang; e total conexão física das duas Coreias com as regiões centrais da Eurásia.

É ainda mais uma instância de encontro das Novas Rotas da Seda, ou Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE), com a União Econômica Eurasiana (UEE). E não por acaso a Coreia do Sul quer conexão cada vez mais profunda com os dois blocos, da ICE e da UEE. Qualquer dúvida, releia a "Declaração de Panmunjom pela paz, prosperidade e unificação da península coreana", de 27/4/2018.

A declaração conjunta de Singapura não é acordo: é declaração. O item absolutamente chave é o n.3: "Reafirmando a Declaração de Pahmunjom de 27/4/2018, a RPDC compromete-se a trabalhar para a completa desnuclearização da Península Coreana."
 
Significa que EUA e RPDC trabalharão rumo à desnuclearização não só da RPDC, mas de toda a Península Coreana.

Muito mais que isso, em "?a RPDC compromete-se a trabalhar para a completa desnuclearização da Península Coreana", as palavras-chave são de fato "Reafirmando a Declaração de Pahmunjom de 27/4/2018".

Mesmo antes de Singapura, todos sabiam que a RPDC não se "desnuclearia" [ing. "de-nuke", terminologia de Trump) em troca de nada, especialmente quando só recebera dos EUA vagas "garantias".

Como se podia prever e previu-se, os dois lados, neoconservadores e imperialistas humanitários dos EUA estão unanimemente babando de fúria, imprecando contra a falta de "carne" na declaração conjunta. Verdade é que há ali muita carne. Singapura reafirma a Declaração de Panmunjom, que é acordo entre as duas Coreias.

Ao assinar a declaração conjunta de Singapura, Washington foi dado por notificado quanto à Declaração de Panmunjom. Em termos de lei, quando você é notificado de um fato você deixa de poder dizer, adiante, que 'não sabia' ou que 'nem quero saber'. O compromisso da RPDC de abrir mão de seu armamento nuclear nos termos da declaração de Singapura é reafirmação de seu compromisso nos termos da Declaração de Panmunjom, naqueles termos, não em outros termos, com todas as condições associadas àqueles termos. E Trump confirma esse entendimento, ao assinar a Declaração de Singapura.

Declaração de Panmunjom destaca que: "A Coreia do Sul e a Coreia do Norte confirmaram o objetivo comum de alcançar, através da desnuclearização completa, uma península coreana livre de armas nucleares. A Coreia do Sul e a Coreia do Norte compartilham a opinião de que as medidas iniciadas pela Coreia do Norte são muito importantes e cruciais para a desnuclearização da península coreana e concordaram em buscar ativamente o apoio e a cooperação da comunidade internacional para alcançar a desnuclearização da península coreana."

Esse é o compromisso. "Comunidade internacional", como todos sabem, é palavra em código para "EUA o Grão Decididor Universal." Se Washington não retirar seus militares da Coreia do Sul, não haverá desnuclearização. Na essência, foi esse o acordo discutido entre Kim e Xi Jinping nos dois encontros crucialmente importantes que tiveram antes da reunião de Singapura. Tirem os EUA da península, e podem contar com ela.

É isso. A palavra-chave na declaração conjunta de Singapura, para a qual deve convergir o foco é "reafirmando".*******
 
http://blogdoalok.blogspot.com/2018/06/a-palavra-chave-no-show-trump-kim-por.html#more
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Fonte: http://somostodospalestinos.blogspot.com/2018/06/a-palavra-chave-no-show-trump-kim-por.html